Este não é um texto para tentar convencer
apaixonados e cegos quer vivem “embarcando” nas opiniões que garantem que
“ninguém é melhor que o Sampaio Corrêa”. Esta é mais um texto reflexivo que
tenta ser coerente e analítico a partir de um ponto de vista de quem é
desportista.
No ano passado (2014) escrevemos para tentar
analisar e mostrar que, como verdadeiro oásis no combalido, amador e falido
futebol maranhense (exemplo: uma competição amadora que teve o objetivo de
medir alguma coisa, envolvendo Náutico – de menor torcida em Pernambuco;
Vitória – de quem não se conhece um único torcedor em São Luís ou no Maranhão;
Moto e Sampaio programada com ingressos muito caros a uma semana do final do
mês, que apanhou o torcedor sem dinheiro) que se perpetua no buraco a cada dia
que passa.
O assunto pensado diz respeito ao Campeonato
Brasileiro da Série B. No ano passado, para desagrado de parte dos torcedores
do representante maranhense, mostramos por A + B que o Sampaio Corrêa não
deveria sequer “pensar” no acesso, pois não tem estrutura de nenhum nível para
fazer parte da elite. Não tem estrutura organizacional, não tem estrutura
financeira e, principalmente, não tem estrutura de planejamento.
Fez muito o time tricolor e pode ser considerado
vitorioso por ter permanecido entre os disputantes da Série B – ser for
convenientemente administrado poderá diminuir as dívidas trabalhistas e
encaminhar (aí sim!) um planejamento financeiro para as temporadas de 2015 e
2016. Ainda não é hora de “pensar” em subir para a Série A, pois nada mudou em
planejamento e administração – continua centralizado numa única cabeça.
E, com certeza, neste ano de 2015 o acesso ficou
ainda mais difícil, ao contrário do que continuam dizendo que, “nenhum time é
superior ao Sampaio”!
Alguém tinha dúvidas que o Vasco da Gama voltaria à
Série A? Ninguém tinha certeza era no acesso do Joinville, do Avaí e da Ponte
Preta. E o Vasco confirmou as previsões, e voltou.
Agora, peguemos como exemplo os clubes que estão na
Série B em 2015. São, como de hábito, 20 clubes. Analisemos um a um. Depois
disso, poderemos afirmar que serão 17 clubes “brigando” por uma vaga do acesso.
Apenas uma vaga estará disponível – se bem conhecemos o futebol brasileiro. Ou
será que alguém tem dúvidas que, Botafogo, Bahia e Vitória voltarão?
Quem de 20 tira 3, quantos ficam?
Depois, analisem os 17 que ficam para disputar essa
única “vaga” do acesso.
Será que algum “nerd” vai querer mostrar que, para
a CBF, o Sampaio Corrêa é mais importante de alguma forma que o Bahia ou o
Vitória? Será que, como aconteceu com o Vasco em 2014, alguém tem dúvida da
volta do Botafogo?
No mesmo nível técnico – mas com melhor estrutura
financeira – do Sampaio Correa, podemos listar: América/MG, Ceará, Criciúma,
Santa Cruz e Paysandu, sem contar os preocupantes Atlético/GO, Boa Esporte e
Macaé.
Fora daqui, os dirigentes do Ceará acordaram cedo para
esse raciocínio. A partir de então investiram- e estão investindo – na montagem
de um time superior ao do ano passado, além de procurar manter os melhores
jogadores da base de 2014, como Luís Carlos, goleiro; Sandro, zagueiro;
Ricardinho, meia; Magno Alves, atacante. Contrataram reforços pontuais e
importantes como William e Marcos Aurélio, além dos meio-campistas Wesley,
Eloir e Uillian. Mudaram até o treinador.
O Ceará de 2015 não é muito diferente do Ceará de 2014,
mas nunca é demais lembrar que o de 2014 não atingiu os objetivos do retorno
para a elite. E é assim que se pensa profissionalmente. Além de que, o ano de
2014 era emblemático para o alvinegro cearense, pois marcou um século de
fundação.
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