sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Ficou mais difícil e mais visível

 

Este não é um texto para tentar convencer apaixonados e cegos quer vivem “embarcando” nas opiniões que garantem que “ninguém é melhor que o Sampaio Corrêa”. Esta é mais um texto reflexivo que tenta ser coerente e analítico a partir de um ponto de vista de quem é desportista.

No ano passado (2014) escrevemos para tentar analisar e mostrar que, como verdadeiro oásis no combalido, amador e falido futebol maranhense (exemplo: uma competição amadora que teve o objetivo de medir alguma coisa, envolvendo Náutico – de menor torcida em Pernambuco; Vitória – de quem não se conhece um único torcedor em São Luís ou no Maranhão; Moto e Sampaio programada com ingressos muito caros a uma semana do final do mês, que apanhou o torcedor sem dinheiro) que se perpetua no buraco a cada dia que passa.

O assunto pensado diz respeito ao Campeonato Brasileiro da Série B. No ano passado, para desagrado de parte dos torcedores do representante maranhense, mostramos por A + B que o Sampaio Corrêa não deveria sequer “pensar” no acesso, pois não tem estrutura de nenhum nível para fazer parte da elite. Não tem estrutura organizacional, não tem estrutura financeira e, principalmente, não tem estrutura de planejamento.

Fez muito o time tricolor e pode ser considerado vitorioso por ter permanecido entre os disputantes da Série B – ser for convenientemente administrado poderá diminuir as dívidas trabalhistas e encaminhar (aí sim!) um planejamento financeiro para as temporadas de 2015 e 2016. Ainda não é hora de “pensar” em subir para a Série A, pois nada mudou em planejamento e administração – continua centralizado numa única cabeça.

E, com certeza, neste ano de 2015 o acesso ficou ainda mais difícil, ao contrário do que continuam dizendo que, “nenhum time é superior ao Sampaio”!

Alguém tinha dúvidas que o Vasco da Gama voltaria à Série A? Ninguém tinha certeza era no acesso do Joinville, do Avaí e da Ponte Preta. E o Vasco confirmou as previsões, e voltou.

Agora, peguemos como exemplo os clubes que estão na Série B em 2015. São, como de hábito, 20 clubes. Analisemos um a um. Depois disso, poderemos afirmar que serão 17 clubes “brigando” por uma vaga do acesso. Apenas uma vaga estará disponível – se bem conhecemos o futebol brasileiro. Ou será que alguém tem dúvidas que, Botafogo, Bahia e Vitória voltarão?

Quem de 20 tira 3, quantos ficam?

Depois, analisem os 17 que ficam para disputar essa única “vaga” do acesso.

Será que algum “nerd” vai querer mostrar que, para a CBF, o Sampaio Corrêa é mais importante de alguma forma que o Bahia ou o Vitória? Será que, como aconteceu com o Vasco em 2014, alguém tem dúvida da volta do Botafogo?

No mesmo nível técnico – mas com melhor estrutura financeira – do Sampaio Correa, podemos listar: América/MG, Ceará, Criciúma, Santa Cruz e Paysandu, sem contar os preocupantes Atlético/GO, Boa Esporte e Macaé.

Fora daqui, os dirigentes do Ceará acordaram cedo para esse raciocínio. A partir de então investiram- e estão investindo – na montagem de um time superior ao do ano passado, além de procurar manter os melhores jogadores da base de 2014, como Luís Carlos, goleiro; Sandro, zagueiro; Ricardinho, meia; Magno Alves, atacante. Contrataram reforços pontuais e importantes como William e Marcos Aurélio, além dos meio-campistas Wesley, Eloir e Uillian. Mudaram até o treinador.

O Ceará de 2015 não é muito diferente do Ceará de 2014, mas nunca é demais lembrar que o de 2014 não atingiu os objetivos do retorno para a elite. E é assim que se pensa profissionalmente. Além de que, o ano de 2014 era emblemático para o alvinegro cearense, pois marcou um século de fundação.

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