Diário do
Nordeste
O Teatro José de Alencar completa, em 2015, 105
anos, e marca a data renovado
Já que muita gente está de férias e não teve a
oportunidade de viajar, que tal (re)descobrir um dos espaços mais belos de
Fortaleza?
O Teatro José de Alencar completa, em 2015, 105
anos, e marca a data renovado, após a conclusão da primeira fase das obras de
conservação e recuperação realizadas pela Secretaria da Cultura do Estado do
Ceará.
Um motivo a mais para conhecer em detalhes esse teatro,
que é um verdadeiro monumento, incluindo ainda seus jardins e o prédio anexo,
que formam um complexo cultural com mais de 12 mil metros quadrados de área.
Com 40 horários de visitas guiadas por semana, de
terça-feira a domingo, o teatro está de portas abertas para fortalezenses e
turistas. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) em 1964, é um patrimônio universal, pelo valor arquitetônico,
paisagístico, artístico, histórico e cultural. Por isso, revela uma importante
fonte de descobertas e conhecimento em diversas áreas de estudo.
As visitas são conduzidas por servidores do próprio
teatro e passam pelos múltiplos espaços do equipamento. O deslumbramento já
começa já na entrada, com a fachada em alvenaria voltada para a Praça José de
Alencar. Antes de chegar à imponente sala de espetáculos, o visitante pode
apreciar o frontal, transpor as portas enormes, circular pelo pátio nobre ao ar
livre e se maravilhar diante da fachada interna metálica, com uma parte de
vidro transparente e outra em vitrais multicoloridos.
No primeiro bloco, encontramos um salão nobre
multifuncional, nos altos do foyer, com capacidade para até 120 pessoas,
servindo como sala de concerto e para espetáculos cênicos, lançamentos
editoriais, entre outras atividades. Os adornos no teto e as pinturas nas
paredes fazem desse salão mais um espaço de contemplação das artes, o mesmo
espaço que já foi ateliê para dois grandes artistas plásticos cearenses,
Raimundo Cela (1890-1954) e Ramos Cotoco (1871-1916).
Novos olhares - Uma vez por
lá, não deixe de contemplar o mais exuberante exemplar da arquitetura de ferro
no Brasil: a estrutura metálica que forma as escadarias, a fachada interna e os
gradis que dividem as frisas e os camarotes nos andares superiores foram
confeccionadas em Glasgow, na Escócia.
Outro detalhe bacana é que a farta luz do Ceará
dispensa iluminação artificial, além do que, o visitante vai se admirar com a
possibilidade de observar através dos vidros transparentes da fachada interna o
vaivém da cidade lá fora, fazendo do teatro um dos raros monumentos de palco à
italiana a partir do qual se pode ver a rua.
Na visita, há a oportunidade também de conhecer o
que fica sob o palco, invisível à plateia, como o porão com camarins coletivos,
e acima dele dois camarins individuais.
Jardins de Burle Marx - Já a área externa do José de Alencar é outro espetáculo, com a natureza
e as condições criadas pelo paisagista Roberto Burle Marx (1990-1994). Os
jardins projetados por ele reúnem mais de 50 espécies de plantas dos cinco
continentes, como amostras de cajueiro, jucá, juazeiro, macaúba, oitizeiro,
palmeira, pau-brasil, pau-ferro e a maior cascata verde do Ceará, uma
thunbergia de mais de dez metros de altura. O primeiro jardim foi inaugurado em
1975 e o segundo, com atual desenho, em 1991. O espaço mantém ainda um palco ao
ar livre, também para apresentações artísticas.
Anexos - Por fim, no
prédio anexo, após o restauro finalizado em 1991, encontramos a Galeria Ramos
Cotoco, a Biblioteca Carlos Câmara, a Praça Mestre Pedro Boca Rica, o Teatro
Morro do Ouro, a Sala de Canto Paulo Abel, a Sala de Dança Hugo Bianchi, a Sala
de Música Jacques Klein, a Sala de Teatro Nadir Papi Saboia, além das oficinas
de iluminação, figurino e cenotécnica e de outras salas disponibilizadas para
ensaios e encontros de solistas e coletivos artísticos.
Da entrada principal aos bastidores e anexo do Teatro
José de Alencar, o passeio dura entre 30 e 50 minutos. Há um roteiro básico que
pode variar de acordo com o interesse dos visitantes, sozinhos ou em grupo.
Ah, e embora, desde ontem tenham começado os
trabalhos de restauro das pinturas artísticas do teto da plateia, as visitas
guiadas estão mantidas, obedecendo aos critérios de segurança.
Serviço:
Onde fica: Rua
Liberato Barroso, 525 – Praça José de Alencar – Centro
Visitas guiadas: Terça-feira
a sexta-feira: 9, 10, 11, 12, 14, 15, 16 e 17 horas. Sábados, domingos e
feriados: 14, 15, 16 e 17 horas
Admissão: R$ 4,00
(meia R$ 2,00). No entanto, a entrada é gratuita para grupos de escolas
públicas, organizações não governamentais e projetos sociais previamente
agendados. Também não é cobrado ingresso para todos os visitantes no dia 17 e
no último domingo do mês.
Agendamentos: (85)
3101.2566 – 3101.2567.
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