terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Teatro José de Alencar: visitas guiadas são atração nas férias para fortalezenses e turistas

 

Diário do Nordeste

 

O Theatro José de Alencar completa, em 2015, 105 anos, e marca a data renovado Foto: Divulgação

O Teatro José de Alencar completa, em 2015, 105 anos, e marca a data renovado

 

 

Já que muita gente está de férias e não teve a oportunidade de viajar, que tal (re)descobrir um dos espaços mais belos de Fortaleza?

O Teatro José de Alencar completa, em 2015, 105 anos, e marca a data renovado, após a conclusão da primeira fase das obras de conservação e recuperação realizadas pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.

Um motivo a mais para conhecer em detalhes esse teatro, que é um verdadeiro monumento, incluindo ainda seus jardins e o prédio anexo, que formam um complexo cultural com mais de 12 mil metros quadrados de área.

Com 40 horários de visitas guiadas por semana, de terça-feira a domingo, o teatro está de portas abertas para fortalezenses e turistas. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1964, é um patrimônio universal, pelo valor arquitetônico, paisagístico, artístico, histórico e cultural. Por isso, revela uma importante fonte de descobertas e conhecimento em diversas áreas de estudo.

As visitas são conduzidas por servidores do próprio teatro e passam pelos múltiplos espaços do equipamento. O deslumbramento já começa já na entrada, com a fachada em alvenaria voltada para a Praça José de Alencar. Antes de chegar à imponente sala de espetáculos, o visitante pode apreciar o frontal, transpor as portas enormes, circular pelo pátio nobre ao ar livre e se maravilhar diante da fachada interna metálica, com uma parte de vidro transparente e outra em vitrais multicoloridos.

No primeiro bloco, encontramos um salão nobre multifuncional, nos altos do foyer, com capacidade para até 120 pessoas, servindo como sala de concerto e para espetáculos cênicos, lançamentos editoriais, entre outras atividades. Os adornos no teto e as pinturas nas paredes fazem desse salão mais um espaço de contemplação das artes, o mesmo espaço que já foi ateliê para dois grandes artistas plásticos cearenses, Raimundo Cela (1890-1954) e Ramos Cotoco (1871-1916).

Novos olhares - Uma vez por lá, não deixe de contemplar o mais exuberante exemplar da arquitetura de ferro no Brasil: a estrutura metálica que forma as escadarias, a fachada interna e os gradis que dividem as frisas e os camarotes nos andares superiores foram confeccionadas em Glasgow, na Escócia.

Outro detalhe bacana é que a farta luz do Ceará dispensa iluminação artificial, além do que, o visitante vai se admirar com a possibilidade de observar através dos vidros transparentes da fachada interna o vaivém da cidade lá fora, fazendo do teatro um dos raros monumentos de palco à italiana a partir do qual se pode ver a rua.

Na visita, há a oportunidade também de conhecer o que fica sob o palco, invisível à plateia, como o porão com camarins coletivos, e acima dele dois camarins individuais.

Jardins de Burle Marx - Já a área externa do José de Alencar é outro espetáculo, com a natureza e as condições criadas pelo paisagista Roberto Burle Marx (1990-1994). Os jardins projetados por ele reúnem mais de 50 espécies de plantas dos cinco continentes, como amostras de cajueiro, jucá, juazeiro, macaúba, oitizeiro, palmeira, pau-brasil, pau-ferro e a maior cascata verde do Ceará, uma thunbergia de mais de dez metros de altura. O primeiro jardim foi inaugurado em 1975 e o segundo, com atual desenho, em 1991. O espaço mantém ainda um palco ao ar livre, também para apresentações artísticas.

Anexos - Por fim, no prédio anexo, após o restauro finalizado em 1991, encontramos a Galeria Ramos Cotoco, a Biblioteca Carlos Câmara, a Praça Mestre Pedro Boca Rica, o Teatro Morro do Ouro, a Sala de Canto Paulo Abel, a Sala de Dança Hugo Bianchi, a Sala de Música Jacques Klein, a Sala de Teatro Nadir Papi Saboia, além das oficinas de iluminação, figurino e cenotécnica e de outras salas disponibilizadas para ensaios e encontros de solistas e coletivos artísticos.

Da entrada principal aos bastidores e anexo do Teatro José de Alencar, o passeio dura entre 30 e 50 minutos. Há um roteiro básico que pode variar de acordo com o interesse dos visitantes, sozinhos ou em grupo.

Ah, e embora, desde ontem tenham começado os trabalhos de restauro das pinturas artísticas do teto da plateia, as visitas guiadas estão mantidas, obedecendo aos critérios de segurança.

Serviço:

Onde fica: Rua Liberato Barroso, 525 – Praça José de Alencar – Centro

Visitas guiadas: Terça-feira a sexta-feira: 9, 10, 11, 12, 14, 15, 16 e 17 horas. Sábados, domingos e feriados: 14, 15, 16 e 17 horas

Admissão: R$ 4,00 (meia R$ 2,00). No entanto, a entrada é gratuita para grupos de escolas públicas, organizações não governamentais e projetos sociais previamente agendados. Também não é cobrado ingresso para todos os visitantes no dia 17 e no último domingo do mês.

Agendamentos: (85) 3101.2566 – 3101.2567.

 

 

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