Por iG São Paulo
A medida passa a valer de imediato nos trens do Metrô e da CPTM e, em 30
dias para os ônibus da EMTU.
O governador Geraldo Alckmin sancionou nesta quinta-feira, 19, a lei que
concede passe livre estudantil no Metrô, na CPTM (Companhia Paulista de Trens
Metropolitanos) e nos ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes
Urbanos) para alunos da rede pública. Na rede privada, o benefício será estendido
aos estudantes que comprovem renda familiar per capita de até 1,5 salário
mínimo nacional (R$ 1.182). Os estudantes já têm direito a gratuidade nos trens
da capital paulista desde o início do ano letivo.
Segundo o governo, a medida vai
beneficiar 615 mil estudantes na capital e nas quatro regiões metropolitanas do
Estado (São Paulo, Baixada Santista, Campinas e Vale do Paraíba/Litoral Norte).
“Essa medida é socialmente justa e de
grande estimulo à educação porque vai facilitar muito a vida dos estudantes,
além de evitar uma despesa com transporte para as famílias”, ressaltou Alckmin.
Para ter acesso ao benefício, o
estudante terá que preencher um cadastro enviado pela instituição de ensino e
declaração de comprovação de renda do aluno.
Os estudantes terão direito a 48 viagens gratuitas por mês, não
cumulativas, ou seja, deve ser usado dentro do próprio mês de concessão. No
Metrô e na CPTM, os estudantes têm acesso à transferência entre as linhas
gratuitamente.
A medida passa a valer de imediato
nos trens do Metrô e da CPTM e, em 30 dias contados a partir da resolução, para
os ônibus da EMTU. Ainda de acordo com o governo, os ônibus precisam deste
prazo para que haja adequação no sistema de bilhetagem. No caso do sistema
metroferroviário, o benefício da gratuidade será operado pelo Sistema de Cartão
Bilhete Único, expedido pela SPTrans.
Veja quem tem direito ao benefício:
- Estudantes dos ensinos fundamental
e médio regularmente matriculados nas instituições de ensino públicas;
- Estudantes de cursos
profissionalizantes de nível técnico da rede pública estadual;
- Estudantes de curso de ensino
superior da rede pública e privada, que comprovem renda familiar per capita de
até 1,5 salário mínimo nacional;
- Estudantes do Centro Paula Souza e
Etecs;
- Estudantes das Fatecs, que
comprovem renda familiar per capita até 1,5 salário mínimo nacional;
- Bolsistas do Prouni (Programa
Universidade para Todos);
- Financiados pelo Fies (Fundo de Financiamento
Estudantil);
- Integrantes do Programa Bolsa
Universidade (Programa Escola da Família);
- Atendidos por programas
governamentais de cotas sociais.
Capital - A gratuidade para estudantes foi anunciada pela prefeitura de São
Paulo junto com o anúncio do aumento das tarifas que passaram de R$ 3 para
R$ 3,50. Desde então, o MPL (Movimento Passe Livre) realizou sete
manifestações contra o aumento, mas nenhum deles alcançou o número de
manifestantes que o grupo conseguiu atrair em junho de 2013, quando o prefeito
Fernando Haddad e o governador Alckmin revogaram o aumento de R$ 0,20 e a
tarifa retornou aos R$ 3.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.