sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Comissão deve apurar cancelamento de refinarias no Ceará e no Maranhão

 

A intenção é avaliar as consequências ambientais, sociais e financeiras da suspensão das refinarias no Maranhão e o Ceará.

 

 

Foi aprovada nesta quarta-feira (11) pela Câmara dos deputados, a criação de uma comissão externa com a finalidade de acompanhar e fiscalizar os fatos do cancelamento das refinarias da Petrobras Premium I e Premium II, nos estados do Maranhão e do Ceará.

Os deputados Eliziane Gama (PPS-MA) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), autores do pedido de apuração, argumentaram que o anúncio das obras, feito ainda em 2010, foi responsável por investimentos nas regiões e é necessário avaliar as consequências ambientais, sociais e financeiras das suspensão das refinarias. Os nomes dos integrantes da comissão devem ser divulgados até o fim desta semana e, entre outras medidas, o grupo poderá realizar diligências externas, audiências públicas e requerer esclarecimentos de autoridades envolvidas. Além disso, podem ser feitas visitas aos  arredores das regiões de construção.

De acordo com a Petrobras, os empreendimentos não demonstraram atratividade e o crescimento do mercado interno e externo pode ser atendido pelo aumento do Programa de Maximização de Médios e Gasolina. O anúncio foi feito após a divulgação do balanço do terceiro trimestre de 2014. Além destes motivos, a estatal alega que não havia parceiro econômico para a implantação. A previsão é de que a empresa tenha perdido cerca de R$ 2,7 bilhões com o cancelamento, mas parlamentares acreditam que isso causará prejuízos à economia das regiões. 

Para o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), os prejuízos serão enormes para aqueles que acreditavam no andamento das obras. "Veja quantas famílias, quantos pequenos empresários, quantos pequenos cidadãos criaram expectativas lá no seu município e agora vê um sonho de geração, um sonho de cidade, um sonho de integração desse povo todo jogado por água fora. Então aqui fica o nosso apelo para que a gente fique atento, como nós fizemos no ano passado", disse.

 

 

 

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