A Comissão de Direitos Humanos e
Minorias vai discutir a aplicação da Lei 7.716/89 para os casos de racismo e
discriminação racial contra a população negra e a homofobia. A audiência
pública está marcada para quarta-feira (3), às 14 horas, no plenário 9.
A lei 7.716/89 deu ao racismo a
tipificação de crime inafiançável e imprescritível. Ela recebeu o nome de Lei
Caó em homenagem ao seu autor Carlos Alberto Oliveira.
A deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP),
que solicitou o debate, lembra que, a partir da lei, foram criadas Delegacias
de Crimes Raciais com o objetivo de acompanhar a aplicação da nova lei. “Porém,
foi uma política que aparentemente não vingou, muitas delegacias foram fechadas
com a justificativa que não havia casos o suficiente que sustentasse a sua
existência”, assinalou.
Aumento de denúncias - Pietá observa que cresce o número de denúncias dos casos de racismo.
Segundo a Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial/Seppir/PR foram denunciados 425 casos no ano de 2013. “A indignação da
população confirma que cada vez mais brasileiros se orgulham da sua cor e
herança africana. Os dados do Censo de 2010 comprovam este fato, a população
negra brasileira aumentou para 97 milhões.”
A deputada cita como exemplo os casos
de racismo durante os jogos de futebol, como o que aconteceu com o jogador
Tinga, que foi discriminado durante um torneio internacional de futebol. “O
racismo explicitado é algo que merece um tratamento especial em virtude de ser
gravado, televisionado, ou seja, há provas suficientes para estabelecer a
punição e o cumprimento da lei de racismo.”
Convidados - Foram convidados para o debate a ministra-chefe da Secretaria de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil, Luiza Helena Bairros; a
ministra-chefe da secretária de Direitos Humanos da Presidência da República,
Ideli Salvatti; e o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Veiga
Rios. (Fonte: Paraíba Online - Por Instituto Maria Preta).
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