quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O tempo – invisível, mas existente

 


Hoje botão, amanhã rosa – é o tempo.


A caligrafia do tempo com seu alfabeto indelével.

 

O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós.

É algo que você não vê nem se permite olhar – mas, tenhamos certeza, ele existe.

O hoje é uma divisão do tempo e você não o vê. Mas viu o ontem que, felizmente, já passou sem ser visto. Nem espere ansioso que, com certeza, o amanhã você também não verá.

O tempo não é aquele relógio que, para a humanidade mostra apenas as horas que passam e se repetem todos os dias – embora cada minuto seja diferente, hoje, do que aconteceu ontem e provavelmente em nada será parecido com o que acontecerá amanhã.

O tempo, tanto existe, que deixa suas marcas. Em nós, principalmente.

Da mesma forma que o tempo se transforma em ferrugem no metal ou no objeto não cuidado, ele escreve em nós, em forma de rugas – principalmente aquelas que também são transformadas em experiência.

O tempo é exatamente aquilo que você não viu nem verá. Mas ele está ao teu lado, te ajudando a contar a própria passagem.

Você lembra de quando era apenas uma criança? E, hoje, você é o quê?

Então, esse interstício, é o tempo. Se ele passou, é certo que ele existe. Se não existisse, não teria passado e você continuaria sendo aquela mesma criança.

 

Foi o tempo – que você nem ninguém viu – que te fez criança, que te deu vida e que, num futuro que você não saberá quando vai chegar, te levará embora. Muitos te procurarão e não encontrarão. E tu estarás com o tempo. Formando um par – quase um casal.

O tempo existe. Existe em mim, em você e existe em nós.

Então, o que ontem era botão, virou rosa por quê?

Foi o tempo que fez isso.

Mas, em nós, pessoas, o tempo também existe e, melhor, atua em tudo que fomos, que somos e que seremos. Desde o nada em direção ao nada, de novo.

A velhice nada mais é que a ação do tempo escrevendo em nosso corpo segundos, minutos, horas e dias.

O tempo existe.  Existe em mim, em você e existe em nós.

Volte ao ontem, sem que seja através das marcas feitas pelo tempo. Tente ir ao amanhã, sem que tenha que esperar pelo tempo.

Tudo tem seu tempo e hora. Ou, como se diz no sertão: “toda hora tem seu tempo.”

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