sábado, 27 de dezembro de 2014

Fortaleza ganhará 40 bicicletários gratuitos





Bicletas diminuirão a quantidade de carros nas ruas do centro.


Vanessa Madeira
Repórter


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A iniciativa pretende incentivar diferentes práticas de cidadania entre os fortalezenses. Dois bicicletários já foram implantados na Praça Pajeú e no Parque das Crianças, ambos no Centro da Capital


Depois do lançamento do sistema de bicicletas compartilhadas, a população de Fortaleza terá mais um estímulo à utilização do modal de transporte no dia a dia. Como parte do projeto "Cidadania Sustentável - Para Viver a Cidade", desenvolvido pela Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos, a Capital ganhará, nos próximos meses, 40 paraciclos, estacionamentos gratuitos para bicicletas que serão distribuídos por dezenas de bairros da cidade. A iniciativa pretende incentivar diferentes práticas de cidadania entre os fortalezenses e, em paralelo, promover o consumo consciente de recursos.


Dois bicicletários já foram implantados na Praça Pajeú e no Parque das Crianças, ambos no Centro da Capital. Utilizando corrente própria, o usuário pode prender seu veículo às estruturas de ferro, sem custos. A região foi a primeira escolhida para receber os paraciclos e deve abrigar um total de cinco equipamentos. Os outros três ficarão localizados nas praças da Estação, do Ferreira e José de Alencar. A previsão é que os dois últimos já sejam inaugurados em janeiro.


"Muitas pessoas dizem que não andam de bicicleta porque não têm onde estacionar. Por isso, estamos começando com a instalação dos bicicletários", explica Rodrigo de Oliveira, assessor de projetos especiais da SCDH. Além do Centro da cidade, bairros como Messejana, Parangaba, Conjunto Ceará, Pirambu, Cristo Redentor e outras áreas com grande fluxo de ciclistas serão contemplados pelo projeto ao longo de 2015.


O professor Edil Figuerêdo é um dos que utiliza a bicicleta como meio de transporte com frequência e atesta a ausência de ações que incentivem o uso de diferentes modais. Ontem, no Parque das Crianças, ele fez uso do estacionamento pela primeira vez. "Isso mostra que o poder público está se preocupando mais com outros veículos que não o carro", observou.


Padrão - Segundo Rodrigo de Oliveira, os paraciclos seguem um padrão internacional de construção, definido a partir de pesquisas e consultas feitas com profissionais do ciclotransporte e ativistas do ciclismo para garantir mais comodidade e segurança. O assessor afirma, ainda, que a instalação dos equipamentos está alinhada à elaboração do Plano Diretor Cicloviário.


Os paraciclos estão inclusos no primeiro eixo de trabalho do Cidadania Sustentável, programa que contará com ações de conscientização para o consumo sustentável de água, energia, telefonia e, no caso das bicicletas, combustíveis fósseis. "Queremos partilhar com a população a responsabilidade de fazer uma cidade melhor, a partir de mudanças de comportamento", afirma Oliveira.


Juntamente aos bicicletários, a SCDH está produzindo um almanaque ilustrado com sugestões de roteiros para ciclistas, informações sobre manuseio correto de bicicletas, dentre outros conteúdos. O material será disponibilizado em janeiro na internet e distribuído em escolas, encontros de praticantes do ciclismo, comércios e outros pontos. Dentro do projeto, também serão oferecidas, no mesmo período, oficinas de mecânica para bicicletas.


As ações dos outros três eixos, segundo Oliveira, ainda estão em desenvolvimento. No entanto, o assessor explica que todas têm caráter educativo e de conscientização. "O conceito de cidadania sustentável parte da mudança de comportamento de cada pessoa. É o pensamento de que a partir das minhas atitudes, vou ajudar a melhorar minha cidade", afirma.


 

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