Bicletas diminuirão a quantidade de carros nas ruas
do centro.
Vanessa Madeira
Repórter
Repórter
A iniciativa pretende incentivar diferentes
práticas de cidadania entre os fortalezenses. Dois bicicletários já foram
implantados na Praça Pajeú e no Parque das Crianças, ambos no Centro da Capital
Depois do lançamento do sistema de
bicicletas compartilhadas, a população de Fortaleza terá mais um estímulo à
utilização do modal de transporte no dia a dia. Como parte do projeto
"Cidadania Sustentável - Para Viver a Cidade", desenvolvido pela
Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos, a Capital ganhará, nos próximos
meses, 40 paraciclos, estacionamentos gratuitos para bicicletas que serão
distribuídos por dezenas de bairros da cidade. A iniciativa pretende incentivar
diferentes práticas de cidadania entre os fortalezenses e, em paralelo,
promover o consumo consciente de recursos.
Dois bicicletários já foram implantados
na Praça Pajeú e no Parque das Crianças, ambos no Centro da Capital. Utilizando
corrente própria, o usuário pode prender seu veículo às estruturas de ferro,
sem custos. A região foi a primeira escolhida para receber os paraciclos e deve
abrigar um total de cinco equipamentos. Os outros três ficarão localizados nas
praças da Estação, do Ferreira e José de Alencar. A previsão é que os dois
últimos já sejam inaugurados em janeiro.
"Muitas pessoas dizem que não
andam de bicicleta porque não têm onde estacionar. Por isso, estamos começando
com a instalação dos bicicletários", explica Rodrigo de Oliveira, assessor
de projetos especiais da SCDH. Além do Centro da cidade, bairros como
Messejana, Parangaba, Conjunto Ceará, Pirambu, Cristo Redentor e outras áreas
com grande fluxo de ciclistas serão contemplados pelo projeto ao longo de 2015.
O professor Edil Figuerêdo é um dos que
utiliza a bicicleta como meio de transporte com frequência e atesta a ausência
de ações que incentivem o uso de diferentes modais. Ontem, no Parque das
Crianças, ele fez uso do estacionamento pela primeira vez. "Isso mostra
que o poder público está se preocupando mais com outros veículos que não o
carro", observou.
Padrão - Segundo Rodrigo de Oliveira, os paraciclos seguem
um padrão internacional de construção, definido a partir de pesquisas e
consultas feitas com profissionais do ciclotransporte e ativistas do ciclismo
para garantir mais comodidade e segurança. O assessor afirma, ainda, que a
instalação dos equipamentos está alinhada à elaboração do Plano Diretor
Cicloviário.
Os paraciclos estão inclusos no
primeiro eixo de trabalho do Cidadania Sustentável, programa que contará com
ações de conscientização para o consumo sustentável de água, energia, telefonia
e, no caso das bicicletas, combustíveis fósseis. "Queremos partilhar com a
população a responsabilidade de fazer uma cidade melhor, a partir de mudanças
de comportamento", afirma Oliveira.
Juntamente aos bicicletários, a SCDH
está produzindo um almanaque ilustrado com sugestões de roteiros para
ciclistas, informações sobre manuseio correto de bicicletas, dentre outros
conteúdos. O material será disponibilizado em janeiro na internet e distribuído
em escolas, encontros de praticantes do ciclismo, comércios e outros pontos.
Dentro do projeto, também serão oferecidas, no mesmo período, oficinas de
mecânica para bicicletas.
As ações dos outros três eixos, segundo
Oliveira, ainda estão em desenvolvimento. No entanto, o assessor explica que
todas têm caráter educativo e de conscientização. "O conceito de cidadania
sustentável parte da mudança de comportamento de cada pessoa. É o pensamento de
que a partir das minhas atitudes, vou ajudar a melhorar minha cidade",
afirma.
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