terça-feira, 24 de novembro de 2015

A fonética atropelando a escrita


Para reforçar e manter íntegro o título da coluna, Enxugandogelo, apresentamos hoje um tópico do que de mais inútil pode existir, da mesma forma que copiamos e colamos uma opinião (“o Jornal da Besta Fubanaé a coisa mais cretina que já apareceu na Web desde que inventaram a Internet – The New York Times – EUA”) americanizada dessa invencionice com Trade Mark assegurada em Palmares/PE.

O equivocado falar do brasileiro é a soma dos erros cometidos no passado. A “reunião” das muitas diferenças muito mais que uma simples “união” fonética tem motivado momentos hilários – para não sermos tão exigentes nas confusões proporcionadas para os países da lusofonia.

Segundo os últimos números oficiais, dez países têm o português como língua oficial, num total de 267.396.837 pessoas falando a mesma língua: Brasil – Português do Brasil, 202.656.788 pessoas; Moçambique – Português de Moçambique, 24.692.144 pessoas; Angola – Português de Angola, 24.300.000 pessoas; Portugal – Português europeu, 10.813.834 pessoas; Guiné-Bissau – Português da Guiné-Bissau, 1.693.398 pessoas; Timor-Leste – Português de Timor-Leste, 1.201.542 pessoas; Guiné Equatorial – Português de Guiné Equatorial, 722.254 pessoas; Macau – Português de Macau, 587.914 pessoas; Cabo Verde – Português cabo-verdiano, 538.535 pessoas; São Tomé e Príncipe – Português de São Tomé e Príncipe.

E, em cada um desses países, palavras que tem uma mesma pronúncia, são escritas de formas diferentes e significam algo diferente. Vejam:



O Xá

Mohammad Reza Pahlavi (em língua persa: محمدرضا پهلوی , ،شاه ایران) GColIH nasceu no Teerã, a 26 de outubro de 1919 e faleceu no Cairo, a 27 de julho de 1980. Foi do Irã de 16 de setembro de 1941 até 11 de fevereiro de 1979. Filho de Reza Pahlavi e da sua segunda esposa, Tadj ol-Molouk, Mohammad foi o segundo e último monarca da Dinastia Pahlavi.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido e a União Soviética invadiram o Irã, de modo a assegurar para si próprios os recursos petrolíferos iranianos. Os Aliados forçaram o a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, em quem enxergavam um governante que lhes seria mais favorável. Em 1953, após a nacionalização da Anglo-Iranian Oil Company, um conflito entre o xá e o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh levou à deposição e prisão deste último.

O reinado do xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos 1970. Com apoio americano e britânico, Reza Pahlavi continuou a modernizar o país, mas insistia em esmagar a oposição do clero xiita e dos defensores da democracia.

Islamistas, comunistas e liberais promoveram a Revolução Iraniana de 1979, que provocou a fuga do xá e a instalação do Aiatolá Ruhollah Khomeini como chefe máximo do país.

Mohammad Reza Pahlavi morreu no exílio, no Egito, a 27 de julho de 1980, com 60 anos de idade. Encontra-se sepultado em Al-Refai Mosque, Cairo no Egito. (Transcrito do Wikipédia)

O Chá


O chá é uma bebida preparada através da infusão de folhas, flores, raízes de planta do chá (Camellia sinensis), geralmente preparada com água quente. Cada variedade adquire um sabor definido de acordo com o processamento utilizado, que pode incluir oxidação, fermentação, e o contato com outras ervas, especiarias e frutos.

A palavra "chá" é usada popularmente em Portugal e no Brasil como sinónimo de infusão de frutos, folhas, raízes e ervas contendo ou não folhas de chá (ver tisana). Este artigo trata do chá em sentido estrito e, portanto, não se refere a infusões como, por exemplo, camomila ou cidreira.

Historicamente, a origem do chá como erva medicinal útil para se manter desperto não é clara. O uso do chá, enquanto bebida social data, pelo menos, da época da dinastia Tang. Os primeiros europeus a contactar com o chá foram os portugueses que chegaram ao Japão em 1543.

Em breve a Europa começou a importar as folhas, tornando-se a bebida rapidamente popular, especialmente entre as classes mais abastadas na França e Países Baixos. O uso do chá na Inglaterra é atribuído a Catarina de Bragança, princesa portuguesa que casou com Carlos II da Inglaterra) e pode ser situado cerca de 1660. Catarina patrocinava "Tea parties", onde o chá passou a ser apreciado pelas mulheres e, posteriormente, daí passou a ser também do gosto masculino.

O chá era bebido em cafés e seu consumo foi crescendo desde o final do século XVII, sendo que era bebido a qualquer hora do dia até o início do século XIX, quando a tradição chá da tarde ("five o'clock tea") foi instituída pela sétima Duquesa de Bedford em Londres.

Etimologia - O carácter chinês para chá é , mas tem duas formas completamente distintas de se pronunciar. Uma é 'te' que vem da palavra malaia para a bebida, usada pelo Dialeto Min que se encontra em Amoy. Outra é usada em cantonês e mandarim, que soa como cha e significa 'apanhar, colher'.

Esta duplicidade fez com que o nome do chá nas línguas não chinesas as dividisse em dois grupos:

Línguas que usam derivados da palavra Te: alemão, inglês, francês, dinamarquês, hebraico, húngaro, finlandês, indonésio, italiano, islandês, letão, tamil, sinhala, holandês, espanhol, arménio, galês, e latim científico;

Línguas que usam derivados da palavra Cha: hindi, japonês, português, persa, albanês, checo, russo, turco, tibetano, árabe, vietnamita, coreano, tailandês, grego, romeno, suaíli, croata.

Cultura do chá - Beber chá é tido como um evento social. O chá também pode ser bebido durante o dia e principalmente pela manhã, a fim de aumentar o estado de alerta, já que contem teofilina e cafeína.

Na Índia, a segunda maior produtora mundial, o chá é popular em todo o norte no café da manhã e à noite. Chamado popularmente de chaai, é servido quente com leite e açúcar. Quase todo o chá consumido é do tipo preto.

Na China, no mínimo a partir da Dinastia Song, o chá foi objeto de festas de degustação e de grande estudo, comparável ao que se faz hoje com o vinho. Assim como a enologia hoje em dia, o recipiente próprio para se beber é importante; o chá branco era bebido em uma tigela escura onde as folhas de chá e a água quente eram misturados com um batedor. O melhor destas tigelas, cobertas com um verniz especial à base de casca de tartaruga, pintadas com pincel de pelo de lebre são muito valiosas hoje em dia. Os rituais e a tradicional cerâmica escura foram adotadas no Japão, no início do século XII, e gerou a cerimônia do chá japonesa, que tomou sua forma final no século XVI.

Na Grã-Bretanha, o chá não é só o nome de uma bebida, mas também uma refeição leve no final da tarde, mesmo se as pessoas bebem cerveja, cidra ou suco.

No Sri Lanka o chá é servido no estilo inglês, com leite e açúcar, mas o leite sempre é aquecido.

Existem muitas cerimônias do chá, em várias culturas, sendo as mais famosas, a complexa e serena cerimônia do chá japonesa e a comercial, barulhenta e cheia de gente Yum Cha.

Uma cultura de chá específica se desenvolveu na República Checa nos últimos anos, incluindo a abertura de muitas casas de chá. Chás puros são geralmente preparados com respeito aos hábitos do país de origem. Várias salas de chá também criaram misturas e métodos próprios de preparo.

O chá Devonshire é sabor de chá relacionado a cerimônia do chá nos países que falam inglês, disponível em lojas por todo Reino Unido, Austrália, Índia e Nova Zelândia. Quase desconhecido nos Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, o chá é servido geralmente gelado; o chá gelado é uma bebida comum para acompanhar as refeições ou para se refrescar em várias regiões. Às vezes é servido com limão, e pode ser adoçado ou sem açúcar, variando de cada região. O Sun tea é feito deixando-se a a´gua com as folhas para serem aquecidas diretamente pela luz solar, como fonte de calor e demora-se muito tempo para a sua feitura.

Recentemente, o chá com leite Boba, de Taiwan tornou-se extremamente popular entre os jovens. Esta marca asiática se espalhou pelos Estados Unidos onde é chamado de "bubble tea" (chá de bolhas) (Transcrito do Wikipédia)

Tudo isso sem contar que também existem palavras escritas da mesma forma, mas com significado completmente diferente, fazendo-se compreender apenas com a exigência de um sufixo. Exemplo: “manga”. Pode ser manga, a fruta; manga da blusa ou da camisa; e manga, da camisa do antigo lampião usado para iluminar casas na roça ou na fazenda.




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