Em depoimento prestado na
última sexta-feira, doleiro afirma ter repassado recursos para políticos do PT
e do PMDB.
Em depoimento prestado na última sexta-feira (06) à
Justiça Federal do Paraná, o doleiro Alberto Yousseff reafirmou que pagou R$ 1
milhão para a campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), conforme mostra
reportagem do jornal O Estado de São Paulo. Yousseff também declarou ter
feito repasses de dinheiro para o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e para o
ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
O depoimento aponta que o doleiro transferia
recursos para políticos de outros partidos, além do PP, responsável por colocar
Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobras. “Na campanha de
2010, Paulo Roberto Costa me indicou que fizesse um pagamento de um milhão de
reais para a campanha da Gleisi (Hoffmann, PT/PR), na época para o Senado, e
também indicou alguns pagamentos ao deputado Vaccarezza (Cândido Vaccarezza,
PT) em São Paulo e indicou pagamentos para o, na época, candidato a senador
Valdir Raupp, do PMDB”, afirmou Yousseff.
Os três políticos citados negaram qualquer tipo de
captação de recursos ilícitos para suas campanhas eleitorais.
O doleiro disse em depoimento que Paulo Roberto
Costa (preso na quarta fase da Operação Lava-Jato), direcionava para o PMDB
valores de algumas obras da estatal. A partir daí Fernando Baiano assumia a
função de operador. Yousseff também afirmou que o ex-diretor “também ajudou
algumas pessoas do PT e aí fez por intermédio de minha pessoa”.
Apesar de nunca ter discutido o assunto com o
tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril deste ano, o doleiro relata
que Vaccari “recebeu em nome do partido”. O tesoureiro seria, segundo Yousseff,
o “arrecadador dentro do partido dentro da Petrobras”, vinculado à Diretoria de
Serviços, então ocupada por Renato Duque, preso em março deste ano. (Congresso
em Foco)
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