Todos sabem que, uma cidade que tem inúmeros problemas
urbanos com tem São Luís, acaba sempre encontrando dificuldades administrativas
quando pretende planejar alguma ação – a desordem urbana permitida e causada
pelas “invasões” se transforma no maior obstáculo.
Ruas a avenidas de medidas irregulares são os
principais entraves para encontrar espaços para ciclovias e faixas exclusivas
para os ônibus – a inoperância educativa e punitiva dos órgãos responsáveis
pelo tráfego também atravancam as decisões.
Provavelmente por conta desses entravas, as operações
que podem advir da parceria Prefeitura Municipal e governo do Estado tem
permanecido além do tempo necessário na prancheta e no papel – a não ser que já
estejam pensando politicamente para 2016.
Um Governo paralisado pelas armadilhas do Congresso Nacional
Um Governo praticamente paralisado e refém de um Congresso Nacional que pouco ou nada lhe ajuda. Muito por causa dos embates políticos que tomaram parte de 2015, este ano se encaminha para terminar de maneira deprimente para a gestão Dilma Rousseff (PT), mesmo que o impeachment ainda não esteja oficialmente na ordem do dia. Pelas perspectivas desenhadas até agora, em 2016 haverá uma espécie de shutdown tupiniquim. Não será como nos Estados Unidos de 2013, quando sem um Orçamento aprovado, o Governo Barack Obama ficou alguns dias sem poder tocar no caixa do Governo. Mas, guardadas as devidas proporções, o Brasil deverá, no mínimo, se deparar com uma redução drástica de investimentos governamentais.
Faltando 18 dias úteis para o fim dos trabalhos no Legislativo (são três dias por semana até o recesso em 22 de dezembro), quase nenhum projeto de lei de interesse do Executivo na área econômica e fiscal foi aprovado neste segundo semestre. O recado dado pelos parlamentares que são os relatores do Orçamento Geral da União do ano que vem mostra um cenário nada animador. Ao invés de um inexpressivo aumento de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB), como previa a equipe econômica, deve haver uma queda de 1%. As receitas previstas pelo Governo com a criação de novos impostos (como a CPMF), aumentos de outros (como a CIDE) ou novos acordos firmados com entidades não governamentais (como um com o sistema S) não foram incluídas como receitas orçamentárias. Dessa forma, o país deixaria de arrecadar cerca de 40 bilhões de reais.
“Não dá para incluir no Orçamento as propostas que ainda não tem nenhum amparo legal. A sociedade não quer mais impostos e não há clima no Congresso para a aprovação do aumento da tributação”, disse o relator das receitas da União na Comissão Mista do Orçamento, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Na quinta-feira passada, ele apresentou o seu relatório com uma expectativa de arrecadação de 1,440 trilhão de reais. São nove trilhões a menos que a gestão Rousseff estava planejando nas suas 16 medidas de ajuste fiscal anunciadas em meados de setembro.
O resultado só não foi pior porque, no relatório, o senador Gurgacz encontrou maneiras de arrecadar mais recursos sem novos impostos. Isso ocorreria com um aumento na venda de ativos – como terrenos em áreas rurais na Amazônia Legal e áreas da Marinha no litoral – e com a ampliação de concessões públicas – como de hidrelétricas, portos e aeroportos –, entre outras medidas.
Sem margem - Outro ponto que pesa contra o Governo Rousseff foi a não renovação, até agora, da Desvinculação de Recursos da União (DRU). Ela é uma espécie de fundo de investimento que permite ao Governo realocar até 20% de seus recursos da maneira que bem entender sem ferir a Constituição. O prazo de validade da DRU vence em 31 de dezembro deste ano e, para passar a valer no ano que vem, precisaria ser aprovada na Câmara e no Senado. Porém, como a gestão Rousseff quis ampliar a margem de manobra de 20% das receitas com impostos para 30%, não houve um acordo para que o projeto entrasse em votação na Câmara e sua aprovação até o fim do ano ainda é incerta.
“O Governo optou por uma política do toma-lá-dá-cá. E isso deu certo até o fim do primeiro mandato da Dilma. Agora, com um Governo fragilizado, essa estratégia não tem mais funcionado”, explica o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB), Luís Felipe Miguel.
Neste ano, a última troca de cargos por votos ocorreu no mês passado, quando a presidenta fez uma reforma ministerial e ampliou a presença do PMDB no seu primeiro escalão e concedeu dezenas de cargos menores para legendas aliadas, como PP, PDT, PRB e PR. Nem assim, seus projetos prioritários prosperaram no Congresso.
Na visão de Miguel, a presidente Rousseff “foi emparedada pela oposição”, que vê uma possibilidade de partir para a ofensiva com pedidos de destituição presidencial, e pelos que se dizem aliados, que pedem mais cargos, mas não garantem apoio porque não sabem até quando a Gestão sobrevive.
O diagnóstico de que a gestão Rousseff anda de mal a pior no Congresso não é algo apenas externo. Nas reuniões palacianas é comum a petista cobrar empenho de seus ministros para que pressionem seus aliados a ajudá-la no Legislativo. Na semana passada, durante encontro do Diretório Nacional do PT, o padrinho político da presidenta, seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, deu um recado claro aos seus correligionários e o repetiu em outros dois encontros com membros dos partidos aliados PMDB e PCdoB.
“Alguém aqui acha que primeiro vamos tentar derrubar o Eduardo Cunha, depois derrubar o impeachment, depois a gente vota as coisas que a Dilma quer?"
O que até agora não ficou claro é se os ouvintes seguirão o alerta de Lula sobre o ajuste fiscal ou se farão ouvidos moucos. (El País - Afonso Benites).
Nosso
velho e incompreensível futebol
No Brasil todos são “Técnicos” de futebol e todos têm
uma fórmula especial para vencer. Melhor, todos vivem achando que são craques,
e, melhores que alguns profissionais. Coisas do tipo: “esse gol aí, eu não perderia,
Nem minha avó perderia.”
Assim, pouco nos importando com o que alguns torcedores
apaixonados possam dizer a respeito, também temos nossa opinião particular
sobre o Campeonato Brasileiro da Série B nesta temporada 2015.
Desde antes da primeira rodada, vaticinamos que 17
clubes brigariam acirradamente por apenas 1 vaga. Dissemos naquele tempo que,
Botafogo, Vitória e Bahia tinham vagas garantidas – até por puro interesse da
própria CBF, que é quem “manda” no futebol brasileiro. E é por isso que paga
quase tudo.
Temos uma visão diferenciada daquele que “opina
torcendo”. Vemos o futebol maranhense como um todo, muito distante do estágio
de profissionalismo. Todas as ações de todos os segmentos envolvidos com o
futebol local ainda são e serão amadoras por mais tempo.
Começa com a visão vesga do “torcedor”. De um público
de mais de 40 mil torcedores no Castelão, mais de 10 mil entram sem pagar. Isso
é bom? Isso é algo que se aproxime do “futebol profissional”?
O Sampaio Corrêa, postulante ao acesso à Série A, é
totalmente amador. Com quase um século de existência, não tem um Centro de
Treinamentos que satisfaça a quem assina contrato com o time (sim, “time”,
porque o Sampaio Corrêa ainda não é um “clube”). Treina no Castelão, mas, no
dia em que mudar o Secretário de Esportes do Estado, terá que procurar outro
local para treinar.
Vamos à análise, na nossa visão, claro:
O Sampaio Corrêa tem hoje 53 pontos ganhos dos 99
disputados. Conquistou 14 vitórias, quando deveria ter, no mínimo, 17 – jogos
em casa. Tem 15 pontos para disputar e, desses, 9 nos próprios domínios.
Ganhando, vai aos 62 pontos.
O Botafogo, com os atuais 65 pontos e o América/MG, com
60 e 12 para disputar, se ganharem mais 3 pontos não serão alcançados pelo
Sampaio Corrêa. Assim, sobram duas vagas para serem disputadas por Vitória,
Bahia, Paysandu, Santa Cruz, Náutico, Bragantino e o próprio Sampaio.
O Vitória tem 15 pontos a disputar e, se somar mais 6
pontos chega a 63 com os 57 que tem hoje. O rubro-negro baiano terá pela
frente: Macaé, América/MG, Ceará, Luverdense e Santa Cruz, nessa ordem. É
difícil imaginar que o Vitória não ganhe do Macaé e do Luverdense. Se vencer o
Macaé, Ceará e Luverdense, o Vitória garante a vaga. Daí, sobra apenas uma
vaga.
Não é muito diferente a situação do Bahia, hoje com 54
pontos ganhos e 15 a disputar. Pela ordem, o Bahia enfrenta: Santa Cruz, em
casa; ABC, em casa; Boa Esporte, fora; Náutico, fora; e, finalmente,
Atlético/GO em casa. Lutando por uma das vagas na Série A, é inacreditável que
o Bahia não jogue a própria vida para vencer pelo menos o Santa Cruz, o ABC e o
Atlético em casa, o que lhe garantiria 63 pontos, superiores aos prováveis 62
do Sampaio Corrêa.
O raciocínio é que Sampaio Corrêa ganhe,
obrigatoriamente, os 9 pontos disputados em casa, da mesma forma o Bahia e o
Vitória. Resumo: Se o Sampaio vencer todos os jogos que lhe restam (inclusive
os fora de casa), o que adiantará isso, se os que hoje estão na frente dele
vencerem também?
Sinal
Vermelho
Riscos
na nova aposentadoria - As novas regras para a aposentadoria,
sancionadas pela presidente Dilma Rousseff, podem elevar os valores dos
benefícios recebidos pelos brasileiros que decidirem adiar o momento de se
aposentar. Com a sanção, informada no Diário Oficial de quinta-feira (5), foi
criada a chamada fórmula 85/95, que define que quando a soma entre a idade e o
tempo de contribuição for de, no mínimo, 85 para mulher e 95 para homem o fator previdenciário
não se aplica no cálculo do benefício que será recebido na aposentadoria pelo INSS. O
fator previdenciário é um redutor incluído no cálculo da aposentadoria para
quem se aposenta por tempo de contribuição e não pela idade mínima (de 65 anos
para homem e 60 anos para mulher).
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