Por Ansa
Dissidentes denunciaram Nicolás Maduro na Corte Penal Internacional (CPI)
por mortes, perseguições e torturas.
Opositores venezuelanos denunciaram o
presidente Nicolás Maduro e outros dirigentes do governo chavista por crimes de
lesa humanidade na Corte Penal Internacional (CPI) em Haia. Segundo eles, houve
dura repressão contra protestos registrados em fevereiro de 2014, que deixaram
dezenas de mortos e centenas de presos, além de assassinatos cometidos a mando
de Caracas, tortura e perseguição por razões políticas.
O líder do partido opositor Vontade
Popular, Carlos Vecchio, e o advogado de diversos dissidentes detidos, como
Leopoldo López, Juan Carlos Gutierrez, apresentaram um documento de mais de 150
páginas à procuradora da CPI, Fatou Bensouda, com uma lista detalhada das
acusações.
O texto aponta que o governo de
Caracas "lançou uma política de Estado para atacar aquela parte da
população tida como dissidente, os controlando , punindo e fazendo uso de meios
criminosos para poder manter o poder a qualquer preço, inclusive perpetrando crimes
de lesa humanidade".
Segundo o jornal "El
Mundo", que teve acesso ao documento, o texto foi elaborado por um grupo
de advogados especialistas em Direito Internacional de todo o mundo, que
recolheram relatos durante nove meses.
De acordo com eles, políticas de repressão resultaram em ao menos 33
mortes de civis, a prisão de 3.351 manifestantes, além de 638 detenções
arbitrárias, sem controle judiciário, sendo que foram registrados ao menos 437
casos de tortura. A Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos de
defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional (AI), já denunciaram
violações em diversas ocasiões.
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