segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Mudando de assunto



Nos anos passados e bem vividos nas “carteiras” do Liceu do Ceará – onde ficamos por 7 longos e proveitosos anos – iniciamos o que muitos chamam hoje de cooperativismo. Sim, isso é aquela ação onde, se você não reúne condição para por na mesa tudo que se vai comer, coopera fazendo a sua parte.

Chamávamos, também, de “picotar tarefas”. E, já em 1964, quando chamávamos a atenção pelo sentido de organização e por sermos o “colegiado” maior e mais unido da capital, deliberamos que ninguém, jamais, faria tudo sozinho.

Qualquer que fosse a “missão possível”, cada um faria sua parte. Essa picotagem garantia que, por não chamar a atenção da repressão vigente, todos fariam bem feita a tarefa determinada. E, assim, acabamos fazendo tudo que tínhamos que fazer.

Provavelmente por conta disso, nunca aparecemos ou fomos flagrados em alguma ação que, na culminância, “fizesse algum sentido”. Mas, sempre fizemos e demos a nossa parcela na construção do mundo daqueles anos adjetivados de “anos de chumbo”.

Dever cumprido. Tudo feito de forma diferente dos dias atuais.

Hoje, vendo a desorganização e desestrutura – sem contar a desmoralização – institucional em que estamos mergulhados, resolvemos arrefecer os ânimos, dando espaço para o ócio e o “deixa pra lá”. Os valores morais e intelectuais atuais nos levaram a isso.

Assim, resolvemos mudar de assunto, e passear noutras áreas. O teatro, o cinema, a música e a leitura, botando lenha para queimar na luta pelo bom viver nos poucos dias de vida que ainda nos restam. E, depois de uma pesquisa que nos enriqueceu bastante, resolvemos apresentar algo sobre duas das maiores atrizes (questão pessoal) nascidas neste País.

Irene Ravache

“Irene Yolanda Ravache Paes de Melo, que nasceu no Rio de Janeiro, a 6 de agosto de 1944, é uma atriz e diretora teatral brasileira indicada ao prêmio Emmy Internacional em 2008. Atua em televisão, teatro e cinema.

Filha de Carlos Alberto Ravache e Lígia Ravache. Desde criança sonhava em ser atriz. Em 1962, começou a fazer um curso de interpretação na Fundação Brasileira de Teatro, a FBT. Em 1963 casou-se com seu noivo, e se formou em seu curso profissional. Em 1964 iniciou um novo curso de interpretação com Gianni Ratto, no Teatro dos Quatro, se formando em 1965. Nesse mesmo ano, aos 21 anos, nasceu seu primeiro filho: Hiram Ravache. No fim dos anos 60 não estava mais conciliando casamento e carreira, e se desentendia muito com o marido, e assim optaram pelo divórcio.

Nos anos 70, aprimorando cada vez mais sua carreira, torna-se aluna de técnica vocal de Glorinha Beuttenmüller, no chamado Método Espaço Direcional. Fez todos seus cursos no Rio de Janeiro, até que viajou para São Paulo e passou a frequentar aulas de Butoh com a atriz Maura Baiochi. Também no início dos anos 70 começou a namorar Edison Paes de Melo Filho. Foram viver juntos em 1972. Em 1973, aos 29 anos, nasceu o segundo filho da atriz: Juliano Ravache Paes de Melo.

Em entrevistas disse ter passado muitos problemas com seu filho Hiram, que era um bom menino, mas que na adolescência se envolveu com drogas, causando sofrimento a Irene e aos familiares. Foram muitos anos lutando para tirar o filho das drogas, e um dia, finalmente conseguiu.

Irene possui dois netos: Carlos Eduardo, nascido em 1994, filho de Hiram, e Maria Luíza, nascida em 2004, filha de Juliano.

Irene Ravache se casou oficialmente com Edison aos 50 anos, quando o marido preparou uma festa de casamento surpresa no dia do batizado do neto de Irene. Irene e Edison formam um dos casais mais sólidos da TV, estando juntos há mais de 35 anos.

Em 2013, Irene foi liberada pela Rede Globo para participar da 16º edição do Teleton no SBT.  Em 2015, Irene recebeu a missão de viver a grande vilã de "Além do Tempo", de Elizabeth Jhin que substituirá "Sete Vidas" na faixa das 18h da Rede Globo. (Transcrito do Wikipédia)

Atuação como diretora

  • 1979 - As Avestruzes
  • 1979 - A Gema do Ovo da Ema
  • 1995 - Beijo de Humor, de sua autoria
  • 1995 - Clarice em Casa
  • 1998 - As Vantagens de Ser Bobo

Prêmios

  • Recebeu em 1988 a Ordem do Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores - Brasília DF.
  • A atriz foi indicada ao Emmy 2008 de melhor atriz por sua interpretação na novela Eterna Magia como Loreta O'Neill.



Dina Sfat

“Dina Kutner de Sousa, mais conhecida como Dina Sfat, nasceu em São Paulo, a 28 de agosto de 1939, e faleceu no Rio de Janeiro, a 20 de março de 1989.

Filha de judeus polacos, Dina sempre quis ser artista. Estreou nos palcos em 1962, em um pequeno papel no espetáculo Antígone América, dirigida por Antonio Abujamra. Daí pulou para o teatro amador e foi parar no Teatro de Arena, onde estreou profissionalmente vivendo a personagem Manuela de Os Fuzis da Senhora Carrar de Bertolt Brecht. A atriz se transformou em uma grata revelação dos palcos e mudou seu nome artístico para Dina Sfat. Alguns alegam que a mudança seria uma homenagem à localidade cidade natal de sua mãe, entretanto não há nenhuma localidade denominada Sfat na Polônia.

Participou de espetáculos importantes na década de 1960 em São Paulo e conquistou o Prêmio Governador do Estado de melhor atriz por seu desempenho em Arena Conta Zumbi em 1965, um musical de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Foi para o Rio de Janeiro e estreou nos palcos de um teatro na peça O Rei da Cidade.

Em 1966 estréia no cinema em Corpo Ardente do diretor Walter Hugo Khouri e no cinema se consagra em 1969 vivendo a guerrilheira Ci de Macunaíma, filme premiado de Joaquim Pedro de Andrade, ao lado do marido, o ator Paulo José que ela conheceu nos tempos do Teatro de Arena.

Ela chega à televisão no fim da década de 1960 e destaca-se em papéis de enorme carga dramática em telenovelas de autoria de Janete Clair, como Selva de Pedra, Fogo Sobre Terra, O Astro e Eu Prometo, mas também brilhou em outras como Verão Vermelho, Assim na Terra Como no Céu, Gabriela e Os Ossos do Barão.

Foi casada por 17 anos com Paulo José, com quem teve três filhas: Isabel ou Bel Kutner, Ana Kutner e Clara Kutner. Bel e Ana também seguiram os passos da mãe e são atrizes.

Descobriu o câncer, inicialmente no seio, em 1986, mas não deixou de trabalhar, mesmo em tratamento. Já com a doença, viajou para a União Soviética e participou de um documentário sobre o país e os primeiros passos da Perestroika; escreveu um livro, publicado em 1988, um pouco antes da sua morte, sobre sua vida e a luta contra o câncer, chamado Dina Sfat- Palmas prá que te Quero, junto com a jornalista Mara Caballero e fez a novela Bebê a Bordo, seu último trabalho na televisão.

Seu último filme foi O Judeu que só estreou em circuito depois da morte da atriz. Dina Sfat morreu aos 49 anos, vítima de um câncer de mama contra o qual já lutava havia anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju. (Transcrito do Wikipédia)

Televisão


Cinema



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