Nos anos passados e bem vividos nas “carteiras” do
Liceu do Ceará – onde ficamos por 7 longos e proveitosos anos – iniciamos o que
muitos chamam hoje de cooperativismo. Sim, isso é aquela ação onde, se você não
reúne condição para por na mesa tudo que se vai comer, coopera fazendo a sua
parte.
Chamávamos, também, de “picotar tarefas”. E, já em
1964, quando chamávamos a atenção pelo sentido de organização e por sermos o
“colegiado” maior e mais unido da capital, deliberamos que ninguém, jamais,
faria tudo sozinho.
Qualquer que fosse a “missão possível”, cada um faria
sua parte. Essa picotagem garantia que, por não chamar a atenção da repressão
vigente, todos fariam bem feita a tarefa determinada. E, assim, acabamos
fazendo tudo que tínhamos que fazer.
Provavelmente por conta disso, nunca aparecemos ou
fomos flagrados em alguma ação que, na culminância, “fizesse algum sentido”.
Mas, sempre fizemos e demos a nossa parcela na construção do mundo daqueles anos
adjetivados de “anos de chumbo”.
Dever cumprido. Tudo feito de forma diferente dos dias
atuais.
Hoje, vendo a desorganização e desestrutura – sem
contar a desmoralização – institucional em que estamos mergulhados, resolvemos
arrefecer os ânimos, dando espaço para o ócio e o “deixa pra lá”. Os valores
morais e intelectuais atuais nos levaram a isso.
Assim, resolvemos mudar de assunto, e passear noutras
áreas. O teatro, o cinema, a música e a leitura, botando lenha para queimar na
luta pelo bom viver nos poucos dias de vida que ainda nos restam. E, depois de
uma pesquisa que nos enriqueceu bastante, resolvemos apresentar algo sobre duas
das maiores atrizes (questão pessoal) nascidas neste País.
Irene Ravache
“Irene Yolanda Ravache Paes de Melo, que nasceu
no Rio de
Janeiro, a 6 de
agosto de 1944, é uma atriz e diretora
teatral brasileira indicada ao prêmio Emmy Internacional em 2008. Atua em televisão, teatro e cinema.
Filha de Carlos Alberto Ravache e Lígia Ravache.
Desde criança sonhava em ser atriz. Em 1962, começou a fazer um curso de
interpretação na Fundação Brasileira de Teatro, a FBT. Em 1963 casou-se com seu noivo, e se
formou em seu curso profissional. Em 1964 iniciou um novo curso de
interpretação com Gianni
Ratto, no Teatro dos Quatro, se formando em 1965. Nesse mesmo ano, aos 21
anos, nasceu seu primeiro filho: Hiram Ravache. No fim dos anos 60 não estava mais conciliando casamento e carreira, e se desentendia
muito com o marido, e assim optaram pelo divórcio.
Nos anos 70, aprimorando cada vez mais sua carreira, torna-se aluna de técnica
vocal de Glorinha
Beuttenmüller, no chamado Método Espaço Direcional. Fez todos
seus cursos no Rio de Janeiro, até que viajou para São Paulo e passou a
frequentar aulas de Butoh com a atriz Maura Baiochi. Também no início dos anos 70 começou a
namorar Edison Paes de Melo Filho. Foram viver juntos em 1972. Em 1973, aos 29 anos, nasceu o
segundo filho da atriz: Juliano Ravache Paes de Melo.
Em entrevistas disse ter passado muitos
problemas com seu filho Hiram, que era um bom menino, mas que na adolescência
se envolveu com drogas, causando sofrimento a Irene e aos familiares. Foram
muitos anos lutando para tirar o filho das drogas, e um dia, finalmente
conseguiu.
Irene possui dois netos: Carlos Eduardo, nascido
em 1994, filho de Hiram, e Maria Luíza, nascida em 2004, filha de Juliano.
Irene Ravache se casou oficialmente com Edison
aos 50 anos, quando o marido preparou uma festa de casamento surpresa no dia do
batizado do neto de Irene. Irene e Edison formam um dos casais mais sólidos da
TV, estando juntos há mais de 35 anos.
Em 2013, Irene foi liberada pela Rede Globo para participar da 16º edição do Teleton no SBT. Em
2015, Irene recebeu a missão de viver a grande vilã de "Além do
Tempo", de Elizabeth
Jhin que substituirá "Sete Vidas" na faixa das 18h da Rede Globo. (Transcrito do Wikipédia)
Atuação como diretora
- 1979 - As Avestruzes
- 1979 - A Gema do Ovo da Ema
- 1995 - Beijo de Humor, de sua autoria
- 1995 - Clarice em Casa
- 1998 - As Vantagens de Ser Bobo
Prêmios
- Recebeu em 1988 a Ordem do Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores - Brasília DF.
- A atriz foi indicada ao Emmy 2008 de melhor atriz por sua interpretação na novela Eterna Magia como Loreta O'Neill.
Dina Sfat
“Dina Kutner de Sousa, mais conhecida como Dina Sfat, nasceu em São
Paulo, a 28 de
agosto de 1939, e faleceu no Rio de
Janeiro, a 20 de
março de 1989.
Filha de judeus polacos, Dina sempre quis ser artista. Estreou nos palcos em 1962, em um
pequeno papel no espetáculo Antígone
América, dirigida por Antonio
Abujamra. Daí pulou para o teatro amador e foi parar no Teatro
de Arena, onde estreou profissionalmente vivendo a
personagem Manuela de Os Fuzis
da Senhora Carrar de Bertolt
Brecht. A atriz se transformou em uma grata revelação
dos palcos e mudou seu nome artístico para Dina Sfat. Alguns alegam que a
mudança seria uma homenagem à localidade cidade natal de sua mãe, entretanto
não há nenhuma localidade denominada Sfat
na Polônia.
Participou de espetáculos importantes na década
de 1960 em São
Paulo e conquistou o Prêmio
Governador do Estado de melhor atriz por seu desempenho em Arena
Conta Zumbi em 1965, um musical de Gianfrancesco
Guarnieri e Augusto
Boal. Foi para o Rio de
Janeiro e estreou nos palcos de um teatro na peça O Rei da
Cidade.
Em 1966 estréia no cinema em Corpo
Ardente do diretor Walter
Hugo Khouri e no cinema se consagra em 1969 vivendo a
guerrilheira Ci de Macunaíma, filme premiado de Joaquim
Pedro de Andrade, ao lado do marido, o ator Paulo José que ela conheceu nos tempos do Teatro de Arena.
Ela chega à televisão no fim da década de 1960 e
destaca-se em papéis de enorme carga dramática em telenovelas de autoria de Janete
Clair, como Selva de
Pedra, Fogo
Sobre Terra, O Astro e Eu Prometo, mas também brilhou em outras como Verão
Vermelho, Assim na
Terra Como no Céu, Gabriela e Os Ossos do Barão.
Foi casada por 17 anos com Paulo José, com quem
teve três filhas: Isabel ou Bel Kutner, Ana
Kutner e Clara Kutner. Bel e Ana também seguiram os
passos da mãe e são atrizes.
Descobriu o câncer, inicialmente no seio, em 1986, mas não deixou de trabalhar, mesmo em tratamento. Já com a
doença, viajou para a União
Soviética e participou de um documentário sobre o país e
os primeiros passos da Perestroika; escreveu um livro, publicado em 1988, um pouco antes da sua morte,
sobre sua vida e a luta contra o câncer, chamado Dina
Sfat- Palmas prá que te Quero, junto com a jornalista Mara
Caballero e fez a novela Bebê a
Bordo, seu último trabalho na televisão.
Seu último filme foi O Judeu que só estreou em circuito depois da morte da atriz. Dina Sfat morreu
aos 49 anos, vítima de um câncer de
mama contra o qual já lutava havia anos. Seu corpo
foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju. (Transcrito do Wikipédia)
Televisão
- 1966 - Ciúme.... Maria Luísa (TV Tupi)
- 1966 - O Amor Tem Cara de Mulher…Maria Luisa (TV Tupi)
- 1967 - A Intrusa.... Helen / Patrícia (TV Tupi)
- 1967 - Os Fantoches.... Laura (TV Excelsior)
- 1969 - Os Acorrentados.... Isabel (Rede Record)
- 1970 - Assim na Terra Como no Céu.... Heloísa (Helô)
- 1970 - Verão Vermelho.... Adriana
- 1971 - O Homem que Deve Morrer.... Vanda Vidal
- 1971 - Caso Especial, A Pérola.... Juana
- 1972 - Selva de Pedra.... Fernanda
Cinema
- O Corpo Ardente (1966)
- Três Histórias de Amor (1966)
- Edu, Coração de Ouro (1968)
- A Vida Provisória (1968)
- Macunaíma (1969)
- Os Deuses e os Mortos (1970) ... A Louca
- Jardim de Guerra (1970)
- Perdidos e Malditos (1970)
- O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971)
- O Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brazil (1971)
- A Culpa (1971)
- Tati (1973)
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