por Igor
Siqueira
As negociações chegaram ao fim e os clubes da série
B decidiram, após reunião na CBF, renovar o contrato com a Globo. Segundo
apurou a De Prima, o investimento no pacotão da Segundona será de R$ 900
milhões referentes a cinco temporadas (de 2018 a 2022).
Como o contrato atual ainda expira ao fim de 2017,
ficou acordado entre as partes a realização de um adiantamento de R$ 57
milhões, sem juros e correção monetária. Com isso, os clubes vão receber e
dividir entre si, até o final de novembro, R$ 17 milhões (R$ 1 milhão para cada
um, já que Botafogo, Bahia e Vitória não entram na conta por terem contratos de
Série A). Nos dois anos seguintes (2016 e 2016), o adiantamento será de R$ 20
milhões cada. Com os adiantamentos, a projeção é que cada clube receba por
volta de R$ 5 milhões por temporada, um aumento percentual significativo, já
que o embolso atual é de R$ 2,7 milhões líquidos por ano.
É importante entender que os clubes não embolsarão
diretamente o montante todo de R$ 900 milhões do contrato novo. Como a Globo
pagou pelo pacotão, ela incluiu na conta a projeção de gastos com arbitragem e
premiação, por exemplo, além dos direitos de transmissão, obviamente.
O acordo prevê um crescimento de investimento com o
passar do tempo e ficou desenhado da seguinte forma – sem levar em conta o
desconto do adiantamento:
2018 – 170 milhões
2019 – 170 milhões
2020 – 180 milhões
2021 – 190 milhões
2022 – 190 milhões
2019 – 170 milhões
2020 – 180 milhões
2021 – 190 milhões
2022 – 190 milhões
Os clubes da Série B toparam, apesar de terem
sonhado com pacote de R$ 200 milhões por ano.
O Esporte Interativo também chegou a fazer uma
proposta oficial pela Série B, mas não conseguiu fisgar os dirigentes. A emissora
ofereceu R$ 85 milhões/temporada somente pelos direitos de transmissão para TV
fechada. Segundo dirigente ouvido pela coluna, foi levado em conta o quanto os
clubes têm atualmente de exposição na Globo e o efeito que isso tem junto aos
patrocinadores. Para eles, haveria queda de visibilidade e o reflexo poderia
ser a queda de patrocínios.
Os clubes aproveitaram a reunião na CBF para fazer
uma lista de pedidos a entidade e emissora. Uma solicitação, por exemplo, é o
fim do horário das 21h30 às sextas-feiras, tendo 21h como limite máximo para
jogos. Os clubes querem ainda mais matérias no Premiere FC e, por exemplo, um
evento de lançamento do campeonato, como meio de valorização.
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