ESPN.com.br
O comitê executivo da Fifa se reuniu nos últimos dois
dias para discutir as profundas reformas no futebol depois do escândalo que
abalou o esporte em 2015.
No entanto, horas antes da entrevista coletiva para
comentar sobre as decisões, mais dois dirigentes foram presos em Zurique: o
presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, e o mandatário interino da
Concacaf, Alfredo Hawit.
Com isso, o encontro com os jornalistas acabou
tendo como principais perguntas as acusações de corrupção por parte de membros
da Fifa.
O presidente Issa Hayatou - que assumiu o posto do
suspenso Joseph Blatter - foi alvo de um questionamento pra lá de direto:
"Você é acusado de receber 1,8 milhão de euros para votar no Catar como
sede da Copa de 2022. Você é corrupto? A Fifa é corrupta?"
Respondendo em francês, o camaronês disparou:
"Eu não estaria aqui se fosse corrupto, meu querido amigo. Nunca recebi um
euro ou dólar sequer para votar".
"A Fifa não é corrupta. Nós temos indivíduos
que mostraram comportamento negativo", declarou o principal dirigente do
futebol mundial.
Questionado se as prisões desta quinta ofuscariam
as reformas propostas pela Fifa, Hayatou falou: "A Fifa não controla a
Justiça, estão sendo conduzidas duas investigações. Só porque a Justiça faz
investigações, não significa que nós não podemos seguir com nossas reformas.
Nós não temos autoridade sobre a Justiça dos EUA e da Suíça".
Outro alvo de pergunta foi Markus Kattner,
atual secretário-geral e ex-diretor financeiro da Fifa. Ele assinou o documento
que determinava o pagamento de 1,3 milhão de libras a Michel Platini por
serviços prestados à Fifa, o que causou a suspensão do ex-jogador francês.
Kattner se negou a falar sobre isso, pois
"ainda há investigação em andamento".
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.