quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Trio de jogadores sem G4 "invade" a Seleção FI da Série B. Confira os convocados!



Yago Pikachu, Zé Carlos e Alan Mineiro fizeram um campeonato brilhante e merecem estar entre os 11 principais da Seleção FI mesmo sem o acesso.

Campinas, SP, 08 (AFI) - Mais um ano se passou. A temporada chegou ao fim após muita emoção ao longo das 38 rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B. Botafogo, Santa Cruz, Vitória e América-MG conquistaram o acesso à Série A, mas teve mais destaques no torneio. O Portal Futebol Interior realizou uma votação entre os jornalistas por todo o Brasil para definir os 11 melhores da competição. A equipe conta com três "intrusos", aqueles, que não estiveram entre os quatro primeiros colocados da tabela de classificação.

Yago Pikachu foi novamente o grande nome do Paysandu, que ficou por muitas rodadas entre os quatro primeiros. O lateral não conseguiu levar o Papão de volta à elite, mas se despediu em alta e tem tudo para jogar no futebol carioca em 2016. Zé Carlos, mesmo com 32 anos foi artilheiro do campeonato, enquanto Alan Mineiro liderou o Bragantino até a sexta colocação. Ficou no quase.

A Seleção final da Série B ainda conta com a superioridade de Botafogo e América-MG, com três indicações cada, Vitória tem uma, enquanto o Santa Cruz tem duas, se contar o técnico Marcelo Martelotte, grande responsável pela volta do Santa Cruz à elite do futebol brasileiro.

Confira os melhores da Série B 2015:

Goleiro: João Ricardo (América-MG) - O América-MG ficou com a segunda defesa menos vazada da Série B, méritos para o goleiro João Ricardo. O arqueiro fez um campeonato brilhante e chamou a atenção de grandes clubes do futebol brasileiro. O Coelho como um todo era muito forte, mas todo bom time começa com um bom goleiro. E o atleta segurou as pontas debaixo dos pilares. O acesso só corou um bom trabalho.

Lateral-direito: Yago Pikachu (Paysandu) - O Paysandu não ficou com o acesso, mas Yago Pikachu despontou novamente. O jogador vem sendo o grande destaque do time ano pós ano e se despediu dos torcedores sendo um dos integrantes da Seleção Final do FI do Campeonato Brasileiro da Série B. Mesmo atuando na ala, mostrou tem um grande potencial ofensivo, marcou nove gols na competição, e recebeu propostas de grandes clubes. O Flamengo deve ser o seu futuro. Vasco também sonha.

Zagueiro: Renan Fonseca (Botafogo) - Renan Fonseca foi o jogador que mais atuou com a camisa do Botafogo no Brasileiro da Série B e o grande responsável pelo título. Sempre muito regular, foi o terror dos atacantes adversários, com desarmes precisos e pelo alto. O Fogão teve a defesa menos vazada do torneio, com apenas 30 gols, não foi à toa.



Zagueiro: Danny Moraes (Santa Cruz) - Raça e dedicação nunca faltaram para Danny Moraes em sua passagem pelo Santa Cruz. Titular absoluto de Martelotte, o defensor conquistou a torcida e foi fundamental na campanha do acesso da equipe pernambucana. Impecável na defesa, o jogador ajudou também no ataque, marcou dois gols em momentos importantes e ficou marcado na história do Coral. Assim como Grafite, foi o grande destaque do Santinha.



Lateral-esquerdo: Thiago Carleto (Botafogo) - Thiago Carleto apareceu como mais uma das gratas revelações do Santos e foi logo se transferindo para o Valencia. Passou ainda por São Paulo, Fluminense, Ponte e Avaí sem muito sucesso. Foi no Botafogo que recuperou o bom futebol, tomou conta do lado esquerdo de campo e foi essencial também nas bolas paradas, uma de suas armas. Como não renovou com o Fogão, deve ser novamente aproveitado pelo Tricolor.



Volante: Leandro Guerreiro (América-MG) - Campeão por Botafogo e Cruzeiro, Leandro Guerreiro encontrou o bom futebol também no América-MG. Mesmo com a saída de nomes como Andrei Girotto e Thiago Santos, o volante assumiu a bronca, correu por dois, mesmo com 37 anos, e fez do meio campo do América-MG um setor muito forte e rápido. Além de marcar, o jogador também se destacou pelas assistências.



Volante: Willian Arão (Botafogo) - Uma joia que o Corinthians deixou escapar. Sem clube, acertou com o Botafogo, time pelo qual virou o grande nome na conquista do Campeonato Brasileiro. Um meio campo consistente e uma defesa segura deu o título para o Fogão, mas tudo isso girou em cima de Willian Arão. Terminou 2015 em alta e com um pé no Flamengo. Se destacou por ser um jogador completo e com muito futuro pela frente. Tem 23 anos.



Meia: Escudero (Vitória) - Ex-Boca Juniors, Grêmio e Atlético-MG, Escudero já ganhou status de ídolo do Vitória. Chegou sendo decisivo em jogos contra o arquirrival Bahia e se transformou no motorzinho da equipe na conquista do acesso à elite do futebol brasileiro. Meia de criação, mostrou muita categoria e experiência. Terminou a competição ainda com 11 gols.



Meia: Alan Mineiro (Bragantino) - Acertado com o Corinthians, Alan Mineiro mostrou o motivo que o fez ser contratado pelo atual campeão brasileiro. Após o rebaixamento do Bragantino no Paulistão, chamou a responsabilidade e guiou o clube na briga pelo acesso. O Massa Bruta bateu na trave apesar da grande campanha. Além de ser o principal destaque, o meia foi o artilheiro do time com 12 gols.



Atacante: Marcelo Toscano (América-MG) - Marcelo Toscano é outro jogador que se despediu de seu atual clube. O Atacante comeu a bola na Série B, brigou na artilharia - ficou em segundo com 14 gols, ao lado de Kieza -, e por pouco não foi contratado pelo Palmeiras. Antes da partida final, após o acesso, foi liberado para acertar sua transferência para a Coreia do Sul. Além de saber como balançar as redes rivais, ainda fez o papel de cérebro da equipe, formando grande dupla com Richarlison.



Atacante: Zé Carlos (CRB) - No auge dos seus 32 anos, Zé Carlos mostrou ainda ter futebol e, sem dúvida, uma grande pontaria. Se o CRB não correu muito risco de rebaixamento, muito foi pelas atuações do atacante, que foi o artilheiro disparado da competição com 19 gols. Era o homem de confiança do técnico Mazola Júnior.



Técnico: Marcelo Martelotte (Santa Cruz) - Juntos, Marcelo Martelotte e Santa Cruz resultam num trabalho de sucesso. Foi assim no passado e voltou a ocorrer nesta temporada. O treinador pegou um time cabisbaixo, na zona de rebaixamento, e o fez uma das potências da Série B. O acesso, com o vice-campeonato, fez fechar o ano com chave de ouro para a alegria da torcida coral que há uma década não sabia o que era disputar a elite do futebol brasileiro.

Tudo bem que ganhou o reforço de Grafite nesse meio tempo, mas soube transformar o time, o mudar o estilo de jogo, que não vinha dando certo, deu uma consistência defensiva e uma ligação rápida para o ataque. Com o ex-atacante do São Paulo como referência, os gols começaram a sair naturalmente e o resultado é esse que podemos ver agora. O Santa Cruz está de volta à Série A.




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