Jorge Sampaoli confessou. O técnico da Seleção
Chilena se mostrou muito ofendido por ser vinculado ao escândalo de corrupção
liderada pelo ex-presidente da ANFP Sergio Jadue, e avisou que não deseja mais
trabalhar e nem viver no país.
"Tem afetado a minha honra e minha dignidade,
vinculando meu nome a corrupção dos dirigentes anteriores e aproveitam deste
momento para obter benefícios econômicos. Isso é inacreditável e
inaceitável.", disparou o treinador em entrevista à Rádio Agricultura.
"Fui mostrado como um personagem que só está
preocupado com o dinheiro. Eu não sei de Bielsa, nem de Berizzo. Há cinco anos,
eu ganhava três mil dólares. Não acha justo eu ter a intenção de depositar o
meu salário em países que protegem estes rendimentos legítimos?",
completou rechaçando as acusações de evasão fiscal.
Sem esconder a mágoa, Sampaoli ainda afirmou que se
sentiu como um criminoso no país após as investigações, e ratificou o desejo de
deixar o comando da Seleção Chilena.
"Meu contrato foi publicado por um jornal.
Fizeram isso com Bielsa? A confidencialidade do meu contrato foi quebrada e fui
exposto ao público como uma pessoa que possui caráter oportunista e movida
apenas pelo interesse do dinheiro", disse.
"Neste ambiente, não quero mais viver e nem
trabalhar. Nunca imaginei que em tão pouco tempo a imagem de um ídolo que tanto
acrescentou ao futebol chileno fosse destruída. Sinceramente, estou
decepcionado e nestas condições não posso seguir dirigindo, quando a mente já
pensa em outro lugar.", acrescentou.
Por fim, Sampaoli ainda criticou o atual presidente
da Federação Chilena, Arturo Salah, que já avisou que não irá reduzir a multa
rescisória de seu contrato.
"Sinceramente, achei que Salah fosse me
entender e me deixar livre. Ele já viveu esta experiência. Por isso estranho a
sua atitude de me ter como refém, contra a minha vontade. O cenário dos últimos
meses é razão suficiente para ele me liberar", afirmou o treinador.
"Eu estava muito animado para continuar na
equipe chilena [após a conquista da Copa América] e tinha muitos projetos
futuros interessantes, mas do jeito que fui tratado, não tem como seguir. Não
seria capaz de processar ANFP, e eu espero que eles também não",
finalizou.
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