Muita coisa neste nosso Brasil melhora ou acaba quando
for levada a sério. O Brasil, já disse alguém, “não é um País sério” – embora
não nesse sentido que queremos focar.
É o País das frases feitas – e vemos até que, não tão
bem usadas em muitos trabalhos acadêmicos. Um trabalho acadêmico (tese,
monografia ou coisa que o valha) de um brasileiro tem muito mais “citações” de
outros, que pretendem mostrados como exemplos, que propriamente tese do autor
dessas teses.
Entrou para o folclore. Virou citação em traseira de
caminhão, e viaja País à fora.
E, não está tão afastada dos dias de hoje, a
brincadeira que sempre fizeram com o Piauí, com tons mais fortes para a capital
Teresina. Tipo: “visite o Piauí, antes que ele desapareça”! Ou, “o Piauí é
apenas um pedaço imprestável de terra que separa o Ceará do Maranhão.”
Sempre disseram que era prejuízo certo, um investidor
criar uma fábrica de guarda-chuvas no Piauí. Ou que, em Teresina tem mais
Sorveteria que ponto de parada de ônibus. Essas coisas.
Pois, acredite, muita coisa mudou no Piauí, momento na
capital Teresina. Pelo mais recente censo do IBGE, Teresina teria hoje 844.245
habitantes e o peso de atender também uma grande demanda de maranhenses que,
distantes da sua capital, São Luís, recorrem à capital piauiense para quase
todos os serviços, incluindo os de saúde pública, educação e lazer.
Historicamente, Teresina desenvolveu-se por meio da navegação fluvial propiciada pelo Rio Parnaíba. É a única capital nordestina que não está situada na orla marítima – esse privilégio fica para Parnaíba e Luiz Correia. Teresina é conhecida por Cidade Verde, codinome dado pelo escritor maranhense Coelho Neto, em virtude de ter ruas e avenidas entremeadas de árvores. É um município em fase de crescimento galopante e, atualmente, possui uma área de 1.673 km² e uma população de quase hum milhão de habitantes. É uma das mais prósperas cidades brasileiras, destacando-se atualmente no setor de prestação de serviços, comércio intenso, rede de ensino avançada, eventos culturais e esportivos, congressos, indústria têxtil, com uma justiça trabalhista célere e um grande, complexo e moderno centro médico que atrai pacientes de vários estados.
Visite Teresina logo, mas sem pressa. Ela não vai acabar tão cedo.
Teresina tem servido de referência para alguns veículos
de comunicação que trabalham com informações sobre o tempo e a temperatura. Junto
com Manaus, forma a dupla de capitais brasileiras onde a temperatura de 35
graus “virou frio” – é normal, nessas cidades, a temperatura estar sempre acima
dos 35 graus.
E, tal como chamou a atenção de muitos brasileiros dois anos atrás, quando foi divulgada uma pesquisa sobre a qualidade da educação brasileira (especialmente no Nordeste), e uma escola de Teresina “arrebentou”, aparecendo em primeiro lugar. Claro, sabemos, a alta temperatura nada tem contra a qualidade da educação.
Nesta semana que passou, parecendo “coisa de Papai Noel” para alguns, e “castigo” para outros muitos religiosos, a alta temperatura piauiense provocou chuva de granizo em Teresina.
É isso sim! Acredite. Choveu granizo em Teresina, mas nem por conta disso a temperatura ficou aquem dos 35 graus.
Mais uma vez, as brincadeiras voltaram a incomodar os piauienses.
Muitos asseguram que, finalmente, o sertão começou a virar mar e o mafrense não
vai mais precisar se deslocar até Parnaíba ou Luiz Correia para frequentar uma
praia.
Outros garantem que o Prefeito de Teresina já está
trabalhando a construção de um museu. O Museu do Granizo do Piauí. Outros
tantos afirmam que o granizo que caiu em Teresina durante a chuva virou fonte
de renda, e já está sendo vendido largamente nas feiras livres. Pessoas
interessadas do interior do Piauí estão fazendo encomendas e querem receber
exemplares de granizo via Sedex.
Este é o nosso Brasil!
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