quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O nosso mundo é assim – mas ainda há tempo para mudar!



Se realmente formos alguém que nos diferenciamos em qualquer prática hipócrita, que tal começarmos essa mudança (que, sabemos, é apenas mais uma oportunidade), seguindo pelos menos alguns dos conselhos poéticos de Thiago de Mello?

Vejamos:

Os Estatutos do Homem

(Thiago de Mello - Santiago do Chile, abril de 1964)



Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Assim, juntos e misturados, resolvemos que, a partir de agora, começaremos a acreditar em todos, começando por acreditar em nós mesmos. Não mentiremos para nós. Não! Jamais tentaremos enganar a nós mesmos.

Começaremos a ajudar o próximo, tal como escrevemos nas mensagens natalinas. Dividiremos, repartiremos, compactuaremos, compartilharemos. Respeitaremos e tudo faremos para manter a família no mesmo caminho em direção aos objetivos da vida.

Já passou da hora de preservarmos nossas riquezas naturais – como a água! – e continuarmos nossas vidas terrenas – plantando pelo menos uma árvore! – na preparação do planeta que deixaremos para nossos “substitutos”, da mesma forma que recebemos dos nossos ancestrais.

Não adiantará muito ficarmos hipocritamente “compartilhando” no Facebook e praticarmos de forma condenável. Está na hora de também fazermos a nossa parte, cumprindo nossa missão, conforme determinou o Criador.

Se não plantarmos, quem o fará?

O mundo gira num eixo denominado “política”. E, noutros países, alguém pratica a boa política, diferentemente da que é praticada no Brasil – e isso vive a nos transmitir e dar a impressão que a política, em si, é essa imundície praticada no Brasil. Não. Não é.

O homem sempre foi e será um ser político. Os atores de hoje são aqueles que iniciaram ontem, aprendendo nos bancos escolares – e nisso, é precisar saber separar o joio do trigo – e não podemos deixar se perder uma geração que viveu o antes e vive o depois da ditadura militar de 1964.

Aquela juventude teve boas luzes e bons líderes, como Paulo Brossard, Teotônio Vilela, Leonel Brizola, Pedro Simon, Cidinha Campos, Miguel Arraes, Jorge Amado, Ulisses Guimarães e tantos outros que nos ajudariam a preencher laudas e mais laudas de bons exemplos. Não tivemos apenas essa “canalhada” que temos nos dias atuais.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.



Divergimos daqueles que afirmam que o brasileiro não sabe votar. Muitos votam certo – e os políticos é que costumam mudar depois de eleitos. Afinal, o que é mesmo “votar certo”?

Quando você vota certo (de acordo com a teoria de muitos) e o seu candidato não se elege, significa que você “votou errado”? Nesse caso, o seu voto foi inútil?

Muitos de nós, com certeza, que conseguimos passar quase incólumes pela violência da ditadura militar, votamos em Lula. Eu votei no Lula. O nosso voto foi errado?

Não. Não votamos errado. Foi o Lula que mudou e nos enganou – como, de resto, faz a grande maioria do político brasileiro.

We Are The World - Nós Somos o Mundo

(Michael Jackson - Lionel Richie)



Chega um tempo quando nós ouvimos uma chamada certa

(Lionel Richie and Stevie Wonder)

Quando o mundo precisa ser um só

(Stevie Wonder)

Há pessoas morrendo

(Paul Simon)

Oh, e é hora de dar uma mão para a vida

(Paul Simon and Kenny Rogers)

O maior presente de todos

(Kenny Rogers)

Nós não podemos continuar fingindo dia após dia

(James Ingram)

De que alguém, em algum lugar irá logo fazer a

Diferença.

(Tina Turner)

Nós somos parte da grande e maravilhosa família de Deus

(Billy Joel)

E a verdade,

(Tina Turner/Billy Joel)

você sabe, amor é tudo o que a gente precisa

(Michael Jackson)

Nós somos o mundo, nós somos as crianças

Nós somos aqueles que fazem um dia mais iluminado

Então vamos começar a dar

(Diana Ross)

Existe a escolha que estamos fazendo

Que estamos salvando nossas próprias vidas

(Michael Jackson e Diana Ross)

É verdade que estaremos fazendo um dia melhor

Só eu e você

(Dionne Warwick)

Oh, Mande a eles seu coração

Então eles saberão que você se importa

(Dionne Warwick e Willie Nelson)

E suas vidas serão fortes e livres

(Willie Nelson)

Como Deus nos mostrou transformar pedras em pão

(Al Jarreau)

E então nós precisamos dar uma mão de ajuda

(Bruce Springsteen)

Nós somos o mundo, nós somos as crianças.

(Kenny Logins)

Nós somos aqueles que fazem um dia iluminado

Então vamos começar a dar

(Steve Perry)

Oh, é uma escolha que estamos fazendo.

Estamos salvando nossas próprias vidas

(Daryl Hall)

É verdade que estaremos fazendo um dia melhor

Só eu e você

(Michael Jackson)

Quando estamos pra baixo e parece não haver esperança pra nada

(Huey Lewis)

Mas se você acredita não há jeito que nós

não possamos encontrar

(Cindy Lauper)

Bem, bem, bem, bem deixe nós percebermos que a

diferença só virá

(Kim Carnes)

Quando nós

(Kim Carnes/Cyndi Lauper/Huey Lewis)

estivermos juntos como um

(Refrão:)

Nós somos o mundo, nós somos as crianças.

Nós somos aqueles que fazem um dia iluminado

Então vamos começar a dar

É uma escolha que estamos fazendo

Nós estamos salvando nossas próprias vidas

É verdade que estamos fazendo um dia melhor

Só eu e você

Nós somos o mundo, nós somos as crianças.



Acredite: ainda dá tempo mudar. Mudar para nos transformarmos num só mundo, que cedeu espaço para uma única humanidade. Sem cor, sem credo, e tangido unicamente pela Fé. Façamos pelo menos a nossa parte – e já teremos colocado o nosso tijolo na construção de um novo mundo. (José de Oliveira Ramos)




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