Bar do Léo, com esmerada decoração à antiga.
Não vai muito longe o tempo em que se dizia que, ir ao
Rio de Janeiro e não visitar o Pão de Açúcar ou o Corcovado era a mesma coisa
que não ir. Depois, anos mais tarde, esse “mote” foi mudado e passou-se a dizer
que, ir ao Rio de Janeiro e não visitar a Confeitaria Colombo e o Bar Luiz,
também era a mesma coisa que não ir.
Esse foco mudou para São Paulo, quando se dizia que, ir
a São Paulo e não visitar os bares do Bexiga, também significava não ir a
capital paulista. Transferiu-se para Ribeirão Preto, e passou-se a dizer que,
ir a Ribeirão Preto e não visitar o Bar Pinguim, também significava não ir.
Agora os holofotes se voltam para iluminar Fortaleza.
Ir a Fortaleza e não visitar o Bar do Ordones é melhor não conhecer a capital
cearense.
E isso nada tem com promoção turística. Passou a ser
algo cultural. Pura interação cultural e social. A bebida que é servida no “Bar
do Ordones” em Fortaleza é a mesma que é servida em qualquer lugar deste País.
O que muda é o ambiente, o astral que envolve quem ali senta para conversar
sobre política ou futebol e até – e muito mais isso! – da vida alheia.
Agora, independentemente da época do ano, se você
visitar São Luís e não conhecer o “Bar do Léo” é melhor nem descer do avião no
Aeroporto Cunha Machado ou do ônibus na Rodoviária.
O Bar do Léo funciona num espaço pertencente a um
antigo Horto-mercado, no Bairro do Vinhais. É fácil de ser localizado, e
qualquer taxista leva o interessado até o local. É o point ideal para quem quer “conversar”. O proprietário não aceita
música ao vivo, tampouco batucada nas mesas – na realidade, partes de máquinas
de costura Singer e Vigorelli, adaptadas.
Se alguém desejar ouvir alguma música, basta solicitar
ao próprio Léo. Ele tem aparelhagem que funciona bem e toca a música
solicitada. Sem acréscimo na comanda da conta.
É, também, o lugar ideal para ouvir repertório musical
de cantores antigos e até mesmo música instrumental de boa qualidade.
Outro item positivo é a variedade de tira-gostos, mas o
mais solicitado é a “tripinha de porco” frita de forma crocante.
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