segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Bar do Léo – “catraca eletrônica” da cultura ludovicense

 


Bar do Léo, com esmerada decoração à antiga.

 

Não vai muito longe o tempo em que se dizia que, ir ao Rio de Janeiro e não visitar o Pão de Açúcar ou o Corcovado era a mesma coisa que não ir. Depois, anos mais tarde, esse “mote” foi mudado e passou-se a dizer que, ir ao Rio de Janeiro e não visitar a Confeitaria Colombo e o Bar Luiz, também era a mesma coisa que não ir.

Esse foco mudou para São Paulo, quando se dizia que, ir a São Paulo e não visitar os bares do Bexiga, também significava não ir a capital paulista. Transferiu-se para Ribeirão Preto, e passou-se a dizer que, ir a Ribeirão Preto e não visitar o Bar Pinguim, também significava não ir.

Agora os holofotes se voltam para iluminar Fortaleza. Ir a Fortaleza e não visitar o Bar do Ordones é melhor não conhecer a capital cearense.

E isso nada tem com promoção turística. Passou a ser algo cultural. Pura interação cultural e social. A bebida que é servida no “Bar do Ordones” em Fortaleza é a mesma que é servida em qualquer lugar deste País. O que muda é o ambiente, o astral que envolve quem ali senta para conversar sobre política ou futebol e até – e muito mais isso! – da vida alheia.

Agora, independentemente da época do ano, se você visitar São Luís e não conhecer o “Bar do Léo” é melhor nem descer do avião no Aeroporto Cunha Machado ou do ônibus na Rodoviária.

O Bar do Léo funciona num espaço pertencente a um antigo Horto-mercado, no Bairro do Vinhais. É fácil de ser localizado, e qualquer taxista leva o interessado até o local. É o point ideal para quem quer “conversar”. O proprietário não aceita música ao vivo, tampouco batucada nas mesas – na realidade, partes de máquinas de costura Singer e Vigorelli, adaptadas.

Se alguém desejar ouvir alguma música, basta solicitar ao próprio Léo. Ele tem aparelhagem que funciona bem e toca a música solicitada. Sem acréscimo na comanda da conta.

É, também, o lugar ideal para ouvir repertório musical de cantores antigos e até mesmo música instrumental de boa qualidade.

Outro item positivo é a variedade de tira-gostos, mas o mais solicitado é a “tripinha de porco” frita de forma crocante.

 

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