Por iG São Paulo
Para Flávio Dino (PCdoB), escândalo na estatal, investigado na Operação
Lava Jato, pode ir além de PT, PMDB e PP.
Depois de meio século, o clã Sarney
perdeu o poder no Maranhão. A partir de 1º de janeiro, o Estado
nordestino, que apresenta alguns dos piores índices sociais e econômicos do
Brasil, passa a ser comandado por Flávio Dino, de 46 anos, eleito no primeiro
turno com 63,52% dos votos.
Entrevistado por Tales Faria (publisher do iG), Rodrigo de
Almeida (diretor de jornalismo), Paula Pacheco (editora executiva de Último
Segundo e Economia) e Wanderlei Preite Sobrinho (repórter especial), Flávio
Dino analisa a situação dos partidos políticos depois do avanço das
investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que envolvem denúncias
de corrupção e caixa dois na maior empresa do País, a Petrobras. Algumas
centenas de milhões de reais podem ter sido desviados dos cofres da petroleira
para financiar campanhas políticas de três partidos: PT, PP e PMDB, conforme
mostram as investigações até o momento.
"Se for a fundo no caso da
Petrobras, se chegará a financiamento de campanha. Minha impressão é que o
escândalo da Petrobras transcende o universo dos três partidos [PT, PP e
PMDB]", diz o governador eleito, que foi juiz e professor universitário.
Flávio Dino sabe que enfrentará dificuldades no comando do Maranhão
agora que a família Sarney e seus aliados passarão a fazer oposição. Ainda
assim, o ex-juiz garante que haverá mudanças profundas: "É claro que
pequenos segmentos que têm privilégios indevidos, que usufruem de favores e de
contratos superfaturados, estão insatisfeitos e ficarão ainda mais".
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