Quando todos nós iniciamos os estudos, aprendemos
alguns anos depois que, as espécies vivas no Planeta Terra “evoluem” – de
acordo com o que preceitua a teoria de Charles Darwin, estudioso que,
contestado ou não, conseguiu deixar como válidas suas teorias.
Depois, aprendemos também que, as espécies se renovam
tanto quanto se multiplicam – embora a espécie chamada humana não esteja
atentando bem para isso nos dias atuais, entendo que alguém do sexo masculino
“pode e tem direito” de pretender formar uma família com alguém do mesmo sexo.
Pode até formar essa família, mas vai chegar um tempo que “multiplicar”, só se
for com filhos infláveis comprados nas lojas de brinquedos. Quer dizer, a sociedade “permite” e aceita,
mas a Natureza diz “não”. Mas esse é outro assunto, e não está em pauta.
Voltemos à outras espécies. Conseguindo se multiplicar
de várias formas, convivendo entre si e se alimentando de milhares de formas
diferentes, as formigas, por exemplo, têm um trabalho diferente. São várias as
espécies. Afirmam os estudiosos que, de uma forma ou de outra, todas essas
espécies são úteis entre si e no combate para manutenção da biodiversidade.
As formigas devem ter uma relação muito próxima da
Natureza. Sim, por que, como pode um ser vivo que não usa chips, não come
pizza, não anda de avião, não paga impostos, não vê futebol nem torce pelo
Flamengo ou Corínthians, ser avisado de quando vai chover e, para se prevenir,
carregar para si e para toda a sua “comunidade” a ração que vai consumir
durante as intempéries?
Diz o dito popular que, “formiga que quer se perder,
cria asas”. Mas existem aquelas que voam
naturalmente entre uma chuva e outra. Existem também aquelas que adoram açúcar
e, ainda, aquelas que, quando ferroam alguém, a ferroada transmite algo que dói
pra caramba.
Já fizeram até filmes (A guerra das formigas) com esses
seres inteligentes além da conta, que nunca incomodam os humanos; além de não
perderem tempo votando em qualquer 3 de outubro. É a Lei da vida.
Mas, o nosso mundo não é habitado apenas por nós e
pelas formigas. Existem os outros seres. Esses, inclusive, mais livres que
nós. Têm asas e lhes foi dado o direito
de voar. Voar livremente. Voar para onde
desejarem.
São mais felizes que alguns de nós, pois constroem suas
casas ou vilas sem a necessidade de comprar barro, tijolos, cimento, ferro e,
sem precisar a liberar do CREA. São eles os próprios arquitetos das suas
moradias e sequer precisam de “habite-se”.
Não é maravilhoso, ser um João-de-Barro?
É deles o mister da certeza de que podem ou não
construir suas moradias sem serem importunados pela chuva – e acabam
trabalhando em casal para agilizar mais ainda o término, pois, provavelmente,
as crias estão a caminho.
Nossas estórias que viraram histórias de tanto serem
contadas, nos informaram que, ao lado de um “João”, quase sempre existe uma
“Maria”. João e Maria, contam as estórias que na infância nos acalentavam e
faziam dormir – e precisávamos ser transportados nos braços de adultos para as
nossas camas ou redes.
Assim, existe também a “Maria-de-Barro”?
Enfim, entre todos os “Joões” que sobrevivem comendo
formigas, lagartas, em que consiste mesmo a manutenção da biodiversidade?
Num futuro nem tão distante, como um João-de-Barro
poderá construir suas casas e nos ajudar no combate das pragas, se a cada dia
cresce o desmatamento que está obrigando as aves a fazerem seus ninhos de
reprodução nos postes de iluminação e nas janelas dos apartamentos?
Quem, enfim, comerá as formigas e as lagartas?
Quem será aliado da sabedoria matuta, voando, para
avisar “se vai chover ou não”?
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