Congresso em Foco
Documentos indicam que
houve favorecimento a montadoras de veículos em incentivos fiscais de mais de
R$ 1,3 bilhão por ano, prorrogados com a MP 471, informa o jornal O Estado de
São Paulo.
A Polícia Federal e o Ministério Público Federal
abriram inquérito para investigar a suspeita de compra de medida provisória no
governo do ex-presidente Lula, em 2009. As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo. A investigação é um desdobramento da Operação Zelotes,
que apura corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
Segundo a publicação, o escritório Marcondes &
Mautoni e a SGR Consultoria negociaram pagamentos de R$ 36 milhões com a MMC
Automotores, representante da Mitsubishi, e o Grupo CAOA, que fabrica veículos
da Hyundai. A PF e o MPF querem rastrear os pagamentos feitos por essas
empresas que teriam conseguido a edição de um ato normativo que prorrogava
incentivos fiscais do setor por cinco anos, por meio da MP 471. Por ano, as
montadoras eram beneficiadas com incentivos que chegavam a R$ 1,3 bilhão.
Os documentos revelam pagamentos no período de 2009
a 2015 e troca de mensagens entre os envolvidos nas negociações mencionam o
repasse de propina para agentes públicos facilitarem o esquema. A oposição quer
que a CPI do Carf aprofunde as investigações e convoque os envolvidos para se
explicar na comissão. “Se escândalo envolvendo favores tributários não for
objeto da CPI, não sei mais o que vamos investigar”, disse o senador Randolfe
Rodrigues (Rede-AP).
A investigação tem também como alvo transações
financeiras entre o escritório Marcondes & Mautonie, que atua como
representante de montadoras, e a LFT Marketing Esportivo, empresa que tem Luís
Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, como sócio. O jornal O
Estado de S. Paulo informou que Luís Cláudio confirmou o recebimento de R$
2,4 milhões, entre 2014 e 2015, por projeto desenvolvido em sua área do
“esporte”. Mas não citou quais serviços foram prestados.
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