sábado, 3 de outubro de 2015

Modesto revela proposta para construção de um novo estádio para o Santos



ESPN

ESPN.com.br com agência Gazeta Press

O presidente Modesto Roma Júnior revelou ao Conselho Deliberativo do Santos, em reunião na noite desta terça-feira, que o clube recebeu uma proposta concreta para construção de um novo estádio. O dirigente não entrou em detalhes, mas explicou que o projeto não teria um custo exorbitante e que vale a pena ser estudado.

"Achei o projeto muito viável. Para ser feito em 30 meses. A ideia é preservar a Vila como um templo sagrado e o estádio seria construído a cerca de 1km daqui. É uma luz muito forte que se apresenta para nós e vamos levar o assunto ao prefeito (Paulo Alexandre Barbosa)", contou Modesto.

Diante das poucas palavras do presidente, tudo leva a crer que as conversas entre Santos e WTorre evoluíram, pois, em fevereiro desde ano, Walter Torre, empresário dono da construtora, esteve no CT Rei Pelé, conversou com Modesto Roma Júnior sobre a ideia de uma parceria para erguer um novo estádio para o Peixe e, inclusive, chegou a sobrevoar uma área vizinha ao CT Rei Pelé, que é cedida pela União à Associação Atlético dos Portuários.

O Santos enfrenta um grande problema com seu estádio atualmente. Em dias de jogos, o clube disponibiliza apenas 10.200 ingressos ao sócios e torcedores comuns. Isso porque 5 mil entradas pertencem aos donos de cadeiras cativas, que ficam no local nobre da famosa Vila Belmiro. Estas não precisam ser reservadas com antecedência e também não podem ser comercializadas, mesmo que seus respectivos donos não frequentem o local.

No Campeonato Brasileiro, dentre os 20 times participantes, o alvinegro praiano é apenas 15º no ranking de média de público, com 9.116 pagantes por partida.

O Pacaembu, agora órfão do Corinthians, também sempre aparece como uma possibilidade para o time da Baixada Santista. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, já comentou a possibilidade do Santos passar a gerir o estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho e admitiu que ?seria uma solução interessante?, já que o patrimônio gera muitos custos para ser mantido pela Prefeitura paulistana.

A possibilidade, no entanto, não é tão bem vista aos olhares do clube. Modesto entende que o estádio paulistano traria gastos insustentáveis à instituição e pouco retorno. O fato do estádio ser tombado pelo patrimônio histórico, o que impede mudanças drásticas em sua estrutura, e a facilidade atual do clube alugar o espaço público apenas nos jogos que lhe interessar também deixam o presidente santista reticente.




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