sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A serenata dos apaixonados

 

As mulheres!.... ah, as mulheres, esses seres inigualáveis que ajudaram na construção física do homem e, ainda hoje, continuam inabaláveis na construção da família, como peça de argamassa e de moldura.

O que seria dos homens, pobres coitados, não fossem as mulheres. Não há quem, por maior tentativa, quem encontre uma explicação, quem arquitete e conduza a família de forma mais digna e completa que a mulher. A mulher é, ao mesmo tempo, a massa, o tijolo e o cimento que edificam e fortalecem a construção.

Assim, elogios merecidos mas, à parte, mulher é alguém que “se derrete” toda com as boas preliminares. E, nesse caso, não estamos falando nem pensando em sexo. Estamos falando em viver. Tratar bem uma mulher é viver bem as preliminares.

E, se me lembro bem, ainda consigo ver bem ali na primeira esquina da vida, os galanteios preliminares que cada dia uniam mais um casal de namorados enamorados. Cada dia e cada noite. Independentemente de qualquer balcão de Julieta, a seresta noturna para a namorada, era como um buquê de rosas vermelhas e sem espinhos.

Falo das serenatas. Feitas com respeito e limites, as serenatas marcaram época de romantismo e ternura. Qualquer jovem que se prezasse, em vez de “tablet” ou celular, tinha a sua radiola portátil. Movida a pilha e tocada sem chip, mas com muito amor.

Os anos 50/60 vividos em Fortaleza – naquela época uma cidade muito distante da metrópole que é hoje – foram vividos com sabedoria. Usufruir a vida e a juventude tinha um conceito diferente de hoje, onde muitos jovens se envolvem com práticas e valores que os afastam ainda mais da maturidade. Hoje, trocar alhos por bugalhos virou algo normal.

Muitos trocam o amanhã pelo hoje, por conta de definições as mais irreais possíveis. Os jovens de hoje (rapazes e moças) não namoram mais, não sonham mais, não vivem mais. Cedo estão envolvidos com situações que acabam por não resolver e jogam a solução para os pais. O jovem de hoje não namora mais. Não namora mais na sala, na frente da casa da namorada. Vai direto para o quarto e o namoro acaba virando sexo – e quase sempre com situações que ele não está capacitado para resolver.

A serenata (ou seresta) era um momento mágico e de aproximação entre os casais enamorados e, muitas vezes, a música falava por ambos. Era ali, também que, muitas vezes amadurecia um pedido de casamento – sempre no dia seguinte.

“Maria” foi minha primeira namorada. “Maria” estudava na Escola Normal de Fortaleza, naquele tempo, localizada próximo do Colégio Militar, na Aldeota. Cedo nos apaixonamos e namoramos alguns anos. Não deu em casamento. Se tivesse dado certo, hoje eu não estaria aqui em São Luís.

Aí entrei na gandaia e, ao mesmo tempo namorava (frequentando a casa de todas quase todas as noites) cinco jovens. Todas muito bonitas. Eram a Célia, a Dionaci, a Antônia e a Carolina, além claro, da “Maria”.

Carolina é hoje uma conceituada médica, além de Jornalista, Professora de Jornalismo e Diretora de um curso na área de Comunicação de uma conceituada instituição de ensino de Fortaleza. Todas gostavam de música e das serenatas que, todos os meses, eu e um ou dois amigos fazíamos.

Atenção: os nomes aqui apresentados são todos fictícios. Mas os namoros foram verdadeiros.






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