Qualquer um pode ver com facilidade a pouca
competência da grande maioria do secretariado do governador Flávio Dino. Salta
aos olhos a dificuldade que alguns titulares têm para comandar suas pastas e faze-las
funcionar de forma conveniente.
Também salta aos olhos (os que veem e não têm
compromissos a não ser com a verdade) o número pequeno dos componentes desse
mesmo secretariado que, por competência, está se salvando. Esse é o caso do
jovem secretário Felipe Costa Camarão que, em poucos meses de governo já ocupou
a titularidade de quatro secretarias. E, onde tem chegado, chega para tentar
por a casa em ordem.
Dias atrás foi tirado a fórceps da Secretaria de
Cultura e levado para a Secretaria de Estado da Educação. Ali, pela
incompetência dos que lá estiveram anteriormente, “o buraco é mais embaixo”. É
um verdadeiro abacaxi azedo e os resultados práticos demorarão a aparecer.
É difícil para quem não convive com o ambiente,
encontrar o caminho para as soluções. Existe toda um enraizamento voltado para “não
dar certo” qualquer coisa que se tente fazer. Tanto com a parte de pessoal
quanto com a parte física e estrutural das escolas – a grade curricular sequer
chega a ser vista, pois todos estão sempre envolvidos com salários, estrutura
física e, agora, segurança.
Conhecemos de perto Felipe Camarão e temos amizade
por ele e pela família (pais e irmãs). Sabemos da sua competência e da
importância que tem para ele, encontrar uma solução para cada situação
problemática para a qual foi indicado.
Mas, sabemos também que, encontrar uma solução para
o estágio caótico em que está mergulhada a educação do Maranhão, não é tarefa
para um mandato de quatro anos – principalmente levando-se em consideração o
estágio caótico em que a pasta e o sistema educacional estão mergulhados.
Vai precisar cortar na própria carne – ou não terá
feito nada. Muitas posições do comando na Secretaria precisam mudar pelo
comprometimento com o “não fazer nada”, do nadar contra a maré e pela torcida
para que nada dê certo. Tem muitos ali que vivem pensando nisso, sim.
Para resumir tudo: quem montou e o que ganha quem
autoriza reformas físicas das escolas sempre durante o ano letivo? Se, na
grande maioria a “reforma” não passa de pintura, por que nunca é feita no
período das férias?
O Maranhão é grande e o problema da educação
maranhense é proporcionalmente do mesmo tamanho. Se não mudar chefias, Felipe
Camarão não conseguirá chegar a lugar nenhum.
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