segunda-feira, 4 de abril de 2016

A educação no Maranhão é um abacaxi?



Qualquer um pode ver com facilidade a pouca competência da grande maioria do secretariado do governador Flávio Dino. Salta aos olhos a dificuldade que alguns titulares têm para comandar suas pastas e faze-las funcionar de forma conveniente.

Também salta aos olhos (os que veem e não têm compromissos a não ser com a verdade) o número pequeno dos componentes desse mesmo secretariado que, por competência, está se salvando. Esse é o caso do jovem secretário Felipe Costa Camarão que, em poucos meses de governo já ocupou a titularidade de quatro secretarias. E, onde tem chegado, chega para tentar por a casa em ordem.

Dias atrás foi tirado a fórceps da Secretaria de Cultura e levado para a Secretaria de Estado da Educação. Ali, pela incompetência dos que lá estiveram anteriormente, “o buraco é mais embaixo”. É um verdadeiro abacaxi azedo e os resultados práticos demorarão a aparecer.

É difícil para quem não convive com o ambiente, encontrar o caminho para as soluções. Existe toda um enraizamento voltado para “não dar certo” qualquer coisa que se tente fazer. Tanto com a parte de pessoal quanto com a parte física e estrutural das escolas – a grade curricular sequer chega a ser vista, pois todos estão sempre envolvidos com salários, estrutura física e, agora, segurança.

Conhecemos de perto Felipe Camarão e temos amizade por ele e pela família (pais e irmãs). Sabemos da sua competência e da importância que tem para ele, encontrar uma solução para cada situação problemática para a qual foi indicado.

Mas, sabemos também que, encontrar uma solução para o estágio caótico em que está mergulhada a educação do Maranhão, não é tarefa para um mandato de quatro anos – principalmente levando-se em consideração o estágio caótico em que a pasta e o sistema educacional estão mergulhados.

Vai precisar cortar na própria carne – ou não terá feito nada. Muitas posições do comando na Secretaria precisam mudar pelo comprometimento com o “não fazer nada”, do nadar contra a maré e pela torcida para que nada dê certo. Tem muitos ali que vivem pensando nisso, sim.

Para resumir tudo: quem montou e o que ganha quem autoriza reformas físicas das escolas sempre durante o ano letivo? Se, na grande maioria a “reforma” não passa de pintura, por que nunca é feita no período das férias?

O Maranhão é grande e o problema da educação maranhense é proporcionalmente do mesmo tamanho. Se não mudar chefias, Felipe Camarão não conseguirá chegar a lugar nenhum.

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