domingo, 24 de abril de 2016

Nossa gente 4 – todos no mesmo pódio

 

Juca Baleia



Os mais antigos certamente lembram de alguns jogadores que ajudaram a ganhar jogos, defendendo a meta. Passaríamos alguns minutos enumerando e apontando Lev Yashin, Gordon Banks, Mazurkiewicz (mais precisamente, Ladislao Mazurkiewicz Iglesias) que acabou ficando muito famoso pelo gol que defendeu sem tocar na bola, Garcia, Manga e tantos outros.

Pois, quem conheceu Manga e o viu defendendo as camisas do Sport Recife, Botafogo, Internacional e seleção brasileira, vai lembrar de fotos das mãos do goleiro pernambucano, que tinham os dez dedos quebrados e tortos em defesa dos times que vestiu a camisa.

É cultural entre nós, imaginar que goleiro precisa ter próximo de 2 metros de altura – Lunga, excelente goleiro pernambucano que defendeu o MAC, era baixinho! – para ser um bom goleiro. É cultural entre nós, a galhofa de dizer que, “goleiro é doido ou bicha”.

Pois eu conheço um que, mesmo sendo goleiro, nem é doido nem é bicha. Com certeza está pousando sentado no muro. Hoje rendemos homenagem a esse sujeito que virou lenda no futebol maranhense defendendo inclusive times como o Tupan, mas também se tornou lenda no futebol brasileiro vestindo as camisas do Sampaio Corrêa e do Maranhão Atlético Clube.

Juvenal Marinho dos Passos é o nome dessa lenda. Nascido no dia 3 de maio de 1959 – vai completar 57 anos no início do próximo mês – em São Luís do ventre de dona Euzébia Marinho dos Passos e tendo como pai José Pedro Roland dos Passos.

Para quem ainda não sabe e vê no Juca apenas aquele “gordo e ocupador de espaço”, o mais famoso goleiro maranhense (segundo Milton Neves) começou ainda menino, como atacante. De tanto fazer faltas nos zagueiros, numa necessidade foi atuar improvisado como goleiro. Ficou, tomou conta dos 7,32 metros e de lá nunca mais saiu. Defendeu primeiro o Olaria, do bairro da Cohab, que adotou para crescer e se tornar conhecido.

Defendeu a base do Sampaio Corrêa, mas jogou também no Expressinho, time que representou a Cohab por anos e utilizou o Fecurão (Estádio Ananias Silva). Defendeu ainda o Tupan, o Bacabal e o MAC, mas foi no Sampaio que atingiu o ápice da carreira e ganhou reconhecimento.

Quem vê Juca Baleia com esse corpanzil, não tem noção da figura humana que é o querido “Mão de quiabo” (só eu estou autorizado a dizer isso!). Foi presidente do Departamento Autônomo da Cohab e ajudou a alavancar o futebol do bairro. Mudou para a Cidade Operária e, mais uma vez lá estava o Juca trabalhando pelo futebol daquele conglomerado urbano.

É um dos nomes fortes que disputam o Campeonato da AABB e até atua como Técnico, orientado a meninada do Bradesco.

Como se tudo isso não fosse suficiente, Juvenal Marinho dos Passos cumpriu recentemente mandato como Presidente da AGAP/MA e atualmente é Comentarista esportivo numa emissora de São Luís.

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