A quantas anda a escolarização brasileira?
Que tipo de atenção o governo brasileiro tem dado às
pessoas em idade escolar – e até a quem já “passou” por essa faixa etária?
Por que mudam tanto os focos e as direções na escola
brasileira – será que quem procura sabe o que está procurando?
Num passado não tão distante assim, quem estudava,
sabia o que queria. Quem ensinava, também sabia. Não acontecia tanta
paralisação do ano letivo – hoje, via de regra, por motivos fúteis.
Com a grade curricular contemplando a boa qualidade e
voltada para o real aprendizado – Latim, Religião, Desenho, Aritmética, Português,
Geografia Geral e do Brasil, História Geral e do Brasil, Ciências Naturais,
Canto Orfeônico, Caligrafia, OSPB – as escolas tinham apenas a preocupação de
informar e formar gerações e gerações de estudantes.
Educadores de renome trabalhavam pela escolarização
(como Anísio Teixeira, por exemplo), com a certeza de que a sua “paga” era a
boa qualidade do ensino. Conceitos nem tão bons ou tão perfeitos começaram a
ser acrescentados, modificando a grade curricular e, por consequência,
prejudicando a culminância estudantil.
Estudante tinha que estudar – não era nada fácil
conseguir aprovação a cada final de ano. Todos os meses aconteciam “provas
mensais”, o mesmo acontecendo a cada final de semestre. No final do ano os
estudantes faziam provas escritas e orais – essas provas eram obrigatórias. A
forma mais real de comprovar o aprendizado.
Vieram momentos, que foram chamados de reformas. Mas,
como e por que “reformar” algo que até então era perfeito?
Paralelamente às reformas que em nada acrescentaram,
começaram a ser implantadas as veias do capitalismo, dando espaço para a
passagem de quantidade desnecessária de escolas particulares – e, essas, sempre
cobrando mensalidades muito caras, além de dar a falsa impressão de que ali a
“qualidade do ensino” é maior. Mentira, Tudo sempre foi a mesma coisa.
O que se sabe é que, do final da década de 80 até os
dias de hoje, a qualidade da escolarização brasileira caiu vertiginosamente.
Desde então – provavelmente por conta das inúmeras e infrutíferas mudanças de
rumo e de comando – os conceitos mudaram e continuam caminhando para um lugar
desconhecido e provavelmente de difícil retorno.
Hipocritamente, o Governo do Brasil começou a implantar
itens que visam mais os resultados políticos que educativos. As reformas não
dizem nem disseram nada até agora.
Para o ingresso na universidade, todo ano o estudante
enfrenta modificações que acabam não levando a lugar algum.
Finalmente a política governamental brasileira
descobriu o “caminho da pólvora”: todo estudante, para aprender, tem que ter
merenda escolar. A merenda escolar, agora, é parte primordial da grade
curricular.
Quer dizer que, antes, quando não havia “merenda
escolar” os estudantes não aprenderam nada?
Isso parece algo sem sentido. Algo imaginado por quem,
em vez de dirigir escolas, deveria estar noutros pastos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.