segunda-feira, 18 de abril de 2016

Escolarizar – como e aonde?



A quantas anda a escolarização brasileira?

Que tipo de atenção o governo brasileiro tem dado às pessoas em idade escolar – e até a quem já “passou” por essa faixa etária?

Por que mudam tanto os focos e as direções na escola brasileira – será que quem procura sabe o que está procurando?

Num passado não tão distante assim, quem estudava, sabia o que queria. Quem ensinava, também sabia. Não acontecia tanta paralisação do ano letivo – hoje, via de regra, por motivos fúteis.

Com a grade curricular contemplando a boa qualidade e voltada para o real aprendizado – Latim, Religião, Desenho, Aritmética, Português, Geografia Geral e do Brasil, História Geral e do Brasil, Ciências Naturais, Canto Orfeônico, Caligrafia, OSPB – as escolas tinham apenas a preocupação de informar e formar gerações e gerações de estudantes.

Educadores de renome trabalhavam pela escolarização (como Anísio Teixeira, por exemplo), com a certeza de que a sua “paga” era a boa qualidade do ensino. Conceitos nem tão bons ou tão perfeitos começaram a ser acrescentados, modificando a grade curricular e, por consequência, prejudicando a culminância estudantil.

Estudante tinha que estudar – não era nada fácil conseguir aprovação a cada final de ano. Todos os meses aconteciam “provas mensais”, o mesmo acontecendo a cada final de semestre. No final do ano os estudantes faziam provas escritas e orais – essas provas eram obrigatórias. A forma mais real de comprovar o aprendizado.

Vieram momentos, que foram chamados de reformas. Mas, como e por que “reformar” algo que até então era perfeito?

Paralelamente às reformas que em nada acrescentaram, começaram a ser implantadas as veias do capitalismo, dando espaço para a passagem de quantidade desnecessária de escolas particulares – e, essas, sempre cobrando mensalidades muito caras, além de dar a falsa impressão de que ali a “qualidade do ensino” é maior. Mentira, Tudo sempre foi a mesma coisa.

O que se sabe é que, do final da década de 80 até os dias de hoje, a qualidade da escolarização brasileira caiu vertiginosamente. Desde então – provavelmente por conta das inúmeras e infrutíferas mudanças de rumo e de comando – os conceitos mudaram e continuam caminhando para um lugar desconhecido e provavelmente de difícil retorno.

Hipocritamente, o Governo do Brasil começou a implantar itens que visam mais os resultados políticos que educativos. As reformas não dizem nem disseram nada até agora.

Para o ingresso na universidade, todo ano o estudante enfrenta modificações que acabam não levando a lugar algum.

Finalmente a política governamental brasileira descobriu o “caminho da pólvora”: todo estudante, para aprender, tem que ter merenda escolar. A merenda escolar, agora, é parte primordial da grade curricular.

Quer dizer que, antes, quando não havia “merenda escolar” os estudantes não aprenderam nada?

Isso parece algo sem sentido. Algo imaginado por quem, em vez de dirigir escolas, deveria estar noutros pastos.






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