quarta-feira, 25 de março de 2015

Cotada para o MEC, Nilma alega não ter 'condições' de aceitar convite





Nilma Gomes

iG Minas Gerais | GUILHERME REIS

Na sexta-feira (20) a coluna A.Parte adiantou que a professora da UFMG era um dos principais nomes para substituir Cid Gomes do ministério; atualmente ela

Em Belo Horizonte para firmar o Acordo de Cooperação Técnica com o governo de Minas, a mineira que é ministra da Secretaria de Políticas de Promoção à Igualdade Social, da Presidência da República (Seppir), Nilma Lino Gomes, negou que irá assumir o Ministério da Educação (MEC), após a saída de Cid Gomes (Pros) da pasta.

Como adiantou a coluna A.Parte, de O TEMPO, na última sexta-feira (20), Nilma Gomes teria apoio do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), para comandar a educação nacional. No entanto, Nilma Lino afirmou não ter recebido nenhum convite formal. “Meu nome surgiu de uma campanha espontânea na internet e eu fico muito agradecida, mas continuo atuando na Seppir”, garantiu. Quando perguntada se aceitaria o convite da presidente Dilma para mudar de pasta, Nilma disse que “não teria condições”. 

Na sexta-feira um integrante do PT informou que Berzoini conta com o apoio da maior tendência interna do partido, a "Construindo um Novo Brasil", grupo que o ex-presidente Lula e o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, fazem parte.

Por outro lado, Nilma tem trâmite mais fácil nos movimentos educacional e negro, além de ter o apoio, de Mercadante. 

Perfil - Natural de Belo Horizonte (MG), Nilma Lino Gomes é a nova ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Pedagoga, mestra em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutora em Sociologia pela Universidade de Coimbra, Nilma é docente do quadro da UFMG e pesquisadora das áreas de educação e diversidade étnico-racial, com ênfase especial na atuação do movimento negro brasileiro.

Ela foi a primeira mulher negra a chefiar uma universidade federal ao assumir o cargo de reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), cargo que ocupou desde abril de 2013. Além disso, Nilma Gomes integra o corpo docente da pós-graduação em educação Conhecimento e Inclusão Social - FAE/UFMG e do Mestrado Interdisciplinar em Sociobiodiversidade e Tecnologias Sustentáveis (UNILAB). Foi Coordenadora Geral do Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão Ações Afirmativas na UFMG (2002 a 2013).

É membro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), da qual foi presidente entre os anos 2004 e 2006. A ministra da SEPPIR também integrou a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (gestão 2010 - 2014), onde participou da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros.

 

 

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