Nilma Gomes
iG Minas
Gerais | GUILHERME REIS
Na sexta-feira (20) a coluna A.Parte adiantou que a professora da UFMG
era um dos principais nomes para substituir Cid Gomes do ministério; atualmente
ela
Em Belo Horizonte para firmar o
Acordo de Cooperação Técnica com o governo de Minas, a mineira que é ministra
da Secretaria de Políticas de Promoção à Igualdade Social, da Presidência da
República (Seppir), Nilma Lino Gomes, negou que irá assumir o Ministério da
Educação (MEC), após a saída de Cid Gomes (Pros) da pasta.
Como adiantou a coluna A.Parte, de O
TEMPO, na última sexta-feira (20), Nilma Gomes teria apoio do ministro
chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), para comandar a educação
nacional. No entanto, Nilma Lino afirmou não ter recebido nenhum convite
formal. “Meu nome surgiu de uma campanha espontânea na internet e eu fico muito
agradecida, mas continuo atuando na Seppir”, garantiu. Quando perguntada se
aceitaria o convite da presidente Dilma para mudar de pasta, Nilma disse que
“não teria condições”.
Na sexta-feira um integrante do PT
informou que Berzoini conta com o apoio da maior tendência interna do partido,
a "Construindo um Novo Brasil", grupo que o ex-presidente Lula e o
presidente nacional da sigla, Rui Falcão, fazem parte.
Por outro lado, Nilma tem trâmite
mais fácil nos movimentos educacional e negro, além de ter o apoio, de
Mercadante.
Perfil - Natural de Belo Horizonte (MG), Nilma Lino Gomes é a nova ministra de
Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da
Presidência da República. Pedagoga, mestra em Educação pela Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), doutora em Antropologia Social pela
Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutora em Sociologia pela Universidade
de Coimbra, Nilma é docente do quadro da UFMG e pesquisadora das áreas de
educação e diversidade étnico-racial, com ênfase especial na atuação do movimento
negro brasileiro.
Ela foi a primeira mulher negra a
chefiar uma universidade federal ao assumir o cargo de reitora pro tempore da
Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB),
cargo que ocupou desde abril de 2013. Além disso, Nilma Gomes integra o corpo
docente da pós-graduação em educação Conhecimento e Inclusão Social - FAE/UFMG
e do Mestrado Interdisciplinar em Sociobiodiversidade e Tecnologias
Sustentáveis (UNILAB). Foi Coordenadora Geral do Programa de Ensino, Pesquisa e
Extensão Ações Afirmativas na UFMG (2002 a 2013).
É membro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação
(ANPED), Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e da Associação Brasileira
de Pesquisadores Negros (ABPN), da qual foi presidente entre os anos 2004 e
2006. A ministra da SEPPIR também integrou a Câmara de Educação Básica do
Conselho Nacional de Educação (gestão 2010 - 2014), onde participou da comissão
técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos
afro-brasileiros.
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