Jovem tem cara esbofeteada pelo pai – ainda que em cena
de novela
No caminho que escolhemos ao nos prontificarmos a
colaborar com o Senhor Editor deste Portal, depois de alguns momentos
enriquecedores, encontramos a primeira bifurcação – queremos dividir a escolha
do caminho que deveremos seguir com os leitores que, por semanas têm nos dado o
prazer da leitura. É chegada a hora da colaboração.
Então, mãos à obra.
Nem precisamos caminhar pelo corpo humano para
concluirmos que, é muito grande e dispersa a área física que compõe e cobre a
carcaça chamada de homem (tese). Na parte superior da composição física humana
está a cabeça, onde também está localizado o “chip” que garante o mecanismo e o
funcionamento do cérebro. Alguns, de vez
em quando, precisam “ligar na tomada” para uma boa recarga.
A história da Medicina já contém registros em que o
“coração” para por segundos e até minutos, e volta a funcionar após reanimação
e efeitos mecânicos da tecnologia moderna. Mas, tudo se consuma quando alguém
tem “morte cerebral”. A Medicina não registra casos de reanimação do cérebro.
Mas, esse é outro assunto. É na cabeça, que muitos
encontram o cérebro – embora, para alguns governantes brasileiros, esse se
localize no estômago ou nas nádegas. E, também não queremos falar nisso hoje.
É da cara, do rosto, que queremos falar hoje. Essa é a
nossa proposta reflexiva:
“Por que alguém se satisfaz, quando esbofeteia a cara
de outrem”?
Por que a cara? Que trauma pode sofrer e enfrentar quem
apanha na cara? Que tipo de prazer alguém conquista ao bater na cara de alguém?
Por que alguém (nem a própria mãe) não bate na cara de
uma criança? O trauma de uma criança quando apanha na cara, é diferente do
trauma de um adolescente ou adulto?
Por que os pais, quando batem nos filhos, escolhem
qualquer lugar para bater, principalmente as pernas e a bunda e, depois, quando
esse filho cresce, o castigo que satisfaz é bater na cara?
Ora, existem três profissionais da Medicina que bem
poderiam ter uma explicação para isso. São os Psiquiatras, os Psicólogos e os
Psicanalistas. Qualquer explicação prática vem precedida de uma teoria.
Consumado o fato, da “agressão”, quem precisa fazer
sessões com um desses três profissionais? O agredido, que ficou traumatizado;
ou o agressor, que passou a se sentir “culpado” por uma prática considerada
intempestiva?
Theodor Meynert e, depois Sigmund Freud seguidos por
uma quantidade já hoje incontável de profissionais que atuam nessas áreas, como
Carl Gustav Jung, Françoise Dolto, Jean Laplanche, Jacques Lacan, Wilhelm Reich
para citar apenas esses, sabem das dificuldades para definir e delinear as
atuações dos humanos no dia-a-dia no enfrentamento dos problemas e das
situações tão corriqueiras.
Talvez a Psicanálise encontre uma resposta para esse
ato (violento ou impensado ou ainda “vingativo” – mas jamais punitivo).
Vejamos: “Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psique humana independente da Psicologia, que tem origem na Medicina, desenvolvido por Sigmund Freud, médico que se formou em 1881, trabalhou no Hospital
Geral de Viena e teve contato com o neurologista francês Jean Martin Charcot,
que lhe mostrou o uso da hipnose.
Freud, médico neurologista austríaco, propôs este método para a compreensão e análise do homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente, abrangendo três áreas:
- um método de investigação da mente e seu funcionamento;
- um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano;
- um método de tratamento psicoterapêutico.
Essencialmente é uma teoria da personalidade e um procedimento de psicoterapia; a psicanálise influenciou muitas outras correntes de pensamento e disciplinas das ciências humanas, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.
Em linguagem comum, o termo "psicanálise" é muitas vezes usado como sinônimo de "psicoterapia" ou mesmo de "psicologia". Em linguagem mais própria, no entanto, psicologia refere-se à ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, psicoterapia ao uso clínico do conhecimento obtido por ela, ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo, e psicanálise refere-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud; psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras formas de psicoterapia.” (Transcrição do Wikipédia).
Que explicação pretende dar alguém que fala ou escreve:
“tapa na cara, com luva de pelica”?
Por que, luva de pelica?
Dói menos? Constrange menos ou leva ao orgasmo quem esbofeteia?
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