sexta-feira, 20 de março de 2015

Por que, tapa na cara?

 


Jovem tem cara esbofeteada pelo pai – ainda que em cena de novela

 

No caminho que escolhemos ao nos prontificarmos a colaborar com o Senhor Editor deste Portal, depois de alguns momentos enriquecedores, encontramos a primeira bifurcação – queremos dividir a escolha do caminho que deveremos seguir com os leitores que, por semanas têm nos dado o prazer da leitura. É chegada a hora da colaboração.

Então, mãos à obra.

Nem precisamos caminhar pelo corpo humano para concluirmos que, é muito grande e dispersa a área física que compõe e cobre a carcaça chamada de homem (tese). Na parte superior da composição física humana está a cabeça, onde também está localizado o “chip” que garante o mecanismo e o funcionamento do cérebro.  Alguns, de vez em quando, precisam “ligar na tomada” para uma boa recarga.

A história da Medicina já contém registros em que o “coração” para por segundos e até minutos, e volta a funcionar após reanimação e efeitos mecânicos da tecnologia moderna. Mas, tudo se consuma quando alguém tem “morte cerebral”. A Medicina não registra casos de reanimação do cérebro.

Mas, esse é outro assunto. É na cabeça, que muitos encontram o cérebro – embora, para alguns governantes brasileiros, esse se localize no estômago ou nas nádegas. E, também não queremos falar nisso hoje.

É da cara, do rosto, que queremos falar hoje. Essa é a nossa proposta reflexiva:

“Por que alguém se satisfaz, quando esbofeteia a cara de outrem”?

Por que a cara? Que trauma pode sofrer e enfrentar quem apanha na cara? Que tipo de prazer alguém conquista ao bater na cara de alguém?

Por que alguém (nem a própria mãe) não bate na cara de uma criança? O trauma de uma criança quando apanha na cara, é diferente do trauma de um adolescente ou adulto?

Por que os pais, quando batem nos filhos, escolhem qualquer lugar para bater, principalmente as pernas e a bunda e, depois, quando esse filho cresce, o castigo que satisfaz é bater na cara?

Ora, existem três profissionais da Medicina que bem poderiam ter uma explicação para isso. São os Psiquiatras, os Psicólogos e os Psicanalistas. Qualquer explicação prática vem precedida de uma teoria.

Consumado o fato, da “agressão”, quem precisa fazer sessões com um desses três profissionais? O agredido, que ficou traumatizado; ou o agressor, que passou a se sentir “culpado” por uma prática considerada intempestiva?

Theodor Meynert e, depois Sigmund Freud seguidos por uma quantidade já hoje incontável de profissionais que atuam nessas áreas, como Carl Gustav Jung, Françoise Dolto, Jean Laplanche, Jacques Lacan, Wilhelm Reich para citar apenas esses, sabem das dificuldades para definir e delinear as atuações dos humanos no dia-a-dia no enfrentamento dos problemas e das situações tão corriqueiras.

Talvez a Psicanálise encontre uma resposta para esse ato (violento ou impensado ou ainda “vingativo” – mas jamais punitivo).

Vejamos: “Psicanálise é um campo clínico e de investigação teórica da psique humana independente da Psicologia, que tem origem na Medicina, desenvolvido por Sigmund Freud, médico que se formou em 1881, trabalhou no Hospital Geral de Viena e teve contato com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.

Freud, médico neurologista austríaco, propôs este método para a compreensão e análise do homem, compreendido enquanto sujeito do inconsciente, abrangendo três áreas:

  1. um método de investigação da mente e seu funcionamento;
  2. um sistema teórico sobre a vivência e o comportamento humano;
  3. um método de tratamento psicoterapêutico.

Essencialmente é uma teoria da personalidade e um procedimento de psicoterapia; a psicanálise influenciou muitas outras correntes de pensamento e disciplinas das ciências humanas, gerando uma base teórica para uma forma de compreensão da ética, da moralidade e da cultura humana.

Em linguagem comum, o termo "psicanálise" é muitas vezes usado como sinônimo de "psicoterapia" ou mesmo de "psicologia". Em linguagem mais própria, no entanto, psicologia refere-se à ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, psicoterapia ao uso clínico do conhecimento obtido por ela, ou seja, ao trabalho terapêutico baseado no corpo teórico da psicologia como um todo, e psicanálise refere-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud; psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras formas de psicoterapia.” (Transcrição do Wikipédia).

Que explicação pretende dar alguém que fala ou escreve: “tapa na cara, com luva de pelica”?

Por que, luva de pelica?

Dói menos? Constrange menos ou leva ao orgasmo quem esbofeteia?

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