Andrés
e mais três corintianos são acusados de crime fiscal
Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e candidato ao cargo de
deputado federal nas próximas eleições, e mais três dirigentes do clube estão
sendo acusados pelo Ministério Público Federal de praticar crimes fiscais
durante o período de 2007 a 2010.
A Justiça Federal aceitou uma denúncia criminal do MPF pelo não
pagamento de impostos. Os dirigentes estão enquadrados no artigo 2º da lei
contra crimes tributários, que prevê pena de seis meses a dois anos. A
ação corre na 1ª Vara Criminal.
A sonegação de imposto de renda foi de R$ 94 milhões, mas a Justiça
Federal já trabalha com um montante de R$ 120 milhões em cobranças em ações
relativas a esse período, incluindo INSS e outras taxas não pagas. A questão é
relacionada a impostos retidos e não pagos. A ação do Ministério do Público
especifica que há indícios de que houve benefícios ao Corinthians, e não
pessoais.
De acordo com o departamento
jurídico do clube, "já há um acordo que está sendo cumprido, com
pagamentos dos atuais impostos e também dos anteriores". O diretor
jurídico Luiz Alberto Bussab lembrou ainda que "o problema foi que o clube
não tinha condições de pagar os impostos naquela época e, assim que teve
condições, iniciou os pagamentos, inclusive dos atrasados".
Pelo artigo 2º do código penal, é proibido "deixar de recolher, no
prazo legal, valor de tributo ou de contribuição, descontado ou cobrado, na
qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres
públicos.”
Além de Andrés, foram denunciados Raul Corrêa da Silva, vice-presidente
Financeiro, André Luiz de Oliveira e Roberto Andrade de Souza, todos com cargos
na diretoria do clube durante o período de suposta sonegação de impostos.
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