Terra visita obras de 2016
e constata: há muito o que fazer
Arena para o Handebol –
onde as obras estão mais adiantadas.
Marcus Vinicius Pinto
Direto do
Rio de Janeiro (RJ)
Rio de Janeiro corre contra o tempo para os Jogos Olímpicos de 2016 e
corre também contra o estigma de Atenas, onde várias instalações
estão abandonadas dez anos após os Jogos de 2004. Na última
quarta-feira, cerca de 300 jornalistas do Brasil e do mundo puderam ver algo
mais das obras dos equipamentos esportivos da cidade para os Jogos. Uma coisa é
passível de observação: tudo deve ficar pronto, mas é preciso pressa.
O passeio começou por Deodoro, onde duas instalações olímpicas estão
prontas, precisando apenas de reformas. O Centro Nacional de Tiro vai passar
por uma boa modificação e terá que fazer uma estrutura provisória para o stand
da final das competições. O local já fecha na próxima semana. O hipismo precisa
de algumas reformas também, arquibancadas extras e uma nova veterinária. Dos
pavilhões de hóquei na grama e das partidas preliminares do basquete, só se
veem o local. Nada mais
O morro do Parque Radical (Canoagem slalom, BMX, Mountain Bike),
onde o prefeito Eduardo Paes jura que as obras já começaram - as mais
atrasadas por sinal -, só puderam ser vistas bem, bem ao longe. E, de longe,
não há nem sinal de obra.
De Deodoro, a imprensa foi direcionada ao Estádio Olímpico João
Havelange, o Engenhão. Mais uma vez, as informações dadas aos jornalistas
diferem do que disse o prefeito. Nada de devolver o estádio ao Botafogo em
novembro - no máximo, dezembro. Até novembro, vão ser instaladas as novas
vigas transversais que vão dar sustento ao teto para que ventos não corram
risco de derrubá-lo. Depois disso é que se vão tirar as torres que hoje dão
sustento às vigas já instaladas e no fim de dezembro começam os testes para, só
então, liberar o estádio. Em janeiro.
Do Engenhão, o chamado
Estádio Olímpico, (evita-se a todo instante qualquer referência ao nome de João
Havelange, ex-presidente da Fifa que renunciou a cargo no COI), a
visitação seguiu até o Parque Olímpico no antigo Autódromo de Jacarepaguá,
que de uns tempos para cá virou Barra.
O IBC, onde serão feitas as transmissões de TV, rádio e internet, já
está com a estrutura de dois andares bem adiantada. No mais, terra, terra e
mais terra. Nada de centro de tênis ou piscina (provisória). Dos três pavilhões
esportivos, apenas o três, que vai abrigar a esgrima, tem estrutura
mais adiantada. Velódromo e Pavilhão de Handebol também ainda não saíram
do chão.
No fim, uma esticada de 13 km até onde vão ser duas futuras vilas para
jornalistas. O local está na direção oposta ao fluxo de trânsito da cidade, mas
praticamente no túnel que liga a cidade ao distante bairro de Guaratiba. Quem
ficar na região vai conhecer pouco da cidade e vai viver os Jogos de 2016
apenas dentro do Parque Olímpico.
O otimismo das autoridades, que dizem que 71% das obras já começaram, é
grande, mas a realidade ainda é bem diferente. Contudo, os canteiros de obras
fervem e o ritmo de trabalho (pelo menos durante a visita da imprensa) era bom.
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