Thaísa
brilha de novo e Brasil vence.
Em atuação consistente,
Seleção massacra frágil adversário com bons saques e agora só depende de si
para alcançar a décima taça do torneio. Próximo duelo é contra a Rússia
O Brasil impôs uma
verdadeira humilhação sobre a Bélgica na terceira partida da fase final do
Grand Prix de Vôlei. Em duelo que colocou frente à frente bicampeãs olímpicas e
uma equipe inexpressiva no cenário mundial, a Seleção deu mais um passo rumo ao
décimo título ao vencer por 3 sets a 0, parciais de 25-10, 25-12 e 25-12, nesta
sexta-feira, em Tóquio. Foi a primeira vez que as equipes se enfrentaram no
torneio. Agora, as brasileiras só dependem de si para conquistar a taça.
A Bélgica, que chegou
à fase decisiva após vencer a segunda divisão do torneio, ofereceu pouca
resistência. E o Brasil não deu qualquer chance às oponentes. Com um saque
mortal, o time manteve o domínio do início ao fim. A protagonista foi a central
Thaisa, responsável por incríveis sete aces. Ela também foi a maior pontuadora
do confronto, com 13 acertos.
O resultado ainda
deixou o Brasil na vice-liderança da competição, com sete pontos. O time segue
atrás apenas do Japão, que foi a nove ao derrotar a China nesta manhã por 3
sets a 0, mantendo a invencibilidade na fase final.
Agora, a equipe de
José Roberto Guimarães tentará manter o embalo contra a Rússia, que venceu a
Turquia em partida polêmica decidida no tie-break e segue na briga. O confronto
acontecerá na madrugada deste sábado, às 3h (de Brasília). Se bater as algozes
por 3 a 0 ou 3 a 1 e repetir o resultado em cima do Japão, domingo, a Seleção
garantirá o título, mesmo tendo perdido o primeiro jogo para as turcas.
As brasileiras
confirmaram logo seu favoritismo sobre as rivais e não tiveram problemas para
virar as bolas. Após uma invasão de ataque das belgas, as atuais bicampeãs
olímpicas abriram 17-9. Thaisa, em uma sequência incrível de seis saques
potentes, aumentou a diferença para treze pontos (24-9). A vitória no primeiro set
foi selada por Sheilla, que atacou firme pela saída, fazendo 25-10.
No segundo set, novo
passeio do Brasil no saque, novamente com a central. Sem aliviar, ela levou o
placar para 4-0. Fabiana, na china, contra-atacou para elevar a folga em 6-0. E
a Bélgica só conseguiu rodar após suado rally, que terminou a favor da capitã
Leyz na rede. Mas elas já estavam entregues. Uma bola de xeque irregular de
Sheilla - o toque na rede foi ignorado pela arbitragem - ampliou a diferença
para 16-7. E a vitória veio após bom saque de Gabi, dando a bola de graça para
Jaqueline matar na rede e fazer 25-12.
As belgas melhoraram
no terceiro set. Pareciam mais dispostas a encarar o Brasil sem tanto medo. Mas
não durou muito. A Seleção contou com bons ataques de Jaqueline para voltar a
abrir vantagem. Desta vez, 16-8 após batida no corredor da ponteira. O momento
foi ideal para o comandante brasileiro dar chance às reservas. Com Fabíola,
Tandara, Adenízia, Léia e Monique, o Brasil não teve problemas para fechar em
25-12 em um bloqueio de Adenízia.
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