Meninas sofrem no
início, mas recuperam confiança e voltam a vencer os EUA.
Bangcoc (Tailândia) - Nesta sexta-feira o esforço falou mais alto que a
luta pela sobrevivência em Bangcoc, na Tailândia. Sobrando na classificação
geral do Grand Prix, a seleção brasileira feminina mostrou pouco vôlei nos sets
iniciais, mas recuperou-se na partida para vencer os Estados Unidos no
tie-break e garantir vaga na fase final da competição. Desorganizada no início,
a equipe canarinho melhorou a recepção e trabalhou a paciência nos ataques para
virar sobre as norte-americanas e triunfar por 3 a 2 com parciais de 29/31,
22/25, 25/22, 25/19 e 15/10.
A vitória nesta sexta-feira significa bastante na
campanha brasileira neste Grand Prix. As comandadas de Zé Roberto têm mais dois
jogos nos próximos dias: contra a República Dominicana, neste sábado, e
Tailândia, no domingo, mas são praticamente amistosos. Com vaga garantida na
fase decisiva do torneio, as meninas não têm maiores ambições nos duelos, que
servirão de preparação para a próxima etapa. A Seleção Brasileira segue
liderando o grupo com 20 pontos, seguida por Turquia e China, que têm 13, e
Sérvia, com 11. Os Estados Unidos têm
10.
O destaque da equipe canarinho nesta sexta foi
Thaisa, que fez grande partida de recuperação para anotar 23 pontos. A
meio-de-rede só mexeu menos no placar do que a norte-americana Murphy Kelly,
que fez 26. Sheilla, com 20 e Fernanda Garay, com 14, também pontuaram bem no
lado brasileiro confronto.
O jogo – Disputado em 36 minutos, o primeiro set foi marcado pelo equilíbrio em
parciais altas, fruto da irregularidade da Seleção Brasileira. Mesmo
conseguindo abrir quatro pontos de vantagem no início, a equipe não soube
aproveitar os erros norte-americanos e acabou deixando o adversário encostar.
Os problemas na recepção criaram dificuldades para Dani Lins, que foi
frequentemente obrigada a se desdobrar para encontrar opções. Em uma dessas
situações, a levantadora deu passe às costas de Fernanda Garay, que tentou a
largada sem sucesso. No contra-ataque, os EUA fecharam o set em 31/29.
Começando em desvantagem pela
primeira vez neste Grand Prix, o Brasil teve que correr atrás das
norte-americanas no segundo set. A recepção ruim repetiu-se e resultou em
vantagem de cinco pontos para as adversárias na metade do set. Então a equipe
brasileira passou a precipitar os ataques e frequentemente parou no bloqueio.
Dani Lins chegou a compensar a perda da primeira bola, mas não conseguiu
equilibrar o jogo e os EUA ampliaram vantagem ao vencer por 25/22.
A evolução no set final rendeu às brasileiras certo
alívio na partida. À frente do placar durante boa parte da parcial, a equipe
canarinho mostrou melhor desenvoltura na defesa e, a partir daí, conseguiu
construir os ataques com maior paciência. O resultado foi a melhora no meio de
rede, com ataques mais rápidos e vitória por 25/22.
Com
melhor passe, a Seleção cresceu no jogo, distribuindo os ataques com precisão
para manter vantagem no quarto set. O Brasil contou com boas aparições de
Fabiana e Fê Garay para ter pontos de frente e pressionar os EUA ao erro. Sem a
mesma desenvoltura dos sets iniciais, a jovem seleção norte-americana passou a
fazer más escolhas nos ataques, como o ataque que parou no bloqueio simples de
Dani Lins e rendeu o 20º ponto. A partir daí, as meninas só precisaram
administrar a vantagem para fechar em 25/19 e levar a partida para o tie-break.
Saindo na frente no set
de desempate, o Brasil contou com a regularidade de Thaisa para manter-se em
vantagem. Mais solto em quadra, a equipe brasileira teve tranquilidade para
arriscar, como na largada de Fabiana após difícil levantamento de Dani Lins com
apenas uma mão. A bola da capitã caiu e logo na sequência, em virada de
Sheilla, o Brasil fechou o jogo em 15 a 10.
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