UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital
Estadual Carlos Macieira.
“O governo, qualquer governo,
faz mal à imprensa. A imprensa, toda a imprensa, faz bem ao governo –
principalmente quando critica. Governo não precisa do ‘sim’ da imprensa.
Governo evolui com o ‘não’ da imprensa. A proximidade da imprensa com o governo
abafa, distorce o jornalismo. A distância entre governo e imprensa é
conveniente para ambos, útil para a sociedade e saudável para a verdade.
Jornalismo é tudo aquilo de que o governo não gosta. Tudo aquilo de que o
governo gosta é propaganda. A imprensa, numa definição mais simples, deve ser o
fiscal do poder e a voz do povo. Com o estrito cuidado para não inverter essa
equação.” (Luiz Cláudio Cunha – Jornalista gaúcho)
Imagine você, leitor, aquela chuva torrencial que cai
inesperadamente. Pega todos de surpresa – inclusive os meteorologistas. Minutos
depois ela passa, acaba e o sol volta a reinar forte, quente como nunca ninguém
viu. É, por assim dizer, “depois da tempestade vem a bonança”.
No nosso entendimento e compreensão, dos três mandatos
exercidos como Governadora, Roseana Sarney está completando o pior. Exatamente
o que ela garantiu que seria “o melhor da vida dela”. E é tão ruim, que ela
mesma abaixou a guarda e está “dando um tempo” para a Política. Tomara que seja
um tempo definitivo.
Quem pretender ser justo, basta dar uma olhada para a
propaganda feita com as estradas, com a interligação entre os 217 municípios,
com “estradas que brilham” e o estágio dessas estradas. Com a qualidade e
durabilidade dessas estradas que, infelizmente, “perderam o brilho” com as
primeiras chuvas.
No Esporte, nem é bom falar. O gestor do esporte deve
ter tido experiência na lua – vide a situação de abandono e depredação que vive
o Parque Aquático do Complexo Esportivo. Aquilo tem o nome de improbidade
administrativa. Descaso e desleixo. E ainda apareceu um deputado jogando “eme”
pela boca, dizendo que agora estaríamos mais próximos de colocar muitos atletas
nos próximos Jogos Olímpicos. “Sabe de nada, cara!” A piscina só não virou foco
de propagação do mosquito da dengue, porque não tem água.
A Segurança Pública, é até desconfortável falar alguma
coisa. Houve uma troca de seis por meia dúzia – se bem que, o atual, conta com
o apoio da comunidade e de parte dos órgãos da Segurança. Todo dia tem homicídio em São Luís. Todo dia
tem arrombamento e invasão de residências. Nesta semana que terminou, um
detento “aprontou” no próprio Tribunal de Justiça. Isso tem o nome de caos.
Mas, desde que o mundo é mundo, sabe-se que o Diabo não
é totalmente ruim para todos. Também não é o caso de dizer que ele “escolhe”
alguns e os transforma. Também não é o caso desse “Secretário”: Ricardo Jorge
Murad, ou, simplesmente Ricardo Murad, nascido em São Luís a 12 de abril de
1956.
Eleito deputado estadual com 76.265 votos pela sigla
PMDB e, tendo apenas o Ensino Médio completo (muitos que tem Mestrado e
Doutorado não fazem a metade), quando se trata de trabalhar, o homem é uma
máquina que não exige reabastecimento, não gasta bateria nem usa qualquer tipo
de combustível. Ricardo Murad mudou o conceito da saúde pública do Maranhão, que
agora será obrigada a viver duas épocas: a.RM e d.RM. Ou seja: “antes de
Ricardo Murad” e “depois de Ricardo Murad”.
Claro que, hoje, a saúde no Maranhão ainda não atingiu
o estágio que a teoria e as demandas exigem. Claro que existem falhas e
distorções – a CAEMA é um dos tentáculos que deforma significativamente
qualquer resultado que possa ser positivo na área da saúde. Esgotamento
sanitário é uma lástima e, literalmente, muitos ainda vivem na merda. Mas, aí
já é outro assunto – pois todos sabem que a CAEMA é usada politicamente pelo
executivo estadual e pelo legislativo, com finalidades que nem todos aprovam.
Mas, como o assunto é Ricardo Murad, abrimos um parêntesis
para dizer que não temos nenhuma amizade com o mesmo. O que sabemos a respeito
dele, sabemos por amigos confiáveis. Convivemos com o jornalista conterrâneo,
Ray Santos – e foram incontáveis as tardes de bate-papo quase sempre tendo como
assunto as muitas ações de Ricardo Murad enquanto Presidente da Assembleia
Legislativa, e Ray, Secretário de Comunicação do órgão.
Naquele tempo, humilde e companheiro, Ricardo Murad
prestou relevante (e impagável) serviço social ao Jornalista Ray Santos que
respirava pelos últimos dias no leito onde morreria. Aquilo foi obra de Deus
pelas mãos de um homem na Terra.
Mas o assunto é a guinada de qualidade que a saúde
pública maranhense recebeu pelas mãos obreiras de Ricardo Murad. Se não foram
construídos “ainda” (e, com certeza, não serão) os 72 hospitais prometidos com
a dinheirama alocada para tanto, é justo, e chegou a hora de dizer, que muito
já foi feito.
Pelos menos R$49.776.169,59 (quarenta e nove milhões,
setecentos e setenta e seis mil, cento e sessenta e nove reais e cinquenta e
nove centavos) que se tem conhecimento de investimento nas intermináveis e
justificáveis reformas do Hospital José Carlos Macieira, valeram a pena. Pode
até ser que falte qualificação da mão-de-obra para a operacionalidade do agora
belo e “brilhante” hospital. Mas, convenhamos e sejamos justos: o que foi feito
ali merece elogios e, principalmente, reconhecimento.
MORAL DA HISTÓRIA – Quem tem tutano e faz bom uso dele,
consegue perceber que a hoje (“ainda”!)
governadora Roseana Sarney nunca perdoou o cunhado Ricardo Murad pelas
adjetivações do passado, como é do conhecimento de todos. Se tivesse perdoado,
a escolha do candidato da família Sarney para o Governo do Estado não teria
recaído em Edinho Lobão. Escolhido Ricardo, mesmo com a “catinga” dos Sarney,
(dizer de Domingos Dutra), seria um páreo duro para qualquer oposicionista.
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