A saída. A porta de saída. Você sabe onde ela está?
E, se sabe, por que não sai?
Você tem medo de encontrar lá fora algo inusitado, ou
você em segundos faz uma autoanálise e percebe que não está preparado para
sair?
Quando estudávamos Antropologia, estudamos alguma coisa
sobre a Papua. Já faz tanto tempo que, as informações que arquivamos no
cérebro, estão sumindo – coisas da idade. Pois, foi aprendendo ali, na
Antropologia que começamos a entender a culminância que agora se faz
necessária. O mundo é habitado por milhares de milhões de pessoas, todas
“opinando” sobre isso e sobre aquilo.
Gente, o mundo não precisa mais de opiniões, de
críticas, de comentários. Não há mais espaço para isso. O mundo precisa de
ações, de atitudes, de iniciativas.
Você fez o que, para ajudar a encontrar a saída para
essa crise?
E aí você vem e responde: “sozinho não posso fazer
nada”!
É. Mas, para filosofar, você diz (ou escreve) que cada
um tem que colocar seu tijolo na construção do mundo. Você coloca sempre esse
tijolo?
A saída está em você, amigo (a). Tire a chave do bolso.
Abra a porta e ajude a resolver o que aflige a você e a milhares de pessoas.
Vejamos um exemplo simples: o tratamento do lixo, cujo
manuseio inadequado é o único responsável pelos alagamentos nas grandes
cidades, provocando pandemônio, levando a mortes. Quem mora em apartamento, por
determinação e acordo condominial, acondiciona o lixo produzido durante o dia
e, a qualquer hora – em depósito adequado – coloca na lixeira individual que
vai levar à lixeira coletiva. Ali o funcionário do Condomínio (pago também
pelas taxas condominiais) prepara para o recolhimento pela Limpeza Pública.
Agora, você que não mora em apartamento, tem alguma
preocupação com o dia e a hora que a Limpeza Pública recolhe o lixo da sua
porta?
O caminhão que recolhe o lixo passa na sua porta às 9
horas. Você acorda às 10, e coloca o lixo à disposição da coleta, às 11 horas.
O caminhão da coleta já passou. Você leva o conteúdo de volta para dentro de
casa ou deixa na porta, na calçada (por achar que a calçada é propriedade sua)?
Se você deixar na calçada, com certeza algum animal vai
rasgar o saco, procurando comida. O lixo restante fica espalhado na calçada e é
levado pela água da chuva para a sarjeta e, acumulado, vai causar os problemas
que temos visto. Ou não é assim?
E aí, será que você está realmente colocando o seu tijolo
na construção do mundo?
O mundo (e por tabela o Brasil) precisa de filosofia ou
de ação?
A
nascente
Assim como o leito de um caudaloso rio, todos os
problemas e dificuldades que estamos enfrentando nos dias atuais têm uma
nascente. No caso específico do Brasil,
essa nascente tem o nome de “Política”. A política brasileira é a nascente e
responsável pela falta de educação, de saúde, de segurança e principalmente de
vergonha na cara.
O homem que quer contribuir com o seu País, não
envereda pelo caminho da Política – haja vista que será sempre uma escolha
perigosa e putrefata. Mas, é muito pior, a forma de fazer política. O primeiro
interesse de alguém que envereda pelo caminho da Política brasileira, é a
imunidade – um salvo-conduto para a lama.
Cria um biombo intransponível, o político que consegue
um mandato e, mais por ”favores” que por competência, é “convidado” para cargos
executivos. Exemplo: Senador “convidado” para ser “Ministro”.
E é o Congresso que, legislando, cria os monstros quase
indestrutíveis que, mais tarde (quando necessário) vai receber as benesses nas
instâncias judiciárias superiores.
E onde está a saída?
Você que legisla, já pensou em criar um Projeto de Lei
que tire do Executivo (Presidência da República) o privilégio de indicar e
nomear ministros de instâncias superiores?
Ou será que você vai ter coragem de nos considerar
idiotas, dizendo que, nomeado, nenhum ministro de instância superior vai
beneficiar quem o indicou e nomeou?
É isso que se está vendo agora no Brasil?
A solução?
Ou ministros de instâncias superiores chegam aos cargos
via concurso (quadro de carreira) de promoções e/ou tempo de serviço e
indiscutível competência, ou através do voto do povo, como acontece nos EUA.
Se o ministro de instância superior vai agir da mesma
forma que o político, o povo também terá o direito de cassá-lo, quando cometer
o que muitos estão cometendo nesse momento.
Pode ser uma saída, e a porta não está inacessível.
Mas, infelizmente, enquanto você não prepara sua
argamassa nem coloca nenhum tijolo na construção da escada que leva à saída,
muitos – na verdade, uma verdadeira quadrilha! – descontroem o País e levam ao
anda suas esperanças, roubando a maior estatal brasileira e, por conseguinte,
grande parte das nossas riquezas materiais e morais.
A Petrobras, onde nunca foi fácil ter acesso para
trabalhar, segundo palavras do Ministro Gilmar Mendes do STF (Superior Tribunal
Federal), virou um verdadeiro anto de ladroagem. E ele jamais diria isso se não
tivesse provas suficientes.
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