O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), atendeu pedido do PSDB e determinou que seis órgãos de
investigação apurem supostas irregularidades nos pagamentos a sete empresas
que, em 2014, prestaram serviços à campanha eleitoral da presidenta Dilma
Rousseff.
De acordo com a decisão, assinada na quarta-feira
(24), a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público, entre outros
órgãos, deverão investigar se as empresas receberam valores desproporcionais em
relação à capacidade operacional para prestar serviços para a campanha.
Mendes é relator da prestação de contas da
presidenta, aprovada, por unanimidade pelo TSE, em dezembro do 2014. Ao deferir
o pedido do PSDB, o ministro entendeu que a decisão pode ser revista se
eventuais ilícitos forem verificados.
A Agência Brasil tentou contato com o advogado
da campanha da presidenta, Flávio Caetano, mas não obteve retorno até a
publicação da matéria.
Outras ações - A presidenta
Dilma e o vice, Michel Temer, são alvo de quatro ações na Justiça Eleitoral,
protocoladas pelo PSDB. Em uma delas, o partido pede a cassação do mandato de
Dilma e Temer, por supostas ilegalidades no recebimento de recursos na campanha
de empreiteiras investigadas na Operação
Lava Jato.
Na semana passada, em defesa enviada ao processo,
os advogados da coligação de Dilma afirmam que todos os recursos
utilizados na campanha foram declarados e acusam o PSDB de usar a Justiça
Eleitoral politicamente.
A defesa de Temer alegou que doações declaradas de
empresas com capacidade para contribuir não são caixa 2. Para os advogados do
vice-presidente, o PSDB recebeu doações das mesmas empresas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.