Ao contrário de “Ilha do Amor”, São Luís, capital do
Maranhão, é mesmo é a verdadeira “Ilha da Fantasia”. Aqui acontecem coisas que
até botafoguenses duvidam, partidários de que existem coisas que só acontecem
com o Botafogo.
Dia desses, lemos em alguma rede social, um comentário
que chamamos de infeliz e inoportuno, assinado por alguém que poderia até estar
usando pseudônimo. O comentarista, a guisa de dar um aviso, postou: “... Sarney
joga xadrez”!
Pode até ser, mas já está jogando sozinho. Derrubou o
bispo e o cavalo e caminha para dar xeque-mate em si próprio. Ou então, fez
como o pombo: derrubou as peças, cagou no tabuleiro e estufou o peito para sair
voando.
Por outro lado, há quem assegure (pode até ser mais um
sonho) que a mudança da família Cutrim par o palanque do virtual e provável
governador, Flávio Dino, seria a certeza de que a eleição está perdida para a
família Sarney, e essa atitude já seria uma garantia de que alguns não ficariam
órfãos. Pode ser.
Agora – poucos nesta Ilha da Fantasia sabem disso
melhor que eu -, partindo do princípio que a sarneyzada não tem amigos, mas
pretensos serviçais que descarta quando convém e quando esses já não servem
mais, o que não se entendeu foi, no primeiro ato da peça teatral, a entrada em
cena do personagem Luiz Fernando, na verdade, o real Prefeito de São José de
Ribamar. Por que não foi, por exemplo, Bia Venâncio?
Ora, porque no atual cenário político, Bia Venâncio e
nada é a mesma coisa. A ação só teria o impacto que teve, se fosse alguém que
chamasse a atenção da mídia. E teve. E chamou.
E aí, com algum efeito retardado, estoura a bomba
(apenas para Edinho Lobão, pois, para nós, o motivo da denúncia é mais antigo
que a posição de “jogar barro fora”) dando conta de que, utilizando
prerrogativas de Presidente do TCE, Edmar Cutrim, estaria achacando votos e
apoio de prefeitos municipais ao filho (Glaubert) candidato, e, de leve, também
em favor do candidato ao Governo do Estado, Flávio Dino.
Para quem não tem miolo de cor ocre, a denúncia sugere
uma pergunta: quer dizer que, agora, somente agora, Edmar Cutrim estaria usando
o cargo para chantagear prefeitos e garantir votos? E antes?
Pois façam a matemática certa e vejam quanto tempo faz
que Edmar está à frente do TCE, onde, inclusive, mandou pregar de forma
irregular, uma placa acintosa com o nome de Roseana Sarney. Não foi a Justiça
maranhense que determinou a retirada. Foi a Constituição brasileira.
Correm boatos jocosos na cidade dando conta de uma
rápida reunião entre Edmar Cutrim e José Sarney. Esses boatos dão conta,
também, de uma ameaça que o longevo donatário teria feito a Edmar, nos
seguintes termos:
- Edmar, o que você fez é inaceitável. Não esqueça que,
com uma canetada, eu posso repor as coisas nos devidos lugares.
Ao que Edmar Cutrim teria reagido com impagável humor,
digno do Vampiro Brasileiro (Bento Carneiro), personagem de Chico Anysio:
- “Presidente”, a sua caneta não tem mais tinta!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.