Por
Flavio Prado
(Gazeta Esportiva)
Emerson Sheik e mais três jogadores
foram afastados pela direção do Botafogo. É patético. Desacertos fazem parte de
qualquer ambiente de trabalho, mas a reversão de papéis dos últimos meses no
clube, não poderia gerar outra situação, que não essa.
Sheik cansou de emprestar dinheiro
aos companheiros, que não recebiam. Virou quase um provedor, quando as
necessidades básicas do jogadores não podiam ser cumpridas, porque a direção
não conseguia honrar com os pagamentos dos salários em dia.
Se o presidente não tem capacidade
para cumprir com suas obrigações e os funcionários ocupam esse lugar, é claro
que está tudo errado. Mauricio Assumpção não é o único culpado. As finanças do
clubes estão deterioradas e o Botafogo não é uma exceção. O que assusta é o
amadorismo.
O caso Sheik mostra, de novo, que
passou da hora de virarmos profissionais. Empresas em tal estado seriam
fechadas. O paternalismo com os times de futebol, impede que se evolua. Pobre
Botafogo de tantas histórias lindas. O que se passa hoje, por lá, é
vexatório. Infelizmente numa proporção quase geral no Brasil e não apenas
localizada.
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