Tiago Salazar São Paulo (SP) - O Santos não tomou
conhecimento do Botafogo na noite desta quinta-feira, no Pacaembu. Mesmo após
ter vencido no Maracanã por 3 a 2, o Peixe partiu para cima desde o apito
inicial e fez 3 a 0 logo no primeiro tempo com Gabriel, David Braz e Lucas
Lima. Na etapa complementar, o zagueiro santista voltou a marcar e Geuvânio
fechou a goleada por 5 a 0. O resultado confirmou o time de Enderson Moreira
nas semifinais da Copa do Brasil com um placar agregado de 8 a 2.
Agora, a missão fica mais complicada. Para ir à
decisão, o alvinegro praiano terá que superar o poderoso Cruzeiro em mais dois
confrontos diretos. A Raposa avançou depois de eliminar o ABC de Natal, mas
vive seu pior momento desde o início da temporada, com três derrotas seguidas,
somando o Campeonato Brasileiro. Do outro lado da chave, Flamengo e
Atlético-MG, que desclassificaram América-RN e Corinthians, respectivamente,
fazem clássico. O sorteio que definirá as datas e a ordem dos mandos acontece
nesta sexta-feira, as 14 horas.
Sem tempo para comemorar a classificação e a
atuação de gala, o time de Vila Belmiro já se prepara para o clássico contra o
Palmeiras, no mesmo Pacaembu, as 16 horas de domingo. Enquanto isso, o Botafogo
junta os cacos para receber o Sport no mesmo dia, mas as 18h30.
Impiedoso - Santos se impõe no Pacaembu - Pela
escalação do Peixe divulgada antes da partida já dava para perceber que o
alvinegro praiano não pretendia se apegar ao regulamento e à vantagem de ter
vencido o primeiro duelo por 3 a 2, no Maracanã.
E logo aos cinco minutos tudo ficou mais fácil para
o Santos, no Pacaembu. Lucas Lima deu belo passe nas costas do lateral
botafoguense e Mena cruzou para Gabriel só escorar. 1 a 0 e fim de jejum para o
camisa 10, que não marcava há dez jogos (desde o clássico contra o São Paulo,
dia 24 de agosto).
Os cariocas perceberam que a missão se tornava
praticamente impossível. Os mandantes não se satisfaziam e seguiam martelando
em busca de mais. E na falha do goleiro Andrey, David Braz marcou de cabeça,
novamente em cobrança de escanteio. Foi o quarto gol do zagueiro no estádio da
Capital esse ano.
O Botafogo quase descontou aos 15 minutos, em lindo
voleio de Wallyson. A bola raspou o travessão de Vladimir, porém, saiu pela
linha de fundo.
Marcando em linha e com uma zaga totalmente
improvisada, o técnico Vagner Mancini via seu time sofrendo em campo com a
velocidade de Rildo, Geuvânio e Gabriel. O jogador que entrou na vaga de Leandro
Damião por pouco não marcou mais um aos 19, cara a cara, depois de chutar em
cima do goleiro rival. Enquanto Rildo abusava da correria e por três vezes
ficou em boa condição de finalização, mas sem uma definição ideal.
Atordoado, o Botafogo mal conseguia ficar com a
bola, quanto mais criar algum perigo ao time de Enderson Moreira. Desfalcado,
vivendo uma crise política, com salários atrasados e brigando para não cair no
Brasileirão, o Glorioso era alvo fácil e o confronto seguiu em ritmo de treino
e exibição para os torcedores que foram ao Pacaembu.
Aos 30 minutos, o Santos não marcou o terceiro em
jogada pela direita porque Geuvânio, já em claro sinal de displicência, tentou
um passe de letra ao invés de simplificar a marcar o gol.
E três minutos depois, por pouco o Peixe não foi
castigado com um gol. Em cobrança de falta na entrada da área, Ramírez acertou
o travessão. A bola chegou a desviar em Edu Dracena e, no rebote, Bolatti
cabeceou para fora, mesmo com gol vazio. Típico lance que resume a fase do
clube, quando nada dá certo.
E nada é tão ruim que não possa piorar para os
botafoguenses. Com a zaga toda no campo de ataque por causa da cobrança de
falta, o time ficou desguarnecido e, depois de um erro no domínio de bola do
lateral do Botafogo, Lucas Lima tomou e partiu em direção ao gol. O meia foi do
meio de campo até o goleiro Andrey, driblou e bateu para o fundo das redes. Um
golaço e 3 a 0 no placar, só no primeiro tempo.
Sem trégua, Santos atropela também no segundo tempo
- E quem esperava um Santos já sem o mesmo ímpeto no
segundo tempo, se enganou. Claramente, a ordem no vestiário foi para manter o
ritmo e assim os jogadores reagiram. Aos cinco minutos, Lucas Lima recebeu
cruzamento e arriscou de primeira, a queima roupa, para Andrey salvar o
Botafogo. Na sequência, Gabriel saiu de frente para a meta carioca e acertou a
trave. No rebote, Geuvânio encheu o pé e viu Andrey fazer um milagre, antes da
bola carimbar o travessão novamente. Pressão santista, que além de vencer, dava
show no Pacaembu.
Aos 13 minutos, o Botafogo chegou ao gol de
Vladimir pela primeira vez no segundo tempo. Ramirez tocou para Rogério que, já
dentro da área, girou e deixou Zeballos livre para marcar, mas o centroavante
do Glorioso bateu por cima do gol e desperdiçou uma grande chance de descontar.
E a estrela de David Braz parece realmente brilhar
no Pacaembu. Após cobrança de falta de Lucas Lima, na ponta direita, Gabriel
perdeu um gol incrível ao escorar de dentro da pequena área. Andrey salvou na
primeira, mas a bola sobrou para David Braz só tocar para o gol vazio.
Em ritmo de treino, o Santos chegava aos seus gols.
Os jovens jogadores da base do Botafogo, que tiveram eu assumir a
responsabilidade em uma situação complicada como esta vivida pelo Fogão, não
conseguiam segurar o time de Vila Belmiro.
E aos 23 foi a vez de
Geuvânio. O camisa 45 arrancou em jogada individual e só foi parado pelo goleiro
Andrey, Gabriel pegou o rebote e bateu para o gol, mas Bolatti salvou. Porém, a
bola voltou nos pés de Geuvânio, que bateu para o fundo do gol. 5 a 0, não
perca a conta.
Ficha técnica: Santos 5 x 0 Botafogo
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 16 de outubro de 2014 (quinta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa-SE)
Renda: R$ 358.365,00
Público: 13.459 pagantes (14.865 total)
Cartões Amarelos: BOTAFOGO: Matheus Menezes (2) e Dankler.
Cartão vermelho: Matheus Menezes.
GOLS:
Gabriel, aos cinco minutos, e David Braz, aos nove, e Lucas Lima, aos 36 do 1º tempo. David Braz, de novo, aos 17 do 2º tempo, e Geuvânio aos 23.
SANTOS: Vladimir; Cicinho, David Braz, Edu Dracena (Neto) e Mena; Alison, Arouca (Alan Santos) e Lucas Lima (Renato); Rildo, Geuvânio e Gabriel.
Técnico: Enderson Moreira
BOTAFOGO: Andrey, Gabriel, Matheus Menezes, Dankler e Guilherme (Sidney); Rodrigo Souto, Mario Bolatti e Cachito Ramírez; Rogério, Yuri Mamute (Zeballos) e Wallyson (Andreazzi)
Técnico: Vagner Mancini
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