Com cerca de dez milhões de matrículas, o ensino
médio é o principal gargalo do sistema educacional brasileiro. Há tempos
constata-se que o ensino médio não vem preparando os estudantes nem para o
mercado de trabalho, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, nem para o ingresso na educação superior.
A baixa atratividade dos currículos, em sua maioria
generalistas e distantes da realidade social, econômica e cultural dos jovens
alunos, aliada à baixa qualidade do ensino, são apontadas como as principais
causas para que o ensino médio apresente altas taxas de evasão e de retenção e
resultados de aprendizagem bastante preocupantes nas avaliações nacionais.
O impacto desses resultados no desenvolvimento do
país é alarmante: 5,2 milhões de jovens brasileiros na faixa etária de 15 a 24
anos, ou seja, um quarto dessa população, nem estudam nem trabalham – a
conhecida “geração nem-nem”.
Visando contribuir para a reversão deste quadro, a
Câmara dos Deputados instituiu a Comissão Especial destinada a promover estudos
e proposições para a reformulação do ensino médio (CEENSI). Durante os
dezessete meses de funcionamento da Comissão Especial foram realizadas dezenas
de audiências públicas e seminários, nos quais foram ouvidos representantes dos
Poderes Executivos Federal e Estaduais, de associações estudantis, de entidades
sindicais, da iniciativa privada, gestores dos sistemas de ensino,
pesquisadores e especialistas na área.
Como fruto dessas discussões, além de diversas
recomendações ao Poder Executivo, a Comissão Especial deu origem ao Projeto de
Lei nº 6.840, de 2013, que institui a jornada em tempo integral no ensino
médio, dispõe sobre a organização dos currículos em áreas do conhecimento e dá
outras providências. O PL nº 6.840/2013 e suas implicações para o ensino médio
são o tema desta edição do Fique Por Dentro. (Fonte: Câmara Federal)
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