O Brasil ocupa o 58º lugar no ranking
de qualidade de vida para os integrantes da terceira idade. Entre os 96
avaliados, a Noruega ocupa o primeiro lugar, seguida de Suécia, Suíça, Canadá e
Alemanha.
São dados apresentados no relatório Global
Age Watch 2014, divulgado nesta semana por ocasião do Dia Internacional do
Idoso, comemorado em 1º de outubro. A classificação é elaborada todos os anos
pela organização britânica de ajuda à velhice Help Age (http://www.helpage.org/).
Os dados são gerados após análise e
combinação de vários documentos de instituições internacionais e de fatores
como renda, saúde, trabalho, educação e segurança.
O Dia Internacional das Pessoas
Idosas foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu como
pessoas idosas aquelas com mais de 65 anos. Essa classificação também é adotada
na Organização Mundial de Saúde (OMS), que os caracteriza como grupo da
terceira idade.
Situação no Brasil - O presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e
Gerontologia, João Bastos Freire Neto, comentou sobre as atuais mudanças no
perfil demográfico mundial. "A pessoa idosa é considerada, no Brasil, a
partir dos 60 anos. Em países desenvolvidos, onde esse processo de
envelhecimento já aconteceu há mais tempo, eles consideram a partir de 65
anos", declarou.
Atualmente, no Brasil, há 26,3
milhões de idosos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 13% da
população. A expectativa é que esse percentual aumente e chegue a 34% em 2060,
segundo previsão do próprio IBGE.
"Houve um grande avanço nas
políticas [públicas] voltadas à população idosa nos últimos 15 a 20 anos. A
nossa dificuldade está em efetivar essas políticas, ou seja, colocar em ação o
que a política determina", disse Freire Neto.
Estatuto do Idoso - No Brasil, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) comemora 11 anos. Mais abrangente que a Política
Nacional do Idoso (Lei 8.842/94), que dava garantias à terceira idade, o estatuto,
além de ampliar direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos, também
estabeleceu, pelo menos, 13 espécies de crimes.
O deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB-SP) criticou a demora do Congresso Nacional em regulamentar determinadas
disposições do estatuto que garantem, efetivamente, o exercício de direitos
pelos idosos. "É lamentável que uma lei que está em vigor desde 2004
tenha, até hoje, várias nuances que não foram atendidas e cobertas",
disse.
O deputado criticou também falhas na
execução de políticas públicas. "Falta política pública voltada para
geriatria e gerontologia, prevista no Estatuto do Idoso, mas com poucos
exemplos e práticas realizados", afirmou Faria de Sá.
Entre outros avanços, o Estatuto do
Idoso garantiu vários direitos à população da terceira idade, entre eles: a
distribuição gratuita de medicamentos; a proibição de reajustes de planos de
saúde pelo critério de idade; e o transporte coletivo público gratuito. (Reportagem
– Thyago Marcel).
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