domingo, 21 de junho de 2015

A Natureza e a sua perfeita imperfeição




Afinal, quem “faz” as coisas que nos cercam e, quando as temos e as conhecemos, temos dificuldades para vivermos sem elas?

Por que umas coisas são tão perfeitas, e outras, nem tanto?

Quem “faz” coisas perfeitas e imperfeitas (aos nossos olhos e entendimentos), é a “Natureza” ou é realmente “Deus”?

Que relação de parceria existe entre “Deus” e a “Natureza”?

Vejamos um exemplo: o homem é um ser “inteligente” que, para nadar, precisa aprender a fazer isso. Um cachorro ou um pato, animais e, nas nossas definições, seres irracionais que nunca viram água que não seja para beber, se forem jogados num rio, num lago ou num açude, nadam com a mais evidente perfeição, sem nunca terem sido matriculados numa escola de Natação.

Se isso é um “trabalho”, é um trabalho de quem?

Da “Natureza”?

Afinal, o que é realmente a “Natureza”?

 

A Natureza


O protagonista conversa com um camponês de 103 anos:

- Não tem eletricidade aqui?
- Não precisamos dela. As pessoas se acostumam com a conveniência, acham que a conveniência é melhor. Jogam fora o que é realmente bom.
- Mas, e a iluminação?
- Temos velas e óleo de linhaça.
- Mas a noite é tão escura...
- Sim. A noite tem de ser assim... Por que a noite deveria ser clara como o dia? Eu não gostaria de não conseguir ver as estrelas à noite. Tentamos viver do modo como o homem vivia antigamente. É o modo natural de viver.

Hoje em dia, as pessoas se esquecem de que elas são parte da natureza. Destroem a natureza da qual nossa vida depende. Acham que sempre podem criar algo melhor. Sobretudo os cientistas. Eles podem ser inteligentes, mas a maioria não entende o coração da natureza. Eles só criam coisas que acabam tornando as pessoas infelizes. Mesmo assim, orgulham-se tanto de suas invenções. E, o que é pior, a maioria das pessoas também se orgulha. Elas as veem como milagres. Idolatram-nas. Elas não sabem, mas estão perdendo a natureza. Não percebem que vão morrer.

As coisas mais importantes para os seres humanos são o ar limpo e a água limpa e as árvores e as plantas. Tudo está sendo sujado, poluído para sempre. Ar sujo, água suja, sujando o coração dos homens.

A cópula humana é o começo do “trabalho da Natureza”. Duas genitálias – uma masculina e uma feminina – se embrenham numa pretensa escuridão e, ali, constroem seus pilares lapidares ajudados (por quase nove meses) pela “Natureza”. As genitálias apenas iniciam a construção da vida humana. O trabalho – perfeito ou não – fica por conta da Natureza.

E, as árvores – frutíferas ou não – que tipo de cópula acontece para produzir a semente que vai gerar uma nova vida?

Alguém, refletindo, já se preocupou em olhar e entender a “simetria” que existe entre uma folha e outra?

O que justifica tamanha perfeição no tamanho, nas linhas, no odor e, principalmente, na utilidade medicamentosa?

Mas, assim como existe a “perfeição” nas pessoas e nas suas formas, existe, também, a “imperfeição”. As aberrações. As coisas disformes.

 

 

 

 

 

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