Os engenheiros Heleno Lira,
responsável por obras de infraestrutura da refinaria Abreu e Lima, em
Pernambuco, e Flávio Fernando Casa Nova da Motta, gerente geral da área de
engenharia do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e ex-gerente de
empreendimentos da refinaria Abreu e Lima, disseram à CPi da Petrobras estar
tristes e indignados com as denúncias de corrupção na empresa.
Eles afirmaram à CPI que nunca
perceberam qualquer irregularidade, nem nos processos de licitação internas, e
nem no comportamento das empresas, que se organizaram em um cartel – segundo as
investigações da Operação Lava Jato.
“Tenho sentimento de ódio, revolta,
porque eu fiz o meu trabalho exatamente como a companhia mandou. É inaceitável
estarem fazendo isso com uma empresa que tanto amamos”, disse Motta.
Ele disse que não tinha nenhum
elemento para desconfiar de formação de cartel ou de sobrepreço nas licitações
que coordenou. “Eu conduzi sete processos de licitação. Desses, cinco ficaram
abaixo do valor estimado”, disse.
Lira disse que ficou “triste e
indignado” com as denúncias de pagamento de propina e superfaturamento.
“Infelizmente, o pagamento de propina só foi descoberto com a investigação
policial”, disse.
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