Bumba-boi
do Maranhão é colírio cultural
Começa o mês de junho e tudo muda no Maranhão. De norte
a sul, de leste a oeste, o que se ouve é a toada que acalenta e enfeita de
dourado uma das mais belas culturas populares do Brasil – o bumba-boi do
Maranhão.
O rico e envolvente ritmo que atrai para o terreiro,
pessoas que jamais viram ou ouviram cantar e muito menos falar do bumba-boi –
como se estivessem imantados, gingam o para lá e para cá ao som das toadas, dos
maracás e dos pandeirões.
Patrimônio imaterial brasileiro, o bumba-boi do
Maranhão é belo pela diversidade de ritmos numa festa só, com um arco-íris que
parece se repetir a cada ano. Tanto quanto o samba no carnaval carioca, o
bumba-boi tem as suas toadas renovadas anualmente – e o que se vê e escuta são
verdadeiras obras primas de poetas da vida e da beleza da natureza defendidas
por “cantadores” consagrados.
Desde o dia 1 até o
próximo dia 30, São Luís e o Maranhão se transformam numa folia só. Além do
bumba-boi envolvente, o Tambor de Crioula, o Cacuriá e as quadrilhas
portuguesas atraem milhares e milhares de turistas de outros estados e de
outros países, dando vida a uma festa multicor de ritmo e musicalidade que só
existe no Maranhão.
A Ilha do Amor fica
repleta de arraiais, com esmerada programação de apresentações diárias –
sustentadas por uma culinária também inconfundível que tem como base pescados e
mariscos e um “jeito de fazer” que também só existe neste pobre e esquecido
Maranhão.
Incentivado pelo Governo do Estado e pelas prefeituras
municipais, o bumba-boi é a maior arma da atração turística do Estado. Tem seu
“auto” nos dias 13 (Santo Antônio); 24 (São João) e 29 (São Pedro). O
encerramento acontece no dia 30, em São Luís, dia consagrado a São Marçal.
Nesse dia, acontece o encontro de apresentação de bumba-boi de todos os
“sotaques”.
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