Por que as pessoas envelhecem, e acabam
morrendo?
Por que uma pessoa “velha” não se eterniza?
Quantos “velhos” somos no Brasil?
Ora, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatísticas), somos hoje, no Brasil, alguns poucos mais de 204.267.035
habitantes. Desses, garante também o IBGE, 14,8% são de idosos acima dos 60
(sessenta) anos.
Desses, existem afirmativas, são aproximadamente 15
milhões de idosos, sendo que mais de 7,5 milhões ainda trabalham, produzindo
algo que tem relevada importância na carga tributária.
Mas, o Brasil sempre foi “irresponsável” no registro de
informações que, de uma forma ou de outra possam contribuir para o necessário
conhecimento do quantos somos e do que fazemos. Brasil à fora, existe um
considerável número de brasileiros que sequer possuem Registro Civil (Certidão
de Nascimento), ficando, assim, fora da contabilidade demográfica.
Tabu –
Ser velho ainda é tabu no Brasil. “Ser velho” ainda funciona com ares e tons de
ofensas e, numa grande maioria de interpretações, como se “imprestáveis” fossem
todos os que, enfrentando dificuldades imensas na vida, conseguiram passar dos
60 anos. São consideradas “raridades” os que ultrapassam as barreiras dos 70,
80 ou 90 anos de idade.
“Faça da
passagem do tempo uma conquista, e não uma perda.”
“Velho” tem vários adjetivos no Brasil.
Alguns, pejorativos e ofensivos: “velho”, idoso, “coroa”, demente, ancião e
outros. Mas, também há os que chamam esse período da vida de “terceira idade” –
da mesma forma que poderia ser, também, “última idade”.
O Brasil é um país diferenciado no tocante
às conquistas desta parcela da população. Direitos Sociais tem uma dificuldade
enorme de sair do papel para a prática – o que acaba por ridicularizar mais
ainda quem ultrapassa essas barreiras da vida.
Passagem gratuita nos coletivos?
As vagas estão sempre preenchidas, esgotadas,
já foram disponibilizadas. Tudo porque ninguém se dá ao trabalho de verificar
se, realmente, a informação é verdadeira. E, na maioria das vezes, quando é
constatado que a informação é mentirosa, fica por isso mesmo e o feito por não
feito. Não existe nenhum respeito pela conquista social.
Atendimento preferencial nas filas?
Os atendentes atendem mais vagarosamente
que o funcionamento da mente idosa. Nos caixas de bancos, são sempre as filas
que “menos andam”.
"A velhice
nos trás direitos maravilhosos! Enquanto a juventude é cheia de obrigações, a
velhice é o tempo em que vivemos a doce inutilidade.”
Pelo sim ou pelo não, a velhice é o estágio
da vida que todos que conseguem chegar, tem consciência de que o fim se
aproxima. Já dobrou a esquina e se encaminha célere para o consumatum est.
Finalmente, o que você faz durante a vida,
antes da velhice chegar, para estar preparado para o inevitável? Como a frase
grifada acima, você considera a “velhice” uma conquista, ou apenas uma tarefa a
mais para os que chegaram depois de você?
Você se preparou para ser “velho”, ou
apenas amealhou uma conta bancária e uma gorda poupança para deixar para
aqueles que estão ansiosos para você partir imediatamente?
Você é um velho?
Pretende se-lo?
Infelizmente, a “velhice” ainda não te dá o
direito dessa escolha.
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