Você preparava as aulas para os seus alunos?
Cinco anos tem algo a ser explicado. Em 2010, o Brasil
já tinha como Presidente, a atual, Dilma Roussef. Mas, o Ministro da Educação,
você lembra quem era?
E, você tem pelo menos uma vaga lembrança, de quais
assuntos envolviam a educação no Brasil? O Ministro daquele tempo, na sua
opinião, fez tudo errado?
Não você não lembra. Ninguém lembra. Sempre teve mais
relevância para nós, brasileiros, os salários. Por trás, de forma mentirosa,
aparece nas manifestações alguma coisa rotulada de “condições de trabalho”.
Mentira. Ninguém se preocupa com condições de trabalho – desde que receba o
salário que julga merecer.
Ora, quando você está em movimento paredista por
salários ou, mentirosamente, por melhores condições de trabalho, você esquece
que seus filhos estudam nesta atual escola. Nesta forma de fazer escola e de
ensinar praticada atualmente.
Mas, aí vem o lado mais importante: ainda que no
Governo Dilma, tantas vezes ela mude o Ministro da Educação, a educação
brasileira também estará mudando de rumo. O País não tem um projeto para a
Educação. Cada Ministro tem um projeto novo. O seu projeto – Salvador da Pátria
e das batatas. Sequer se dá ao destempero de tentar salvar algum item que
porventura tenha dado certo com o Ministro anterior. Vai tudo para a lata do
lixo.
E a Educação, como você a trata?
Qual é o dia do aniversário do seu filho?
Você deu um bom presente; um presente caro; um presente
útil; prometeu uma viagem a Miami ou umas férias maravilhosas no Caribe – tudo
isso se ele conquistar boas notas na escola?
Mas, espere um momento. Tirar boas notas não é uma
obrigação de quem “apenas estuda”?
Essa é uma atitude de quem quer educar, ou de quem quer
escolarizar um filho?
Se você quer realmente educar seu filho, será que é
melhor presentear com um celular ou um smartphone de última geração – ou
dar-lhe um bom livro e “exigir” que ele o leia?
Sei. Nesta frase acima, com 32 palavras, você
certamente estranhou a palavra “exigir”. Você, moderno e liberal por natureza e
acomodação, entende que “exigir” é algo antigo, reacionário para uma boa
convivência com a família. Certamente você acha que, quem deve “exigir” alguma
coisa do seu rebento, é a escola.
Pois, se você pensa realmente isso, confunde
diuturnamente a “escolarização” com a “educação”.
Ou será que você, educado, moderno, inteirado com as
coisas e os fatos, não consegue ver que, “escolarizar” é uma coisa –
pertencente, sim, à escola; e, “educar” é outra – essa sim, de exclusividade da
família?
Saiu
de casa, dançou! – Há pelo menos quatro décadas, o mundo
capitalista consumidor “emprenhou” (desculpas pelo termo chulo, mas só esse
retrata a verdade que existe hoje) na educação da família brasileira que a
mulher, peça importante em pelo menos 80% da “educação” dos filhos de uma
família, precisava sair de casa e trabalhar fora para melhorar a renda
familiar. E, sem ser pretensioso, este humilde Jornalista entende que essa é a
grande mentira que semeou a desestrutura de muitos lares.
Pois, quem era que “vigiava” seu filho adolescente em
casa e, quando necessário, o ajudava a fazer as tarefas escolares em cassa?
Quem controlava a casa e, no final do dia, sentada numa cadeira colocada no
portão o recebia em casa e lhe dava conta de tudo? Quem faz isso agora pela
família?
Ah, sei, isso é coisa do passado?
Pois, se isso é cosia do passado, o seu futuro é bem
conturbado – tanto quanto está sendo e que faz com que você responsabilize o
Estado por tudo que acontece.
Veja um exemplo: crianças precoces que conseguem
aprovação fácil; crianças precoces que se tornam eméritos em piano, saxofone,
violino, instrumentos mil, quem os ensina e acompanha na disciplina e no
aprendizado?
E, nem se iluda se, daqui alguns anos, a mesma
mentalidade que “emprenhou” na pauta da família a necessidade da mulher sair de
casa para trabalhar e melhorar a renda familiar e o padrão de vida, incutir,
também na cabeça dessa mesma família (e da mulher em particular) que, depois de
oito horas de trabalho fora de casa, o que ela faz em casa é uma tarefa “extra”
e que precisa ser reconhecida e remunerada. Espere e verás!
Não vejam isso como machismo – as pessoas gostam muito
de julgar e rotular pessoas e coisas. Jamais haveria pensamento contrário para
uma mulher que estudou Medicina, Engenharia, Direito, Economia ou tem formação que assegure melhor remuneração,
em sair de casa para trabalhar e, aí sim, melhorar o padrão de vida – mas sem
se desvencilhar da família, a sua base mais importante.
Agora, sair de casa para trabalhar detrás de um balcão;
para dirigir ônibus ou táxis; para pentear cabelos num salão de beleza (e de
muita feiura); para ser policial nas ruas da cidade – é o estrume que vai
adubar a árvore da desestruturação familiar.
E, anos depois, isso tudo vai te levar a estudar e
discutir se é boa ou ruim, a alteração da maioridade penal. Tal como está sendo
discutido (??!!) agora.
E isso tudo vai ficar claro para você quando não houver
mais confusão entre uma coisa e outra – quando você entender que, quem
“escolariza” é o Estado; e quem “educa” é a família.
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