domingo, 7 de junho de 2015

Escolarizar é uma coisa - educar é outra

 

Você, se é Professor do Ensino Médio, ainda tem apontamentos de aulas de cinco anos atrás?

Você preparava as aulas para os seus alunos?

Cinco anos tem algo a ser explicado. Em 2010, o Brasil já tinha como Presidente, a atual, Dilma Roussef. Mas, o Ministro da Educação, você lembra quem era?

E, você tem pelo menos uma vaga lembrança, de quais assuntos envolviam a educação no Brasil? O Ministro daquele tempo, na sua opinião, fez tudo errado?

Não você não lembra. Ninguém lembra. Sempre teve mais relevância para nós, brasileiros, os salários. Por trás, de forma mentirosa, aparece nas manifestações alguma coisa rotulada de “condições de trabalho”. Mentira. Ninguém se preocupa com condições de trabalho – desde que receba o salário que julga merecer.

Ora, quando você está em movimento paredista por salários ou, mentirosamente, por melhores condições de trabalho, você esquece que seus filhos estudam nesta atual escola. Nesta forma de fazer escola e de ensinar praticada atualmente.

Mas, aí vem o lado mais importante: ainda que no Governo Dilma, tantas vezes ela mude o Ministro da Educação, a educação brasileira também estará mudando de rumo. O País não tem um projeto para a Educação. Cada Ministro tem um projeto novo. O seu projeto – Salvador da Pátria e das batatas. Sequer se dá ao destempero de tentar salvar algum item que porventura tenha dado certo com o Ministro anterior. Vai tudo para a lata do lixo.

E a Educação, como você a trata?

Qual é o dia do aniversário do seu filho?

Você deu um bom presente; um presente caro; um presente útil; prometeu uma viagem a Miami ou umas férias maravilhosas no Caribe – tudo isso se ele conquistar boas notas na escola?

Mas, espere um momento. Tirar boas notas não é uma obrigação de quem “apenas estuda”?

Essa é uma atitude de quem quer educar, ou de quem quer escolarizar um filho?

Se você quer realmente educar seu filho, será que é melhor presentear com um celular ou um smartphone de última geração – ou dar-lhe um bom livro e “exigir” que ele o leia?

Sei. Nesta frase acima, com 32 palavras, você certamente estranhou a palavra “exigir”. Você, moderno e liberal por natureza e acomodação, entende que “exigir” é algo antigo, reacionário para uma boa convivência com a família. Certamente você acha que, quem deve “exigir” alguma coisa do seu rebento, é a escola.

Pois, se você pensa realmente isso, confunde diuturnamente a “escolarização” com a “educação”.

Ou será que você, educado, moderno, inteirado com as coisas e os fatos, não consegue ver que, “escolarizar” é uma coisa – pertencente, sim, à escola; e, “educar” é outra – essa sim, de exclusividade da família?

Saiu de casa, dançou! – Há pelo menos quatro décadas, o mundo capitalista consumidor “emprenhou” (desculpas pelo termo chulo, mas só esse retrata a verdade que existe hoje) na educação da família brasileira que a mulher, peça importante em pelo menos 80% da “educação” dos filhos de uma família, precisava sair de casa e trabalhar fora para melhorar a renda familiar. E, sem ser pretensioso, este humilde Jornalista entende que essa é a grande mentira que semeou a desestrutura de muitos lares.

Pois, quem era que “vigiava” seu filho adolescente em casa e, quando necessário, o ajudava a fazer as tarefas escolares em cassa? Quem controlava a casa e, no final do dia, sentada numa cadeira colocada no portão o recebia em casa e lhe dava conta de tudo? Quem faz isso agora pela família?

Ah, sei, isso é coisa do passado?

Pois, se isso é cosia do passado, o seu futuro é bem conturbado – tanto quanto está sendo e que faz com que você responsabilize o Estado por tudo que acontece.

Veja um exemplo: crianças precoces que conseguem aprovação fácil; crianças precoces que se tornam eméritos em piano, saxofone, violino, instrumentos mil, quem os ensina e acompanha na disciplina e no aprendizado?

E, nem se iluda se, daqui alguns anos, a mesma mentalidade que “emprenhou” na pauta da família a necessidade da mulher sair de casa para trabalhar e melhorar a renda familiar e o padrão de vida, incutir, também na cabeça dessa mesma família (e da mulher em particular) que, depois de oito horas de trabalho fora de casa, o que ela faz em casa é uma tarefa “extra” e que precisa ser reconhecida e remunerada. Espere e verás!

Não vejam isso como machismo – as pessoas gostam muito de julgar e rotular pessoas e coisas. Jamais haveria pensamento contrário para uma mulher que estudou Medicina, Engenharia, Direito, Economia ou  tem formação que assegure melhor remuneração, em sair de casa para trabalhar e, aí sim, melhorar o padrão de vida – mas sem se desvencilhar da família, a sua base mais importante.

Agora, sair de casa para trabalhar detrás de um balcão; para dirigir ônibus ou táxis; para pentear cabelos num salão de beleza (e de muita feiura); para ser policial nas ruas da cidade – é o estrume que vai adubar a árvore da desestruturação familiar.

E, anos depois, isso tudo vai te levar a estudar e discutir se é boa ou ruim, a alteração da maioridade penal. Tal como está sendo discutido (??!!) agora.

E isso tudo vai ficar claro para você quando não houver mais confusão entre uma coisa e outra – quando você entender que, quem “escolariza” é o Estado; e quem “educa” é a família.

 

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