O comandante é Marcelo Oliveira, que derrotou o colombiano Juan Carlos Osorio com bilhetes, canetas e tudo.
Campinas, SP, 28 (AFI) – A nona rodada do Campeonato Brasileiro foi
marcado por dois clássicos. Em um deles, o Palmeiras passou como um rolo
compressor sobre o São Paulo e goleou, por 4 a 0. No outro, Vasco e Flamengo
fizeram um jogo sofrível, que acabou com a virgindade cruz-maltina na
competição. A vitória palmeirense foi boa para o Sport, que empatou com a
Chapecoense, mas se segurou na ponta.
Em uma rodada cheia de alternativas,
a Seleção Futebol Interior do Brasileirão está montada com uma formação
bastante ofensiva. Os dois laterais são muito bons no apoio, sobretudo o
lateral-esquerdo Egídio, do Palmeiras, que deu três assistências. Do meio para
frente, são um volante, dois meia e três atacantes. O comandante é Marcelo
Oliveira, que derrotou o colombiano Juan Carlos Osorio com bilhetes, canetas e
tudo.
Confira a SELEÇÃO FUTEBOL INTERIOR da 9ª rodada do Brasileirão:
Goleiro: Diego Cavalieri (Fluminense) - Realmente ele voltou à boa
forma, fazendo a diferença debaixo dos três paus do Tricolor das Laranjeiras.
Fez grandes defesas no primeiro tempo e no segundo evitou a vantagem do Goiás
ao defender um pênalti cobrado por Felipe Menezes. Além disso, depois fez boas
defesas e garantiu a virada do Fusão em pleno Serra Dourada, por 2 a 1, que
deixou o seu time no G4. A pressão adversária foi grande, porque desde os dez
minutos, o Fluminense atuou com 10 jogadores com a expulsão de Gum. E a partir
dos 35 minutos ficou sem Vinícius machucado (Enderson Moreira já tinha feito as
três trocas).
Lateral-direito: Madson (Vasco) - Madson soube aproveitar muito bem a
larga avenida Anderson Pico ao longo do primeiro tempo. O lateral-direito
vascaíno atuou por ali como dono do pedaço. Tanto é que foi ele que começou a
jogada do gol de Riascos. Madson fez o cruzamento na medida para o peixinho do
colombiano.
Zagueiro: Antônio Carlos (Fluminense) - Teve uma excepcional atuação na
virada do Tricolor em cima do Goiás, por 2 a 1, em Goiânia. Fez muitas
coberturas, recuperou bolas perdidas e correu como nunca diante dos rápidos
atacantes adversários. Além disso, carregou nas costas Gum, pesado e fora de
forma, que ainda por cima foi expulso aos 10 minutos do segundo tempo por
cometer pênalti.
Zagueiro: Leonardo Silva (Atlético Mineiro) - Mais uma vez foi soberano
na defesa do Galo. E mais importante do que isso foi marcar o gol da vitória
sobre o Joinville, por apenas 1 a 0. Mais um gol de cabeça e que iguala o
recorde do ex-zagueiro Réver, com 22 gols cada. Réver, agora, está no
Internacional-RS. “Com esta galera toda temos mais é que dar o sangue e vencer.
Foi duro, mas 1 a 0 ou 4 a 0 valem os mesmos três pontos”, comentou ao final do
jogo no Mineirão, que teve recorde de público com mais de 55 mil torcedores.
Lateral-esquerdo: Egídio (Palmeiras) - Muitos criticavam que ele não
rendia como no ano passado, mas a atuação de Egídio contra o São Paulo, neste
domingo, foi de encher os olhos. Todos os quatro gols palmeirenses no clássico
saíram de passes dele, que deitou e rolou para cima de Bruno.
Volante: Arouca (Palmeiras) - Foi o “motorzinho” do meio-campo do
Palmeiras na goleada pro 4 a 0 sobre o São Paulo. Além de marcar com eficiência
e impedir qualquer tipo de criação de Ganso, iniciou as jogadas de dois dos
gols palmeirenses na partida, mostrando para Dunga que é possível um volante
marcar e também atacar.
Meia: Valdívia (Internacional) - O meia não sentiu as duas semanas em
que esteve fora para se recuperar de uma contusão. Em seu retorno, Valdívia deu
mais mobilidade ao meio-campo colorado e dificultou o trabalho da defesa
santista. Além da boa atuação, ainda marcou o gol salvador. E sem querer, é bom
frisar.
Meia: Luan (Grêmio) - Se o Grêmio está sem dinheiro para montar um
grande elenco, a aposta em jogadores da base está dando resultado. E quem puxa
a fila da garotada gremista é o meia Luan. Com muita habilidade, o jogador
transformar as boas atuações em rotina. Contra o Avaí, foi o grande nome ao
lado de Pedro Rocha e levou o tricolor a mais uma importante vitória.
Atacante: Biro-Biro (Ponte Preta) - Os defensores do Atlético-PR vão ter
pesadelos com este arisco atacante. Com muita velocidade, habilidade e
facilidade nas mudanças de direção, Biro-Biro comandou a virada da Ponte Preta
sobre o Furacão. Desta vez, porém, ele assumiu o papel de garçom e deu passes
para os gols de Renato Cajá e Felipe Azevedo.
Atacante: Vagner Love (Corinthians) - Ainda não dá para falar que é o
substituto ideal para Guerrero, mas ao menos o novo camisa 9 do Timão vai
mostrando mais vontade. Foi muito bem contra o Figueirense, marcando um gol e
sofrendo pênalti que levou ao segundo tento corintiano na vitória, por 2 a 1.
Atacante: Raphael Lucas (Coritiba) - Foi a inspiração da partida entre
Coritiba e Cruzeiro. Enquanto a maioria dos jogadores preferiu fazer faltas e
levar cartões amarelos - foram dez ao todo -, Raphael Lucas jogou bola. E como
jogou. Ele entrou no lugar do estreante Kléber Gladiador e deu conta do recado.
Se movimentou, arriscou jogadas, fez tabelas e garantiu o tento da vitória do
Coxa. Raphael Lucas fez valer o ingresso pago no Couto Pereira.
Técnico: Marcelo Oliveira (Palmeiras) - Atual bicampeão brasileiro,
Marcelo Oliveira foi demitido injustamente pelo Cruzeiro e ficou pouco tempo
desempregado. Com uma nova chance no Palmeiras, começou mal, perdendo para o
Grêmio por 1 a 0, mas neste domingo lavou a alma. Escalou um time bem postado
dentro de campo, que deu show e humilhou o São Paulo na Arena Palmeiras. Um 4 a
0 que lembrou a Raposa do Brasileirão do ano passado. A vitória no clássico
deve dar um tempo para que o Verdão se estabeleça sob seu comando. Tudo demanda
tempo.
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