terça-feira, 21 de julho de 2015

O sal da vida e da morte

 

O sal marinho é realmente benéfico?

Sal marinho moído

O sal mata? Alguém consegue “comer” sem sal? Alguém sobreviveria se alimentando apenas de frutas, verduras e legumes?

Não. O sal não mata. O que mata é o consumo excessivo do sal.

Desde a cerimônia do Batismo, o homem católico é incentivado a comer sal. O sal usado na cerimônia do Batismo é o mesmo sal comum, preparado religiosamente para aquela oportunidade.

E, por que se come sal?

Que tipo de sal o seu organismo produz?

E, por que esse sal produzido pelo organismo humano não é suficiente para manter o corpo “longe” do consumo do sal comum?

Alguém conhece o “sal” produzido pelos indígenas?

 

O sal marinho - Muitas são as dúvidas sobre o sal marinho, se é saudável, se devemos adicioná-lo ou não à comida etc. Devido ao seu teor mais baixo em sódio e seu refinamento, o sal marinho é recomendado para pessoas com problemas cardíacos, obesos, para retenção de líquidos ou simplesmente para aqueles que desejam cuidar da saúde.


Ao consumir o sal marinho diariamente, equilibraremos e nutriremos nosso organismo com minerais essenciais. Alguns dos benefícios que este sal nos oferece são:

– Excelente para a concentração e expansão muscular, estimulo dos nervos, bom funcionamento das glândulas suprarrenais e em outros processos biológicos;

– Nos proporciona cloreto, que serve para produzir os ácidos necessários na digestão de proteínas, enzimas e hidratos de carbono. (Transcrito do Wikipédia)

        

 

 

 

 “Sal rosa do Himalaia - O sal é um nutriente indispensável para o bom funcionamento do organismo e, embora seja muitas vezes visto como um vilão e desencadeador de uma série de doenças, sua ausência completa pode prejudicar o corpo tanto quanto o excesso. Entre os tipos de sal que existem – dentre os quais o marinho é o mais usual – uma espécie tem chamado a atenção devido a sua pureza química: o sal rosa do Himalaia.


Livre de toxinas e poluentes, esse alimento, recolhido em depósito seculares do Himalaia, é considerado o sal mais puro do planeta e sua cor rosa deve-se à alta concentração de minerais em sua composição – ele carrega mais de 80 tipos de minerais.

O alto poder desintoxicante do sal rosa é benéfico para ajudar a eliminar toxinas do corpo, purificar o sangue e regular a produção de óleo pela pele. Além disso, a alta concentração de magnésio, por exemplo, é benéfica para prevenir cãibras e fortalecer os músculos e o sistema imunológico.” (Aline Pereira)

O Himalaia, Himalaias ou Cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo, localizada entre a planície indo-gangética, ao sul, e o planalto tibetano, ao norte. A cordilheira abrange cinco países (Índia, China (que inclui o Tibete), Butão, Nepal, Paquistão) e contém a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. O nome Himalaia vem do sânscrito e significa "morada da neve". Os Himalaias espalham-se, de oeste para leste, do vale do rio Indo ao vale do rio Bramaputra, formando um arco de cerca de 2500 km de extensão e com uma largura variando de 400 km no oeste, na região da Caxemira-Tibete, a 150 km no leste, na região do Tibete-Arunachal Pradesh. (Transcrito do Wikipédia)

Feijoada é uma boa comida?

E, se os “ingredientes” que acompanham a feijoada não contiverem sal? A feijoada é boa?

Por décadas, o sal “ajudou” a criar (e, sabe-se agora, também a matar) pessoas. No Brasil, o advento da filosofia de conservação de alimentos é de tempo recente – pelo menos para as classes de médio e baixo poder aquisitivo. Nem todos possuíam uma geladeira ou um freezer em casa. A solução era recorrer ao sal. Muito sal, para garantir que aqueles alimentos não entrassem em putrefação.

Experimente comer camarão sem sal. Com teor zero de sal. Qual o sabor?

E peixe sem sal, quem consegue comer?

Sem o sal comum, os índios comem. Mas não comem sem “sal”. Nas quinze amostras do quadro acima, em nenhum tipo está o “sal” comido pelo indígena, que “inventou” uma forma pouco conhecida para fabricar o sal que come.

No “habitat” indígena uma planta é muito utilizada para produzir esse “sal”.  Essa planta é cuidada e protegida para estar em condições de garantir o fabrico desse sal no tempo próprio. Quando se aproxima a fase lunar apropriada, os indígenas amontoam galhos dessas plantas com folhas apropriadas e “abrem espaço” no local para que a claridade da lua produza a fermentação necesssária e capaz de garantir uma grande escala de “sal”. Aquelas folhas fermentadas são superpostas sobre alguns alimentos (peixes), garantindo a conservação.

Enfim, o sal que salva e cria, é o mesmo sal que mata. Salva e cria, quando usado com parcimônia e sapiência. Mata, quando sai do controle.

O sal não mata. O que mata é o exagero.

Quando crianças jogavam bola nos tempos passados, um ferimento provocado por arranhão ou chute equivocado, tinha o sangramento estancado com sal. Outros preferiam pó de café e, na ausência de algo adequado, usavam mesmo era areia. E ninguém contraía doença infecto contagiosa. Mas, sabia-se, a terra do mundo era outra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor. Não aceitaremos palavras indecorosas nem comentários que atinjam a honra dos demais comentaristas.