terça-feira, 7 de julho de 2015

Santos – com ou sem Pelé, um orgulho brasileiro

 


Uma maquina de jogar bola chamada Santos

Hoje vamos falar do futebol. Não esse futebol atual, que desencanta a todos. Vamos falar do futebol mágico dos tempos passados, em que a bola era de couro – e, segundo Neném Prancha, por ser de couro, couro de vaca, precisava correr rente ao gramado – e, nos dias de chuva era substituída várias vezes no jogo pelo intempestivo aumento do peso recomendado.

Futebol de Ademir Menezes, Garrincha, Quarentinha, Zito, Pelé, Salomão, Mauro Calixto, Almir, Danilo Alvim e tantos outros “mágicos” que alegravam e enobreciam as tardes dominicais nos estádios deste Continente.

Botafoguenses como somos, vamos deixar de lado também Garrincha, Didi, Quarentinha – ficamos imaginando o trabalho danado que um goleiro, jogando sem luvas, tinha para defender e segurar uma bola chutada por Quarentinha, ex-Artilheiro botafoguense – Jairzinho, Gerson e Paulo Cézar. Vamos falar mais alguma coisa (além do quanto já se falou) sobre aquele fenomenal e inesquecível time do Santos. Santos Futebol Clube, dos anos 60. Santos de Pelé ou, caso prefiram, Pelé do Santos.

O Santos foi fundado no dia 14 de abril de 1912. Tradicionalmente, o Santos usa material completo com a cor branca (camisa, calção e meias), mas, de vez em quando usa também camisas com listras pretas na vertical, calções e meais brancas. Em São Paulo, seus principais rivais são Palmeiras, São Paulo e Corínthians.

Nos anos 60, o Santos se tornou reconhecido internacionalmente pelos feitos, pelos títulos mas, principalmente, por ter em suas fileiras o maior jogador do futebol mundial em todos os tempos – Edson Arantes do Nascimento, Pelé. Na cidade praiana do litoral paulista, o Santos manda seus jogos na Vila Belmiro (Estádio Urbano Caldeira) – mas sempre leva mais público ao Pacaembu, na capital paulista.

Ao longo de sua história, o Santos conquistou inúmeros títulos internacionais, com destaque para as Copas Intercontinentais de 1962 e 1963, as Copas Libertadores de 1962, 1963 e 2011 (recordista brasileiro ao lado do São Paulo), a Copa Conmebol de 1998, a Supercopa dos Campeões Intercontinentais de 1968, a Supercopa Sul-Americana de 1968 e a Recopa Sul-Americana de 2012. No cenário nacional, é o maior campeão do Campeonato Brasileiro (ao lado do Palmeiras) com 8 títulos, somando cinco Taças Brasil conquistadas consecutivamente de 1961 a 1965, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1968 e os Campeonatos Brasileiros de 2002 e 2004, ainda no âmbito nacional, o clube possuí uma Copa do Brasil vencida em 2010, totalizando nove conquistas nacionais. Outros títulos importantes incluem cinco Torneios Rio-São Paulo e 21 Campeonatos Paulistas. Ao todo, somando competições oficiais, amistosas e outras taças, o clube possui 304 conquistas.

O Santos foi eleito pela FIFA em 2000, o quinto maior clube de futebol do Século XX, sendo o melhor clube das Américas na lista, o Santos também é um dos seis clubes do país, que nunca foram rebaixados para a segunda divisão, além de ser o clube brasileiro que mais enfrentou estrangeiros na história. É também o único clube brasileiro a ser campeão estadual, brasileiro, da Libertadores e intercontinental no mesmo ano, em 1962. Outro feito do clube é ser o que mais marcou gols na história do futebol mundial, tendo sido o primeiro a alcançar a marca de 12 mil gols.” (Transcrito do Wikipédia)

Provavelmente, o Santos foi o clube do futebol brasileiro que mais já teve nas suas fileiras os principais jogadores do País. Superando até o Botafogo de Futebol e Regatas e o Clube de Regatas Vasco da Gama dos áureos tempos. Com o mineiro Pelé, o gaúcho Mengálvio, o argentino Cejas e os cariocas Carlos Alberto Torres e Jair da Rosa Pinto, o Santos teve, ao longo da sua história, três peernambucanos nas suas fileiras: Almir Pernambuquinho, que viera do Boca Juniors da Argentina; Rildo, que antes defendera as cores do Botafogo do Rio de Janeiro; e, Salomão, o médico e jogador que brilhara com a camisa do Clube Náutico Capibaribe de Recife.

A história brilhate do “Peixe” registra 3 títulos (sendo um bicampeonato) da Libertadores, em 1962 e 1963 e 2011. Registra também um bicampeonato mundial (1962 e 1963). Não foram esquecidas 1 Recopa Intercontinental de 1968;  1 Recopa Sul-Americana em 2012;  1 Copa Conmebol em 1998; 1 Supercopa Sul-Americana, em 1968;  8 Campeonato Brasileiro (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004) sendo o único pentacampeão em sequência até os dias atuais; 1 Copa do Brasil, 2010; 5 Torneio Rio-São Paulo (1959, 1963, 1964, 1966 e 1997), e, finalmente, 21 Campeonato Paulista (1935, 1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969, 1973, 1978, 1984, 2006, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015).

Vale lembrar que, o título mundial de 1962,  a Libertadores de 1963 e o Campeonato Brasileiro de 1963, 1964 e 1965 foram conquistados de forma invicta.

Como se isso ainda não fosse suficiente, o Santos tem outros números sensacionais, como esses dos principais artilheiros peixeiros. Vejam: Pelé, 1.091 gols em 1.116 jogos;  Pepe, 405 gols em 750 jogos; Coutinho, 370 gols em 457 jogos; Toninho Guerreiro, 283 gols;  Feitiço, 216 gols; Dorval, 198 gols e Araken Patusca, 177 gols.

O Santos dos anos 60 não acabou. Pelé ainda vive. Tem problemas de saúde inerentes da idade avançada, mas ainda é não apenas o Rei do Futebol, como um dos principais ídolos do Brasil, independente da área onde atue.

O Santos de hoje é diferente – digamos que acompanha as mudanças do futebol mundial e brasileiro, que nem sempre são para melhores. Os últimos ídolos que de lá saíram, Robinho e Neymar, ainda não atingiram o mesmo patamar de prestígio de ídolos consagrados como Lima, Zito, Pelé, Carlos Alberto Torres.

Mas, no final deste artigo, vale lembrar que, no auge do domínio e do prestígio no futebol brasileiro, o Santos Futebol Clube, com Pelé, Zito, Lima e tantos outros, foi derrotado em pleno Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) pelo Esporte Clube Bahia, em jogo válido pela antiga Taça Brasil. O placar final foi 1 a 0 para o campeão baiano, gol marcado pelo cearense Alencar – que depois seria negociado ao Palmeiras.

 

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