sexta-feira, 25 de março de 2016

A esperança continua! – ainda que tênue



Domingo passado, 13, foi um dia que marcou o Brasil e o povo brasileiro – uma grande maioria. Sabemos! – embora muitos tenham preferido permanecer em casa. Um protesto gigante que exigiu mudança radical e definitiva na postura condenável dos principais gestores brasileiros.

Mas, domingo próximo, 20, as águas de março fecharão o verão. Levarão pau, pedra, tudo que estiver impedindo, para anunciar o fim do caminho. E, analisando friamente, percebe-se que o povo não tem partido político – tem apenas as cores: verde e amarelo.

E, contraste da vida (da nossa vida), domingo 13, um fato serviu para demonstrar que nem tudo está perdido. Ainda existe sim, esperança, ainda que tênue. Mas existe.

Sabemos - todos nós -, que uma grande parcela de crianças brasileiras ou não, foi levada – por algum motivo – a andar por um caminho sem volta e quase que sem saída. O caminho das drogas.

Duas personalidades brasileiras, em tempos distintos chamaram a atenção e pediram para que olhassem com bons e decisivos olhos para as crianças de todos os estados brasileiros.

Pelé, na verdade, Edson Arantes do Nascimento, ao marcar o seu milésimo gol no dia 19 de novembro de 1969, quando jogava no Maracanã vestindo a camisa do Santos Futebol Clube, num momento que o ligava apenas ao futebol, teve a preocupação de lembrar e pedir:

- “Cuidem das nossas crianças”!

Com a mais absoluta certeza, a grande maioria não deu a mínima atenção, por conta de um simples, mas preocupante detalhe: Pelé é um negro e ainda temos entre nós, pessoas que acham que negro não é gente!

O outro fato está ligado à educação. No Brasil, foi Leonel de Moura Brizola, gaúcho nascido em Carazinho que governou o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, quem “inventou” e tentou massificar a escola em tempo integral, cujo objetivo principal era garantir a minimização do ócio na vida daas crianças e adolescentes, evitando, também, que viessem se tornar presas fáceis dos traficantes.

Quem lhe deu atenção e seguiu?

Quase ninguém e, com certeza, são poucas as escolas públicas que adotaram a novidade. E quem adotou certamente poderá dar conhecimento do resultado.

É preciso acabar urgentemente com a mentalidade de que, pessoas de Deus, pessoas do bem, são apenas aquelas que estão próximas de você – a quem você acorre nas horas difíceis.

O programa é apenas um canal aberto que está conseguindo formar um leito de lágrimas de emoção. É o global The Voice Kids – Brasil. Apresentado aos domingos na emissora dos Marinho, o programa imaginado para crianças está “bombando” no Brasil inteiro. E cada domingo, com a final se afunilando, as emoções são mais fortes.

Duas meninas – podem até não ser uma delas a campeã! – estão comandando as lágrimas não apenas dos “professores” que ao mesmo tempo são também “julgadores”: Rafa Gomes, representando Curitiba; e Ana Beatriz Torres, representando Goiânia. Todos estão chorando, Brasil à fora.

Em nós, a certeza: nem tudo está perdido!

Esta foi a primeira edição brasileira desse programa voltado exclusivamente para crianças – faixa etária de 9 a 15 anos. Houve uma pré-seleção e, acredita-se, sem qualquer tipo de preconceito. Ficou a certeza de que, nas fases mostradas pela televisão, todos, sem exceção, são de excelente nível. Melhor: percebe-se também que, ao falar alguma coisa, todos sabem falar, e bem. Essa particularidade provoca e produz um alívio enorme: todos estão no bom caminho e, para fazer o que gostam, recebem o carinho e o acompanhamento dos pais.

E, por outras vias nos chegam informações que dão conta da existência de outras atividades ligadas à prática musical que, no somatório aumentam as perspectivas de novas gerações, em que pese algum gosto duvidoso pelas bandas que realizam shows megalomaníacos. Ainda bem que não é maioria.

A criançada caminha sim para as drogas – muito mais pela ausência dos pais que pela fragilidade da legislação. Tanto isso é verdade que, também existe uma parcela que, exatamente pela presença e pelo apoio dos pais, começa a se envolver de forma mais qualitativa com a música.

O governo amazonense, por exemplo, desenvolve um projeto maravilhoso e os resultados já são ricos: a criação da Orquestra Infantil Encontro das Águas, com todas as despesas da prática e da teoria custeadas pelo Governo doAmazonas.

É, verdade!

Nem tudo está perdido.


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